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Grêmio faz primeiro treino com bola desde início da pandemia

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O Grêmio realizou na manhã desta quinta (21) seu primeiro treino com bola desde o início da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segundo comunicado emitido pela equipe gaúcha, a atividade aconteceu após “três dias de trabalhos físicos, envolvendo estímulos, força e resistência”.

“No turno da manhã, parte dos goleiros [Grupo A] treinou com os grupos B e C. Orientada pelo auxiliar Alexandre Mendes, a atividade previa conclusões a gol, complementada por atividades físicas específicas (…). No gramado, os goleiros Brenno e Vanderlei defenderam, cada um, uma meta, dispostas lado a lado em uma das linhas de fundo. Já os atletas de cada grupo (B e C) se dividiram em dois pequenos grupos de três, um atacando pelo lado esquerdo e outro pelo direito, mantendo uma distância segura. Para chegar à entrada da grande área e arrematar, o jogador devia superar obstáculos montados pela preparação física, com bolas e pequenas barreiras. Depois de passar pelo circuito, o atleta concluía duas vezes, uma com cada pé”, informou o Grêmio.

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Na parte da tarde outros três grupos realizarão as mesmas atividades, mas com a participação dos goleiros Paulo Victor e Julio César.

Os treinos do Grêmio acontecem em meio à expectativa da Federação Gaúcha de Futebol de que o campeonato estadual retorne no dia 15 de julho, mas com partidas com portões fechados. Contudo, o reinício da competição depende da autorização do Governo do Rio Grande do Sul.

Segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última quarta (20), o Rio Grande do Sul tem 4.973 casos do novo coronavírus, com 161 mortes.

Edição: Fábio Lisboa

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Esporte

Aliança Global aposta em informação e experiências para atletas

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Atuar fora da caixa, este é o objetivo de Kelly Muller, fundadora da Aliança Global, projeto recém-lançado como Olympic Global Alliance e que acaba de mudar para Organization Global Alliance (OGA) a pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI) por causa de questões de direito ligados ao nome olímpico. Aos 39 anos, e com 27 dedicados ao basquete, a ex-jogadora viveu em nove diferentes países. A partir da experiência internacional e das conexões realizadas pelo mundo, ela defende políticas públicas para o setor e afirma que o atleta precisa ser politizado para gerenciar a própria carreira.

“Saí de São Paulo aos 13 e fui morar em Sorocaba para jogar basquete. O esporte me levou a muitos lugares (Colômbia, Equador, Itália, Letônia, etc). Mas falta profissionalismo. Minha modalidade, por exemplo, só tem este prestígio nos Estados Unidos e na França. Em Cuba e na Turquia também há uma valorização maior aos esportistas dentro da sociedade”, diz a ex-jogadora.

A veterana afirma que ainda tem proposta para continuar a jogar, mas está concentrada na OGA em busca de visibilidade e mais elos para uma corrente que tem o objetivo de massificar o esporte na cultura brasileira. “Ele é uma indústria e não pode ser esquecido. Hoje, no Brasil, lembram apenas do futebol. Não acredito em lideranças isoladas e temos diferentes núcleos pensando em diferentes áreas. Nossas redes sociais já estão aí e o nosso site, que está em construção, vai ter uma aba para que as pessoas possam se associar conosco”, declara.

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Sobre o início da OGA, lançada no Dia Olímpico (23 de junho), Kelly elenca reuniões longas, com pautas abertas e troca de ideias. “São vários barquinhos que já estão no mar”, explica, destacando que vão elaborar um plano educacional para os atletas e trazer muita informação para o meio como metas iniciais.

Na próxima sexta (3), pelos perfis da OGA no Instagram e no Twitter, a partir das 16h, será discutido o racismo estrutural com Sandro Viana (ex-velocista e medalha de bronze dos Jogos de 2008, em Pequim), Mafoane Odara (gerente de combate às violências contra as Mulheres do Instituto Avon) e Iziane Marques (jogadora de basquete e membro da Comissão de Atletas do COB). Outra live também está programada para a próxima terça (7) com o velejador Lars Grael e Fabiola Molina sobre trajetória e política.

Edição: Fábio Lisboa

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