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Guedes celebra recuperação, mas diz que se o país fizer besteira, afunda de novo

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Edu Andrade/Ascom/ME

Ministro da Economia, Paulo Guedes. celebrou recuperação brasileira, mas alertou: “se o país fizer besteira, afunda de novo”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, celebrou a recuperação da economia brasileira e disse nesta quarta-feira (25) que sua projeção de que a economia vai crescer de 3% a 4% em 2021 pode se mostrar conservadora. Ele alertou, porém, que se o país fizer besteira, “afunda de novo”. Guedes cobrou “coragem política” por reformas econômicas.

As declarações de Guedes foram feitas em evento com investidores em São Paulo, ao lado do presidente Jair Bolsonaro . “Grande desafio nosso é transformar essa recuperação cíclica – já é um fato, vai crescer 3%, 4% no ano que vem, está aí, se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo”, afirmou o ministro.

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Guedes voltou a defender publicamente a retomada da agenda de reformas econômicas no Congresso e cobrou “coragem política” dos parlamentares.

“Precisa de coragem política para fazer o que tem que ser feito. O presidente tem essa coragem, tem demonstrado isso. O Congresso é reformista, então vai acontecer”, celebrou.

Guedes disse acreditar que a Câmara aprovará nas próximas semanas o projeto de autonomia do Banco Central e defendeu que a medida é essencial para sinalizar que os recentes aumentos de preços na economia – que ele atribuiu ao pagamento do auxílio emergencial – não vão virar “alta permanente de preços que vai desmontar todo esse mecanismo de juro baixo”.

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TCU vê irregularidades no uso de dinheiro do SUS para distribuição de cloroquina

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Ministro tem cinco dias para prestar esclarecimentos ao TCU
Agência Brasil

Ministro tem cinco dias para prestar esclarecimentos ao TCU

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu “não haver amparo legal” para o uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) na distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 . A informação foi revelada pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

O documento, elaborado pela Secretaria de Controle Externo da Saúde (SecexSaúde) , foi citado pelo ministro Benjamin Zymler em despacho da última sexta-feira. Segundo a auditoria, há algumas situações em que é possível usar um remédio contra uma doença para a qual ela não é indicado. Mas há algumas regras que precisam ser seguidas, como uma autorização expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) . Durante a pandemia, a regra foi flexibilizada, bastando uma autorização emitida por uma das quatro agências equivalentes à Anvisa nos Estados Unidos, União Europeia, China e Japão.

De acordo com a SecexSaúde, isso não teria ocorrido no caso da cloroquina e da hidroxicloroquina, medicamentos indicados para outras doenças, como lúpus, artrite e malária, mas não para Covid-19.

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“Desta feita, como não houve manifestação da Anvisa acerca da possibilidade de se utilizar os medicamentos à base de cloroquina para tratamento da Covid-19 e tampouco dos órgãos internacionais antes mencionados, verifica-se não haver amparo legal para a utilização de recursos do SUS para o fornecimento desses medicamentos com essa finalidade”, diz trecho do despacho do ministro Zymler.

Ele destacou ainda que, mesmo no documento recomendando o uso dos remédios, “está expresso nas orientações do Ministério da Saúde que faltam evidências científicas da eficácia e segurança da terapêutica proposta.”

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Zymler ressaltou também posições contraditórias do ministério e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , que recentemente vem dizendo que não indica qualquer remédio no enfrentamento à doença, mas apenas orienta as pessoas a procurar cedo os serviços de saúde caso tenham sintomas.

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“Consoante apontado pelos dirigentes da SecexSaúde, as manifestações do titular da Pasta são contraditadas pelos documentos emitidos pelo Ministério, os quais indicam os medicamentos a serem utilizados, com as respectivas posologias, para o tratamento da Covid19. Outro ponto de realce é que Ministério da Saúde disponibilizou aplicativo para profissionais de saúde que estimula a prescrição de medicamentos à base de cloroquina para o tratamento da Covid-19”, escreveu Zymler.

O ministro do TCU deu cinco dias para que o Ministério da Saúde informe qual a sua posição oficial e seus fundamentos. A pasta terá o mesmo prazo para dar explicações sobre o TratCov , o aplicativo que permitia a prescrição de cloroquina, mas, após repercussão negativa, ficou indisponível.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou.

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