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Focus: projeção da inflação cai em 2022, mas sobe em 2023

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Mercado revisa inflação para baixo em 2022 e vê indicador mais alto no ano que vem
Reprodução/iG Minas Gerais

Mercado revisa inflação para baixo em 2022 e vê indicador mais alto no ano que vem

O mercado reviu para baixo a projeção de  inflação para 2022. Segundo o relatório Focus, que reúne projeções de analistas financeiros e é divulgado pelo Banco Central, o IPCA vai terminar o ano com uma alta de 7,54%, abaixo da previsão feita na semana anterior (7,67%).

Para 2023, as projeções seguem caminho inverso. Os analistas esperam alta de 5,20%, ante avanço de 5,09%.

A queda nos preços dos combustíveis e o alívio na conta de luz esperado para os próximos dois meses têm levado analistas a rever suas previsões de inflação para baixo neste ano.

Com isso, a projeção da taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 13,75% para 2022. Para o ano que vem, porém, com maior pressão dos preços, a projeção da taxa foi elevada de 10,5% ao ano (uma semana antes) para 10,75%.

Já o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos num país) de 2022 foi revisado, de 1,59% uma semana atrás para 1,75%. Para 2023, o avanço esperado permanece de 0,5%.

Fonte: IG ECONOMIA

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Parceria promete delivery em comunidades excluídas por grandes apps

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naPorta, serviço de logística anuncia parceria com Bdoo
Reprodução/naPorta

naPorta, serviço de logística anuncia parceria com Bdoo

A Bdoo e a naPorta, duas startups nacionais, pretendem trazer para o mercado de delivery uma parceria que terá como foco lugares nos quais os aplicativos de delivery não entregam – o projeto trará o serviço para dentro de comunidades nas quais os apps convencionais não atuam.

Grande parte dos empreendedores dentro das favelas dependem principalmente do telefone e do WhatsApp para realizarem os pedidos em delivery. Sem a possibilidade de uma rede de entrega rápida e fácil, os empresários Denis Lopardo, fundador da marca e Sanderson Pajeú, CEO do naPorta, enxergaram uma possibilidade pouco explorada no mercado.  

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O interesse pela área não deixa de ter embasamento antes de ser lançado: o Data Favela em parceria com a Cufa e o Instituto Locomotiva mostra que existem mais de 15 mil comércios mapeados com CNPJ. Com mais de 13 mil favelas no Brasil, 5 milhões de domicílios e mais de 17,1 milhões de moradores, o mercado dentro das comunidades é cercado de preconceitos e vista grossa por empresários de fora das favelas.

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Quando ampliado, o projeto fará com que as empresas que quiserem se inscrever no serviço estejam isentas de taxa de serviço, e os entregadores contratados como MEIs terão pagamento por entrega duas vezes maior do que a média do mercado de entregas. Como muitos dos entregadores moram justamente nas regiões onde diversos aplicativos de delivery tradicionais não atuam, a parceria entende que tais funcionários terão rotinas menores e gastarão menos tempo e dinheiro com locomoção. 

“O dono do estabelecimento tem dois grandes problemas: é muito caro ter uma logística […] e o outro problema é que muitas vezes a comida começa a empilhar e o empreendedor não consegue fazer todas as entregas”, explica Denis. A ideia do projeto é simplificar os processos dos pedidos para os empreendedores e trazer agilidade para os donos das marcas e para os consumidores. 

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Já para Sanderson, outra preocupação importante para a fundação do empreendimento é trazer a entrega que, muitas vezes, fica parada nos Correios. “Eu venho de uma periferia de São Paulo, e muitas vezes tive que ir ao Correio para conseguir pegar uma compra que fiz, porque eu tenho que pagar o frete e ainda assim ir pegar no correio?”, questiona. 

O naPorta já opera sozinha como serviço de logística em algumas comunidades cariocas e paulistanas, e a expansão para algumas paulistanas já está nos planejamentos da marca. 

O projeto tem data inicial para o lancaçamento marcado para esta segunda-feira, 15 de agosto, na favela Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Até o final de 2022, as empresas têm como alvo outras 10 favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A visão da parceria é algum dia chegar também a comunidades ribeirinhas e áreas de difícil acesso, a partir da expansão do negócio.

Fonte: IG ECONOMIA

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