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Guiamos a nada discreta RAM 1500 Rebel, rival de Silverado e F-150

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RAM 1500 Rebel: É impossível não se sentir um texano raiz ao volante dessa picape
Guilherme Menezes/ iG Carros

RAM 1500 Rebel: É impossível não se sentir um texano raiz ao volante dessa picape

Para início de conversa, a RAM 1500 Rebel é um carro para lá de superlativo. É maior do que qualquer Rolls-Royce, Bentley, ou até mesmo do que minivans como o Kia Carnival. E vai continuar sendo maior que a Ford F-150 e a Chevrolet Silverado, cuja  chegada ao Brasil em 2023 foi confirmada pela GM. 

De todo o modo, quando analisamos as fichas técnicas, a Ram 150 Rebel é a picape mais veloz até 100 km/h (6,4 segundos), bem como tem uma das melhores relações entre robustez e maciez ao dirigir. Isso graças aos amortecedores Bilstein, ao motor Hemi 5.7 V8 a gasolina, de 400 cv e 56,7 kgfm de torque a 3950 rpm, e ao entre-eixos de 3,67 metros.

Apesar de tolerar pouco mais de 600 kg de carga (número inferior em relação à maioria das outras picapes), a Ram pode rebocar mais de 5 toneladas de peso (desde que o reboque tenha freio próprio).

Talvez o habitat no qual a picape possa se adaptar melhor, seja as cidades do interior. Isso porque seus 5,93 metros de comprimento, 2,08 metros de largura e 2,01 metros de altura não cabem em qualquer garagem,  cancela de shopping ou vagas de estabelecimentos e condomínios.

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Por R$, 456.990, custa mais do que qualquer outra picape hoje em dia, do mesmo segmento, para quem tem CNH tipo B .

Apesar das picapes terem se originado para atender quem trabalha pesado, descobrimos que o seu interior não fica para trás de alguns carros de luxo.

O acabamento da Ram 1500 Rebel combina superfícies plásticas mais refinadas, com materiais sensíveis ao toque, grandes interfaces, botões, consoles largos e bancos bem macios. Isso sem falar dos equipamentos.

Além disso, a picape da Ram sistema de som premium da Harman Kardon com 19 alto-falantes, head-up display , retrovisor interno digital, carregamento por indução , chave presencial com partida remota, cluster digital de 7” e central multimídia com sistema UConnect de 12”. O sistema traz funções de câmera 360° e GPS nativo, além do espelhamento via Apple CarPlay e Android Auto.

Para quem for buscar economia de combustível na cidade, a picape conta com um sistema de desativação de cilindros, que corta a alimentação e fecha as válvulas de admissão e escape em quatro dos oito cilindros.

O recurso entra em ação quando a potência total do motor não é necessária, como em velocidade de cruzeiro na estrada. Os números do Inmetro são 5,4 km/l na cidade e 6,8 km/l na estrada.

Conclusão

É mais fácil tirarmos todas as conclusões depois de termos testado esse
Divulgação

É mais fácil tirarmos todas as conclusões depois de termos testado esse “ogro” americano

Antes dos testes, pensamos que a picape poderia ter traços de muscle car na dirigibilidade — algo que poderia até chamar a atenção de alguém que, um dia, pensa em comprar um Chevrolet Camaro (que custa o mesmo que a RAM ), por exemplo.

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Entretanto, as características de aceleração e de ronco não se assemelham ao ponto disso. Ainda assim, a picape oferece atributos que cupês esportivos não têm.

Para um carro com motor V8, a Ram 1500 Rebel é bem silenciosa. Tem bom isolamento acústico (apesar de, na estrada, ouvirmos leves rajadas, acima dos 120 km/h) e desafia as leis da física com boa capacidade de contornar curvas.

A maior dificuldade fica por conta das manobras , mas, de todo o modo, traz câmeras e sensores por todo o carro, para deixar a tarefa menos difícil.

Logo, para quem faz uso de um carro na cidade, não faz muito sentido. A não ser que seja alguém que faça reboque de trailers ou de grandes carretas com alguma frequência.

Ou para alguém com espírito “picapeiro” incondicional, já que a RAM 1500 Rebel tem qualidades que só ela oferece. No mais, pode ser uma ótima opção para quem tem sítios e fazendas e esteja com a conta bancária recheada.

Ficha técnica

Ram 1.500 Rebel  (a partir de R$ 456.990)

Motor: Dianteiro, longitudina, 8 cilindros em V,  16V, gasolina, 5.7 litros

Potência: 400 cv a 5.600 rpm

Torque: 56,,7 kgfm a 3.950 rpm

Câmbio: Automático, 8 marchas, tração traseira

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente, McPherson (diant.) e eixo rígido (tras.)

Freios: Discos ventilados (diant.) e sólidos (tras.)

Pneus: 275/65 R18

Tanque: 98 litros

Caçamba: 1.200 litros

Peso: 2.610 kg

Central multimídia: 10 pol., sensível ao toque, compatível com Android Auto e Apple CarPlay

Comprimento: 5,93 metros

Largura: 2,1 m

Altura: 2,1 m

Entre-eixos: 3,67

Consumo: 5,3 km/l (cidade) e 6,6 km/l (estrada), com gasolina

Vel. max: 174 km/h

0 a 100 km/h: 6,4 s 



Fonte: IG CARROS

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Testamos a gama de eletrificados da Toyota. E até carro a hidrogênio

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Gama completa de eletrificados da Toyota e Lexus mostra as possibilidades de se reduzir as emissões
Guilherme Menezes/ iG Carros

Gama completa de eletrificados da Toyota e Lexus mostra as possibilidades de se reduzir as emissões

A Toyota reuniu modelos para representar todos os níveis de eletrificação que a marca oferece em diferentes países. O único que encontramos no Brasil são os Corolla e Corolla Cross, que são híbridos flex.

Entretanto, pudemos testar também o Prius (que é híbrido plug-in, mas apenas gasolina), o Lexus UX 300e (elétrico, da marca de luxo do grupo Toyota) e o Toyota Mirai , que é um carro elétrico com células de hidrogênio .

A intenção da Toyota é abordar a eletrificação em seus mais diversos níveis, com o entendimento de que cada uma delas tem o seu propósito, dentro das metas globais de sustentabilidade.

Além disso, ressaltam a necessidade de que as emissões de poluentes sejam analisadas não apenas no âmbito do veículo, mas também do restante de toda a cadeia.

Para a fabricante, o etanol — que o Brasil dispõe de forma abundante — é uma fonte energética que oferece muita vantagem competitiva.

Isso porque, além de emitir muito menos partículas de carbono do que a gasolina, um montante considerável de gás carbônico é absorvido pela cana-de-açúcar, enquanto é cultivada. O resultado dessa tese são as versões híbridas do  Corolla  (SUV e sedã).

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O Prius híbrido plug-in não pode rodar com etanol, mas oferece uma vantagem em cima dos Corolla, que é a possibilidade de recarga na tomada de energia. Assim, consegue otimizar ainda mais a autonomia máxima, tanto em modo híbrido, quanto em modo apenas elétrico.

Quanto a este, em nossos testes — no circuito fechado dentro da fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) — passamos dos 130 km/h com o Prius, com o motor a combustão desligado.

O próximo passo foi conhecer o SUV compacto elétrico da Lexus . O carro faria muito sentido no Brasil, quando levamos em conta a quantidade de lançamentos que já não trazem mais o motor convencional. Ainda mais quando nos limitamos a analisar o segmento premium.

Tentamos apurar com a Toyota sobre a possibilidade de vinda ao Brasil, só que preferiram não abrir os planos futuros.

O Lexus UX 300e é o mesmo UX 250h , tanto em plataforma, quanto em equipamentos, acabamento e, enfim, todos os outros aspectos. A diferença está no maior tamanho das baterias e do seu motor elétrico, para que entregue até mais desempenho do que a variante híbrida.

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Outro aspecto interessante, ausente em muitos veículos elétricos , é a possibilidade de ligar ou desligar o som artificial que acompanha as acelerações e desacelerações.

Preferimos desligar para, assim, observar os verdadeiros sons dos carros elétricos . Além de um zunido bem baixo (do motor elétrico), o som do vento e da rolagem dos pneus são o que dominam.

Toyota Mirai é tão ecologicamente eficiente, quanto inviável para o Brasil por questões de custos e infraestrutura
Guilherme Menezes/ iG Carros

Toyota Mirai é tão ecologicamente eficiente, quanto inviável para o Brasil por questões de custos e infraestrutura

Por fim, testamos um dos únicos dois carros movidos a hidrogênio que são vendidos no mundo: o Toyota Mirai .

O carro é um sedã de porte grande, abastecido com moléculas de hidrogênio, e as quebra para extrair energia elétrica . Na prática, depois de ocorrer todo esse processo, o Mirai funciona como um carro elétrico convencional. E ele se comporta como tal.

O produto da chamada “eletrólise do hidrogênio” é nada além de vapor d’água. Ele é armazenado em um compartimento que pode ser esgotado manualmente ou automaticamente. O “esgoto”, por sua vez, não é nada nocivo, pois é apenas água pura.

Por que não temos carros a hidrogênio no Brasil? Pois, enquanto não for homologado um método definitivo de fazer a eletrólise do etanol (algo que, há tempos, a Nissan vem desenvolvendo com a USP), abastecer um carro com hidrogênio é completamente inviável.

Segundo a Toyota , o abastecimento completo demora dias e requer uma bomba 700 bar de pressão, que custa US$ 1 milhão, no exterior.

Fonte: IG CARROS

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