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Governo autoriza início de obras do Caminhos do Campo em Cachoeiro de Itapemirim

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Burarama à Fazenda Jacu

Durante a solenidade, o governador anunciou o lançamento do edital para manutenção de vias dentro do programa.

Por | 30.04.2019

O governador do Estado, Renato Casagrande, deu ordem de serviço nesta segunda-feira (29) para o início das obras de pavimentação rural no trecho entre o distrito de Burarama e a Fazenda Jacu, em Cachoeiro de Itapemirim. A obra de um quilômetro de extensão faz parte do Programa Caminhos do Campo, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). O investimento é de R$ 1 milhão e a previsão de término é de seis meses.

Durante a solenidade, o governador anunciou o lançamento do edital para manutenção de vias dentro do programa. “Não é somente a construção de estradas, mas importante também ter manutenção. Se forem à Patrimônio da Penha [no município de Divino de São Lourenço] vão ver que os Caminhos do Campo estão destruídos. Sem nenhuma manutenção nesses últimos anos. Estamos publicando o edital de manutenção, pois são rodovias de baixa velocidade e não para caminhões pesados”, afirmou.

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De acordo com o governador, uma das prioridades da gestão será terminar as obras já iniciadas e que estão paralisadas. Casagrande lembrou que algumas delas foram iniciadas em seu primeiro mandato e até hoje não foram entregues à população. Somente depois disso, o Estado deverá abrir novos trechos. “Estou viabilizando um conjunto de fontes de recursos de financiamento para que possamos trazer boas e importantes obras para ajudar esse Estado a se desenvolver”, garantiu.

Casagrande comemorou ainda a participação dos moradores da região e voltou a garantir a continuidade das obras com recursos financeiros garantidos. “Essa rodovia é uma conquista da comunidade. Comecei a governar no dia 1º de janeiro e vou governar os quatro anos, não somente os últimos seis meses. Não vou paralisar obra que já tem recurso. Veja essa obra: poderia estar pronta desde 2015 e vai ficar pronta agora em 2019. Quando se paralisa uma obra é um prejuízo para a comunidade, para o município, para o Estado e, principalmente, para toda a sociedade”, pontuou.

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Para o secretário de Agricultura, Paulo Foletto, a autorização para o início das obras marca a proposta da nova gestão de continuidade das ações. “A assinatura dessa ordem de serviço vem ao encontro dos anseios do Governo do Estado de continuar e melhorar esse programa, pois sabemos da importância dele para o desenvolvimento do Espírito Santo. As estradas do Caminhos do Campo são muito importantes para o agricultor, que depende delas para escoar a sua produção e a Seag fará todo o esforço para que os trabalhos continuem”, garantiu.
 

 

 

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Médicos cubanos de Cachoeiro serão substituídos até o início de 2017

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Em Cachoeiro de Itapemirim, o contrato de parte dos 19 médicos cubanos que atuam na cidade e seus distritos por conta do programa Mais Médicos se encerra entre o fim deste ano e março de 2017, e não será renovado. Já há previsão de reposição dos profissionais, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, que também espera que o número de médicos do programa no município aumente para 24. Apesar disso, a situação causa incertezas, e os profissionais do país caribenho divergem quanto à vontade de permanecer e as consequências da substituição.

O caso de Cachoeiro reflete um movimento a nível nacional. O Governo Federal pretende reduzir progressivamente, nos próximos três anos, o número de médicos cubanos atuando no Brasil de 11.429 para 7.429 – no total, há 18.240 profissionais atuando pelo Mais Médicos no país atualmente. O objetivo da medida é aumentar a ocupação de vagas por brasileiros no programa, mas tudo dependerá de as vagas serem ou não atrativas para eles.

Além disso, até o fim do ano, cerca de 4 mil médicos cubanos que atuam no Brasil desde 2013 serão substituídos após o fim de seus contratos – uma demanda do próprio governo cubano, segundo informações do jornal Folha de São Paulo. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde afirma em nota que “a substituição informada pelo governo federal é referente aos médicos do primeiro e do segundo ciclos do programa, e Cachoeiro foi contemplado no terceiro.”

Cubanos opinam

 

“Eu gostaria de ficar. Mas não tem jeito, não é uma decisão que cabe a mim”, afirma omédico cubano Alberto René Garcia Roque, que desde março de 2014 trabalha na Unidade Saúde da Família Jardim Itapemirim – a qual possui o maior número de profissionais do Mais Médicos no município, com três. Roque tem um filho que está se formando em medicina, e há grande possibilidade de ele vir atuar no Brasil.

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Marileleidys Navarro Gil, colega de Alberto Roque em Jardim Itapemirim e que, junto com o marido, também veio atuar no Brasil por conta do Mais Médicos em fevereiro de 2014, opina que a falta de continuidade do trabalho dos médicos é ruim para o país.

“A cada substituição, todo o ciclo de adaptação do profissional e da unidade de saúde tem que começar novamente”, diz ela. Apesar disso, Gil quer voltar ao seu país de origem por causa da filha de oito anos que ficou por lá. “O mais difícil para nós é ficar longe da família”, complementa.

Navarro avalia ainda que a estrutura de trabalho que recebeu foi, no geral, muito boa. Mas aponta um grande desafio da saúde pública não só de Cachoeiro, mas do Brasil: a dificuldade de marcar exames.

“Em Cuba, se precisamos fazer um ultrassom, por exemplo, conseguimos realizar na hora. Aqui há muita dificuldade em relação a isso, o que atrapalha no momento de dar o diagnóstico de alguma enfermidade”, diz ela.

Já Anaíris Nora Solís, médica que chegou de Cuba há menos de um mês para ficar três anos em Cachoeiro, se diz contente e entusiasmada com a experiência. “Estou muito feliz de estar aqui. A unidade de saúde aqui de Jardim Itapemirim tem uma estrutura muito boa”, afirma.

Idioma complica

Por parte dos pacientes brasileiros, a principal dificuldade em relação aos médicos cubanos é com a diferença de idioma. “Não acerto muito com o que eles falam, àsvezes até a letra da receita é difícil de entender. Mas são muito atenciosos, o atendimento é bom. E é melhor ter eles do que não ter nenhum”, afirma a aposentada Maria Candida Moura, moradora de Jardim Itapemirim.

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Noélia Motta da Silva, moradora do bairro Boa Esperança, afirmaque também já teve dificuldades com a fala dos cubanos, mas foi um problema superado. “Falando mais devagar a gente consegue entender”, complementa. Já o seu marido, Paulo Madeira da Silva aprova o atendimento dos médicos de Cuba e da estrutura da USF de Jardim Itapemirim. “Aqui é um dos melhores postos de Cachoeiro. Tem tudo o que a gente precisa aqui”, afirma.

Problemas

 

Apenas uma paciente ouvida pelo Aqui Notícias, e que preferiu não se identificar, relatou ter passado por uma situação ruim durante um atendimento de um médico de Cuba. “Eu não entendi o ele falou e pedi para repetir. Daí ele me perguntou irritado: ‘Você é surda?’”, afirma.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 12 médicos cubanos deixaram de atuar no município por problemas diversos. Dois deles foram mandados embora por indisciplina. Mais dois pediram o encerramento do contrato antes do previsto. E oito abandonaram os postos de trabalho sem avisar previamente ou comunicar para onde iriam.

Bairros e distritos de Cachoeiro com unidades de saúde nos quais 19 médicos cubanos (dez homens e nove mulheres) atuam:

Abelardo Machado – 1

Aeroporto – 1

Amaral – 2

Burarama – 1

Conduru – 1

Coutinho – 1

Gironda – 1

Itaoca -1

Jardim Itapemirim – 3

Otton Marins – 1

Pacotuba – 1

Alto União -1

Valão -1

Village da Luz -1

Zumbi – 2

fonte http://www.aquinoticias.com/

 

 

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