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Final feliz: cachorro agredido por idosa em Cachoeiro já está em nova casa

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Marcela Mendes disse que, apesar de ser carinhoso, ‘Ambrósio’ é muito bravo e late para quem passa na rua
Foto: ​Divulgação

Há quase uma semana na nova casa, o cachorro agredido por uma idosa em Cachoeiro, já se adapta bem ao ambiente e aos novos donos. Para não ser confundido, Carlos Ambrósio é chamado agora, carinhosamente, por ‘Junior’. “Com dois em casa com o mesmo nome, um precisou ganhar um apelido”, disse a esposa do biomédico que adotou o cão, Marcela Mendes.

Segundo ela, ‘Ambrósio’ está bem e já anda por todo o quintal da casa. “Ele ainda cansa e está muito bravo e relutante com pessoas diferentes, mas isso é normal, por causa dos traumas das agressões. Ele não aceita casinha, panos e roupas. Estamos tomando muito cuidado para que ele não fuja. Ele é bravo e corre atrás das pessoas. Eu acho lindo, mas as pessoas têm medo”, comenta.

O cachorro
O cachorro ‘Ambrósio’, espancado pela ex-dona, já está na nova casa e em processo de adaptação
Foto: ​Divulgação

Marcela ressalta que o cachorro adora ficar no quintal e não entra de maneira nenhuma dentro de casa, e demonstra medo quando é convidado. “Ele fica no portão da casa o tempo todo, latindo para todo mundo que passa. É bravo mesmo. Ele já se adaptou aos outros cachorros, mas ainda não aceita o rottweiler, o Kendall, que foi até mordido por ele”, conta.

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O ‘Ambrósio’ não foi castrado antes de ir para o novo lar. “Ele não passou no teste cardíaco. Agora está fazendo exercícios e já deve passar. Por isso, o cansaço que ele ainda sente. Além disso, ficou cego de um olho e não se equilibra bem. O ‘Junior’ não sacode como os outros cachorros. Tem muita coisa que ele não faz, a não ser avançar nas pessoas”, diverte-se Marcela.

Apesar de bravo com as pessoas que passam na rua, com os novos donos, ‘Ambrósio’ é carinhoso e demonstra isso. “Quando chegamos perto dele, ele sobe, pula e dá ‘lambeijos’. Ele está feliz e sorri. Estamos felizes com ele aqui”, completa.

Agressão e novo lar

A nova dona disse que o lugar prefeito de ‘Ambrósio’ na casa é o portão, onde passa o dia vigiando 
Foto: ​Divulgação

‘Ambrósio’ foi agredido pela própria dona, Cremilda da Silva Conceição Caetano, de 62 anos, no bairro Boa Vista, em Cachoeiro, no dia 28 de julho, e permaneceu 50 dias internado em uma clínica particular da cidade em tratamento. O vídeo em que a idosa aparece espancado o cachorro foi gravado e postado por um vizinho e teve mais de 20 milhões de visualizações. 

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O animal chegou à clínica veterinária com trauma-crânio-encefálico, com perfuração em um dos olhos e estava inconsciente. Todo o tratamento do cão foi custeado pelo plano de saúde Petsalut.

No dia 19 de agosto, Cremilda foi ouvida durante uma reunião da CPI dos Maus-Tratos aos Animais e disse que não queria ficar com ‘Ambrósio’. Os outros dois cachorros, recolhidos da residência da idosa estão no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A Prefeitura de Cachoeiro já solicitou ao Ministério Público uma orientação legal para que os critérios de adoção sejam definidos.

No último dia 6, o veterinário Marcos Lesqueves, que estava responsável pelo animal, escolheu o novo lar para ‘Ambrósio’, e ele foi adotado pelo biomédico, homenageado com o nome do animal, e que doou todos os exames do cachorro durante o tratamento.

fonte http://www.folhavitoria.com.br/

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Médicos cubanos de Cachoeiro serão substituídos até o início de 2017

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Em Cachoeiro de Itapemirim, o contrato de parte dos 19 médicos cubanos que atuam na cidade e seus distritos por conta do programa Mais Médicos se encerra entre o fim deste ano e março de 2017, e não será renovado. Já há previsão de reposição dos profissionais, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, que também espera que o número de médicos do programa no município aumente para 24. Apesar disso, a situação causa incertezas, e os profissionais do país caribenho divergem quanto à vontade de permanecer e as consequências da substituição.

O caso de Cachoeiro reflete um movimento a nível nacional. O Governo Federal pretende reduzir progressivamente, nos próximos três anos, o número de médicos cubanos atuando no Brasil de 11.429 para 7.429 – no total, há 18.240 profissionais atuando pelo Mais Médicos no país atualmente. O objetivo da medida é aumentar a ocupação de vagas por brasileiros no programa, mas tudo dependerá de as vagas serem ou não atrativas para eles.

Além disso, até o fim do ano, cerca de 4 mil médicos cubanos que atuam no Brasil desde 2013 serão substituídos após o fim de seus contratos – uma demanda do próprio governo cubano, segundo informações do jornal Folha de São Paulo. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde afirma em nota que “a substituição informada pelo governo federal é referente aos médicos do primeiro e do segundo ciclos do programa, e Cachoeiro foi contemplado no terceiro.”

Cubanos opinam

 

“Eu gostaria de ficar. Mas não tem jeito, não é uma decisão que cabe a mim”, afirma omédico cubano Alberto René Garcia Roque, que desde março de 2014 trabalha na Unidade Saúde da Família Jardim Itapemirim – a qual possui o maior número de profissionais do Mais Médicos no município, com três. Roque tem um filho que está se formando em medicina, e há grande possibilidade de ele vir atuar no Brasil.

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Marileleidys Navarro Gil, colega de Alberto Roque em Jardim Itapemirim e que, junto com o marido, também veio atuar no Brasil por conta do Mais Médicos em fevereiro de 2014, opina que a falta de continuidade do trabalho dos médicos é ruim para o país.

“A cada substituição, todo o ciclo de adaptação do profissional e da unidade de saúde tem que começar novamente”, diz ela. Apesar disso, Gil quer voltar ao seu país de origem por causa da filha de oito anos que ficou por lá. “O mais difícil para nós é ficar longe da família”, complementa.

Navarro avalia ainda que a estrutura de trabalho que recebeu foi, no geral, muito boa. Mas aponta um grande desafio da saúde pública não só de Cachoeiro, mas do Brasil: a dificuldade de marcar exames.

“Em Cuba, se precisamos fazer um ultrassom, por exemplo, conseguimos realizar na hora. Aqui há muita dificuldade em relação a isso, o que atrapalha no momento de dar o diagnóstico de alguma enfermidade”, diz ela.

Já Anaíris Nora Solís, médica que chegou de Cuba há menos de um mês para ficar três anos em Cachoeiro, se diz contente e entusiasmada com a experiência. “Estou muito feliz de estar aqui. A unidade de saúde aqui de Jardim Itapemirim tem uma estrutura muito boa”, afirma.

Idioma complica

Por parte dos pacientes brasileiros, a principal dificuldade em relação aos médicos cubanos é com a diferença de idioma. “Não acerto muito com o que eles falam, àsvezes até a letra da receita é difícil de entender. Mas são muito atenciosos, o atendimento é bom. E é melhor ter eles do que não ter nenhum”, afirma a aposentada Maria Candida Moura, moradora de Jardim Itapemirim.

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Noélia Motta da Silva, moradora do bairro Boa Esperança, afirmaque também já teve dificuldades com a fala dos cubanos, mas foi um problema superado. “Falando mais devagar a gente consegue entender”, complementa. Já o seu marido, Paulo Madeira da Silva aprova o atendimento dos médicos de Cuba e da estrutura da USF de Jardim Itapemirim. “Aqui é um dos melhores postos de Cachoeiro. Tem tudo o que a gente precisa aqui”, afirma.

Problemas

 

Apenas uma paciente ouvida pelo Aqui Notícias, e que preferiu não se identificar, relatou ter passado por uma situação ruim durante um atendimento de um médico de Cuba. “Eu não entendi o ele falou e pedi para repetir. Daí ele me perguntou irritado: ‘Você é surda?’”, afirma.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 12 médicos cubanos deixaram de atuar no município por problemas diversos. Dois deles foram mandados embora por indisciplina. Mais dois pediram o encerramento do contrato antes do previsto. E oito abandonaram os postos de trabalho sem avisar previamente ou comunicar para onde iriam.

Bairros e distritos de Cachoeiro com unidades de saúde nos quais 19 médicos cubanos (dez homens e nove mulheres) atuam:

Abelardo Machado – 1

Aeroporto – 1

Amaral – 2

Burarama – 1

Conduru – 1

Coutinho – 1

Gironda – 1

Itaoca -1

Jardim Itapemirim – 3

Otton Marins – 1

Pacotuba – 1

Alto União -1

Valão -1

Village da Luz -1

Zumbi – 2

fonte http://www.aquinoticias.com/

 

 

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