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FMI alerta que AL deve se preparar ?para o pior?

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Por | 03.02.2012

 

 

Segundo o diretor para Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre, a América Latina não conseguirá escapar de ser afetada pelos efeitos da piora na economia global


O diretor para Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Nicolás Eyzaguirre, asseverou nesta quinta-feira, 2, em seu blog, que a América Latina não conseguirá escapar de ser afetada pelos efeitos da piora na economia global e prevê um cenário “mais sombrio” para a região este ano.

“Esperem o melhor, mas preparem-se para o pior”, alertou. Na avaliação do diretor, os governos latino-americanos precisam relaxar mais a política monetária “onde as instituições mais fortes e inflação baixa” tornam isso possível.

Recentemente, o FMI revisou para baixo todas as suas projeções (o que não chega a ser novidade, dada a conhecida incompetência da instituição com previsões) e agora espera recessão na zona do euro.

O diretor ressaltou, no entanto, que a região se beneficia de um cenário doméstico bom e sistema financeiro estável, o que permite que as revisões para baixo no crescimento deste ano apontem para “crescimento suave” na AL. No caso da América do Sul, que vinha crescendo muito acima da tendência, as condições externas menos favoráveis reduzem as pressões de superaquecimento.

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Fonte: Valor

 

 

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Cultura conhece livro sobre Cotaxé

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A Comissão de Cultura conheceu na reunião desta segunda-feira (8) o livro “Palavras do Cotaxé”, apresentado pelo organizador da obra, Vander Costa. Lançado em 2021, o material reúne relatos de 36 pessoas que participaram de seminários realizados nesse distrito de Ecoporanga, entre 2013 e 2017, sobre os registros históricos locais e outros assuntos relacionados à luta pela terra. 

Álbum de fotos da reunião da Comissão de Cultura

Muitos dos temas abordados na obra têm relação com a resistência de camponeses locais que se uniram para enfrentar a repressão e armados defenderam as suas posses, analisou Vander. Segundo ele, esse episódio é pouco conhecido. “A gente sentia que era uma história pouco contada e queria levar para mais gente”, contou. 

Sobre esses conflitos, Vander revelou que o livro apresenta novas narrativas, diferentes do entendimento histórico tradicional. “O que tem mais impacto é justamente essa coisa de ter sido colocado em questão o Estado União de Jeovah”, revela. Além disso, “ninguém falava que o Udelino era negro”, completa o organizador, ao analisar a importância dessa liderança para o movimento negro. 

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O baiano Udelino Alves de Matos foi a autoridade político-religiosa responsável pela criação do Estado União de Jeovah, segundo os registros históricos conhecidos, nos anos de 1952 e 1953. O movimento não tinha autorização legal e envolveu a região do Contestado, área de 10 mil km² entre Minas Gerais e Espírito Santo reivindicada por esses dois estados.

Segundo Vander, havia necessidade dos interessados em ocupar as terras dos camponeses e posseiros e reprimir o movimento de Udelino. “Mas você tinha que criar uma narrativa que justificasse isso. Então você tinha que falar que o Udelino não respeitava um pacto federativo porque queria criar um novo estado naquela região”, afirmou. 

No entanto, nas palavras dele, “muito material” mostra que não é possível obter informação das pessoas falando do Estado União de Jeovah, inclusive o próprio Udelinio.

Embora a questão histórica tenha destaque na obra, ela não fica restrita a esse tema. “A ideia é que as pessoas falassem da sua experiência (nos seminários). Então alguns vão falar das palestras, outros das atividades culturais, outros vão falar da beleza natural”, explica Vander. 

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A presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), colocou o colegiado à disposição para a divulgação de trabalhos relacionados a Cotaxé na Assembleia Legislativa (Ales) e sugeriu que filhos e netos dos que vivenciaram o conflito também possam dar seus depoimentos na comissão. 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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