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Honda CR-V 2022:  SUV médio se apoia no bom espaço interno

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Honda CR-V 2022: retoques no desenho incluem nova frente com mudanças no para-choque e faróis
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Honda CR-V 2022: retoques no desenho incluem nova frente com mudanças no para-choque e faróis

Quando a Honda apresentou a linha 2022 do CR-V no Brasil cheguei a questionar a razão pela qual a fabricante decidiu não trazer a versão híbrida do SUV, já que trouxe a apenas a movida a gasolina. Na época, há cinco meses, responderam que se basearam nas pesquisas feitas com clientes e que o carro estava na configuração adequada.

Será? Com tantos rivais do segmento de SUVs médios hoje em dia e com o preço da gasolina nas alturas, até o mais abonados já devem ter passado a preferir um modelo eletrificado, mais econômico, capaz de fazer até 17 km/l na gasolina na cidade, conforme a fabricante, ao invés de 11 km/l (segundo o Inmetro) da versão do Honda CR-V 2022 que decidiram trazer ao Brasil.

Ok, o preço do SUV por aqui já é um dos mais caros do segmento (R$ 274.900) e se fossem trazer a híbrida iria custar ainda mais. Pela diferença que consta no site da Honda dos EUA, são US$ 5.200 de diferença, o que equivale a cerca de R$ 28.600. Certamente, com todos os custos de importação, entre outros itens, o carro passaria dos R$ 300 mil no mercado brasileiro.

Além do Toyota RAV4 híbrido , o Honda ficaria quase sozinho, pelo menos até a chegada do  Jeep Compass híbrido 4Xe e do  VW Tiguan Hybrid feito na Alemanha, entre outros.

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O primeiro está previsto para chegar até o fim do ano e o outro deve ficar para 2022. De qualquer forma, durante a avaliação mais detalhada do CR-V da linha 2022, até com uma viagem ao litoral sul de São Paulo, ficou claro que apesar do carro ser confortável, falta mais agilidade e um consumo de combustível menor.

O que também nos incomodou no dia a dia é que o sistema Stop&Start, que desliga o motor quando o carro está parado para economizar combustível, funciona apenas se pisar forte no pedal de freio, o que causa certo cansaço com o tempo. Além disso, sentimos falta do sistema de alerta de ponto cego , útil nas condições em que dirigimos o carro, com bastante chuva e baixa visibilidade na estrada.

Ainda de acordo com o Inmetro, o Honda CR-V da linha 2022 pode fazer 12,3 km/l na gasolina na estrada, mas não conseguimos passar de 10,8 km/l com a função “Econ” ligada e pisando de leve no acelerador. O carro estava com três adultos leves e dois adolescentes, além pouca bagagem. Com tanque de apenas razoáveis 57 litros, tivemos que fazer mais de uma visita ao posto de combustível.

O motor 1.5 turbo rende bons 190 cv e 24,5 kgfm a 2.000 rpm, força que parece mediana. A questão é que, com o pacato câmbio CVT e a relação peso-torque pouco favorável (66,5 kg/kgfm, ante 56,1 do Peugeot 3008 e 45,2 do Ford Bronco Sport ), o carro acaba perdendo agilidade nas utrapassagens, obrigando a pisar fundo no pedal da direita para tentar extrair mais fôlego.

Mas suspensão trabalha bem com multibraço na traseira, absorvendo as irregularidades do piso e mantendo o carro estável. O que ajuda a manter o conforto é o conjunto de pneus borrachudos 235/60R 18, montados em rodas com acabamento diamantado . Com mudanças discretas no desenho em relação à linha 2021, o CR-V 2022 tem um dos visuais mais comportados do segmento.

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Conforto para todos

Por dentro, o Honda CR-V 2022 tem acabamento caprichado e bom espaço, mas a central multimídia poderia ser mais moderna
Carlos Guimarães/iG

Por dentro, o Honda CR-V 2022 tem acabamento caprichado e bom espaço, mas a central multimídia poderia ser mais moderna

O forte do Honda CR-V 2022 é o espaço interno, além do rodar silencioso em qualquer situação, com um isolamento acústico dos melhores. O porta-malas cavernoso leva 522 litros (ante 520 litros do 3008 e 420 litros do Bronco Sport).

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E o acabamento do SUV da marca japonesa é caprichado, com apliques de maneira no painel e nas laterais das portas, revestimento de couro de boa qualidade, ajustes elétricos para o banco do motorista e duas entradas USB para regarga rápida de celular para os ocupantes do banco traseiro entre os equipamentos de série.

Porém, a central multimídia poderia ter melhor resolução e respostas mais rápidas, além de acesso à internet a bordo. algo que já está se tornando comum, principalmente em modelos que beiram os R$ 300 mil. Mas o sistema de som é de boa qualidade, reproduzindo graves, agudos e tons médios com perfeição, o que é um ponto a favor em se tratando de um carro de apelo familar.

Conclusão

A Honda deveria ter sido mais ousada e trazer a versão híbrida do CR-V , o que ajudaria bastante na economia de combustível, apesar do modelo não ser plug-in (que liga na tomada para recarregar as baterias). Além disso, falta fôlego nas retomadas na comparação com a maioria dos rivais por causa da relação peso-torque desfavorável.

Mas nas questões ligadas ao conforto dos ocupantes, o CR-V 2022 tem méritos, seja pelo espaço interno, por causa do rodar silencioso e pela suspensão que absorve bem as irregularidades do piso. Pena o preço ser um pouco mais salgado que a maioria dos rivais.

Honda CR-V 2021

Ficha Técnica

Preço: R$ 274.700 Motor: 1.5, turbo, gasolina Potência: 190 cv a 5.600 rpm Torque: 24,5 kgfm a 2.000 rpm Transmissão: automático, CVT, simula 7 marchas Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira) Suspensão: McPherson (dianteira), multibraço (traseira) Pneus: 235/60 R18 Porta-malas: 522 litros Tanque de combustível: 57 litros Consumo: 11 km/l (cidade) e 12,3 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 10,1 segundos

Vel. Max: 201 km/h

Fonte: IG CARROS

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Volvo S60 Polestar T8: batmóvel sueco do século 21

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Volvo S60 Polestar T8: sedã consegue ter elegância e esportividade, mas é bom tomar cuidado porque o carro é baixo
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Volvo S60 Polestar T8: sedã consegue ter elegância e esportividade, mas é bom tomar cuidado porque o carro é baixo

Pintado de preto, com rodas de aro 19 que deixam à mostra as pinças de freio amarelas da Brembo, aquele sedã grande de aspecto nórdico veio para desafiar seus rivais alemães em um duelo de titãs do qual faz parte o BMW 330e M Sport que a reportagem de iG Carros também teve a oportunidade de avaliar com mais detalhes .

Como híbrido plug-in e boa dose de força, o Volvo S60 Polestar T8 mostra que não não veio para brincadeira quando o assunto é extrair o máximo de eficiência. Traduzindo em números, estamos falando de um carro que consegue acelerar de 0 a 100 km/h em meros 4,4 segundos e, que tem capacidade de fazer 22,5 km/l na estrada, conforme dados do Inmetro.

De novo, assim como fez concorrente da marca bávara quando passou por nossas mãos, o S60 Polestar reuniu o melhor de dois mundos. Ou seja, o desempenho de um esportivo e o baixo consumo de um excelente popular 1.0 com ajuda da tecnologia híbrida.

No eixo traseiro funciona o motor elétrico de 87 cv e nada desprezíveis 24,5 kgfm. E no dianteiro o movido a gasolina, de 2.0 litros de cilidrada, sobrealimentado, capaz de render 320 cv e 40,8 kgfm a meros 2.200 rpm. Com os dois motores funcionando juntos, o resultado é um sedã com tração integral feito para assustar bastante a concorrência alemã até pelo visual elegante, com toques exclusivos e de bom gosto.

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Na traseira, um dos detalhes que chamam atenção é a tampa do porta-malas que parece ter um discreto defletor de ar, já que conseguiram repuxar o contorno da parte superior. Além disso, o carro vem com duas largas saídas de escape embutidas no para-choque, que são funcionais e condizem com o desempenho do S60 Polestar T8.

Com largas entradas de ar na dianteira e alguns defletores, é preciso tomar certo cuidado ao passar por valetas, lombadas e rampas muito ingremes no dia a dia. Soma-se a isso mesmo ajuste mais firme da suspensão e a baixa altura do solo (14,2 cm) para ter cuidado redobrado nas vias mal conservadas espalhadas pelo país. Portanto, é bom saber bem por onde vai passar com esse sedã sueco com cara de poucos amigos.

Em compensação, se não houver muitos obstáculos pelo caminho, você terá o prazer de dirigir um sedã com fome de asfalto e que consegue contornar curvas como poucos do segmento. Claro que além dos pneus de perfil baixo 235/40R 19, da suspensão mais firme e do sistema de tração também há outros méritos, como a a boa rigidez torcional e toda parafernália eletrônica que ajuda a controlar a dinâmica do carro.

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Volvo S60 Polestar T8 tem acabamento bem caprichado, som de alta-fidelidade e cintos de segurança amarelos
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Por dentro, a central multimídia ainda não é a que equipa o XC40 Recharge, desenvolvida em parceria com o Google e que funciona até por comando de voz, entre ouros recursos. A atualização vai acontecer em breve. Além disso, outro destaque é o acabamento caprichado , que reune dois tipos de couro (convencional e Alcantara), além de alumínio e outros materiais nobres.

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A sensação de estar ao volante de uma espécie de “batmóvel sueco” também vem por detalhes como o botão rotativo da ignição e da possibilidade de escolher pelos modos de condução conforme o desejo do motorista. Ah, claro, tem aqueles cintos de segurança amarelos, bem chamativos, o que pode ser algo de se torcer o nariz, bem como o alto túnel estrutural que passa no meio do carro, o que acaba atrapalhando na acomodação de quem for sentado no meio do banco traseiro.

Mas a lista de equipamentos de série é bem generosa e inclui um sistema de som de alta fidelidade , bem como sistema de concierge , teto-solar panorânico, GPS nativo que informa sobre o trânsito em tempo real, condução semi-autônoma, bancos esportivos com regulagem elétrica e largos apoios laterais, entre vários outros itens. No porta-malas vão bons 442 litros, o suficiente para cinci ocupantes levarem suas bagagens.

Conclusão

Se quiser fugir dos modelos alemães, terá no Volvo Polestar T8 um sedã esportivo com tecnologia híbrida plug-in bem competente, capaz de reunir o melhor de dois mundos com muita seriedade.

Bem fabricado, espaçoso e equipado, o carro também mostra fôlego de sobra por um preço compatível com o dos rivais germânicos e com uma autonomia de até 1.350 km, conforme o Inmetro.

Ficha técnica: Volvo S60 Polestar T8 Preço: R$ 381.950 Motor: 2.0, turbo, gasolina e outro elétrico Potência: 320 cv + 87 cv do elétrico= 407 cv Torque: 40,8 kgfm + 24,5 kgfm do elétrico= 65,3 kgfm Transmissão: automática, oito velocidades, tração traseira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraço (traseira) Freios: discos ventilados (dianteira e traseira) Proporções: 4,76 m de comprimento, 1,85 m de largura e 2,87 m de entre-eixos Porta-malas: 442 litros 0 a 100 km/h: 4,4 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Consumo: 21,9 km/l na cidade; 22,5 km/l na estrada (Inmetro)

Fonte: IG CARROS

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