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Funcionária do Mc Donalds alega ter sido demitida por cuidados contra a Covid-19

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Lizzet Aguilar afirma ter sido demitida do Mc Donald's após reclamar da falta de cuidados contra a Covid-19
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Lizzet Aguilar afirma ter sido demitida do Mc Donald’s após reclamar da falta de cuidados contra a Covid-19

Uma funcionária de uma loja do Mc Donald’s em Los Angeles, nos Estados Unidos, alega ter sido demitida após reclamar da falta de cuidados da franquia contra a Covid-19. As informações são da revista americana Mother Jones.

Lizzet Aguilar trabalhava na rede de fast food há cerca de duas décadas, desde quando se mudou do México para o território americano. Ela passou por várias franquias até chegar ao último emprego, no qual passou três anos.

Falta de cuidados na pandemia

A mulher afirmou à revista que o Mc Donald’s oferecia aos seus empregados duas opções de máscaras: uma reutilizável ou uma lavável. Depois disso, cada um tinha que comprar a sua própria máscara. Ainda segundo ela, os gerentes do estabelecimento guardavam o restante que sobrava no mesmo lugar em que guardavam dinheiro. “Eles nunca disseram: “Aqui, pegue um”, contou ela.

A mexicana também relatou que, quando uma de suas colegas de trabalho testou positivo para a Covid-19, o Mc Donald’s não informou os demais funcionários sobre o risco. Por isso, ela continuou a manter contato com a amiga normalmente – inclusive durante o almoço. Enquanto isso, mais quatro ou cinco trabalhadores também foram infectados.

Vídeo na internet e punição

Diante de toda essa situação, Lizzet Aguilar decidiu postar um vídeo na internet em que reclamava da negligência do Mc Donald’s com os protolocos de segurança contra o novo coronavírus. O conteúdo, no entanto, chegou até a gerente da franquia.

“Ela começou a retaliar contra mim: cortando horas, dando-me tarefas que ela não tinha me dado antes, gritando comigo. “Vá pegar gelo”, “Vá varrer lá fora”. Ela dizia aos meus colegas: “Não quero que você ajude Lizzet”. Sempre fui uma boa trabalhadora naquele McDonald’s. Eu disse a ela que não poderia fazer o que ela estava pedindo sozinha. Durante o café da manhã, uma pessoa só não consegue lidar com toda a área do drive-thru. Tentei fazer meu trabalho o melhor que pude, mas ela sempre encontrava um motivo para gritar comigo”, disse Lizzet à Mother Jones.

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O medo da funcionária era acabar se infectando pela Covid-19 e transmití-la ao marido e ao filho. “Quando chegava em casa, basicamente ia direto ao banheiro para tomar banho. Eu não dividia a cama com meu marido ou meu filho. Dormi no chão cinco ou seis meses porque tinha medo de transmitir Covid. Meu filho tinha 5 anos na época. Uma das coisas que nunca esquecerei é ele me dizendo: “Mãe, por que você não me abraça mais?” Eu disse a ele que não podia porque minha empregadora estava sendo irresponsável”, relatou.

“Eu precisava trabalhar porque meu marido perdeu o emprego no início da pandemia. Tive que sustentar minha família inteira – aluguel, contas, seguro, basicamente tudo. Não tive o luxo de dizer: “Não quero trabalhar. Eu quero ficar em casa. ” Eu sabia que toda vez que ia trabalhar, estava em risco. Os gerentes também não estavam forçando os clientes a usar máscaras”, completou a mexicana.

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Greve

Em uma outra ocasião, Lizzet Aguilar contou que um cliente entrou na loja sem máscara. Ao ver a hesitação da empregada, a gerente da franquia lhe perguntou: “Olha, você tem que fazer isso [atender ele], quer ele esteja usando uma máscara ou não”. Para Lizzet, estava claro que a saúde dos atendentes não importava.

Foi depois desse dia que a funcionária e outros três colegas de trabalho decidiram protestar na frente do estabelecimento. Embora suas demandas não tivessem sido atendidas, os grevistas pediram para voltar ao trabalho cerca de dois meses depois. “Não obtivemos nenhuma resposta até que descobrimos que eles nos demitiram”, contou ela.

Lizzet estava na outra franquia que trabalhava quando recebeu a carta de demissão. “Quando perdi o emprego de tempo integral, não sabia o que fazer. O gerente da loja da outra franquia acabou me dando mais dias. É um proprietário diferente. Há luvas para usarmos. Eles contrataram limpadores profissionais. Se eles virem um trabalhador com sintomas de COVID, eles o mandam para casa. Foi uma experiência muito diferente”, disse.

Franquia é multada

Em outubro de 2020, Lizzet Aguilar e os outros grevistas receberam o apoio do Labor Commissioner (Comissário do Trabalho, em traduação livre) da Califórnia. A loja em que trabalhavam foi multada em US$ 125 mil. O valor deve ser dividido entre os quatro manifestantes. À Mother Jones, Lizzet contou que quer usar a sua parte do dinheiro para o filho e usar o resto para abrir uma loja de conveniência no México futuramente.

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Bolsonaro diz que economia vai “muito bem” e descarta trocas no ministério

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Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura
Reprodução/redes sociais

Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (18) que economia do país vai “muito bem” e afastou a ideia de trocar peças no Ministério. A fala foi feita durante o Fórum da Rota da Fruticultura da RIDE/DF (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno), em Brasília.

“Nossa economia não pode e não vai parar. [Quero] dizer a vocês, a gente faz analogia com futebol, quando um time não está indo bem, a gente pensa logo em trocar o técnico. O meu time está indo muito bem”, disse o chefe do Executivo. 

Além de Bolsonaro, o evento contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes; o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda; a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF); o deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF); o advogado-geral da União, Bruno Bianco e o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães;

A Rota da Fruticultura é responsável pela cadeia produtiva da fruta no Distrito Federal e em 33 municípios de Goiás e Minas Gerais. 

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