Política

Fidel Castro alerta sobre guerras e mudança climática

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Ex-líder cubano retoma artigos alertando para a marcha em direção ao abismo em que estamos

Por | 06.01.2012

Fonte: Estadão

 

 O ex-presidente de Cuba Fidel Castro retomou suas “Reflexões” após quase dois meses de silêncio com um texto que alerta sobre as ameaças de guerra nuclear e os efeitos nocivos da mudança climática para a humanidade.

 

O texto, publicado na quinta-feira, 5, pelo site oficial cubadebate, tem o título de “A marcha em direção ao abismo” e é divulgado após rumores de uma suposta piora do estado de saúde do líder cubano. O ex-mandatário de 85 anos, que se afastou do poder em 2006 devido a uma grave doença e o delegou a seu irmão Raúl Castro, não publicava seus textos desde 13 de novembro.

Desta vez, Fidel alerta a espécie humana caminha para seu fim e se refere à ideia de um juízo final, mas ressalta o “dever elementar de lutar para adiar e, talvez impedir, esse dramático e próximo acontecimento no mundo atual”. “Diversos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos e ambos estão cada vez mais longe de aproximar-se de uma solução”, avalia.

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Sobre as ameaças bélicas, assinala que “os riscos da explosão de uma guerra com uso de armas nucleares aumentam à medida que a tensão cresce no Oriente Médio, onde nas mãos do Governo de Israel se acumulam centenas de armas nucleares em plena disposição combativa”.

Fidel critica também “o palavreado demagógico, as declarações e os discursos da tirania imposta ao mundo” pelos Estados Unidos e seus aliados e a “débil posição” de Washington no “delicado assunto” do escudo nuclear europeu.

O líder cubano censura ainda a postura dos EUA diante dos acordos estabelecidos sob o Protocolo de Kyoto, seu papel no “esbanjamento” dos recursos energéticos e como “promotor” de guerras, e adverte que o planeta “marcha hoje sem política” quanto aos problemas climáticos.

No entanto, Fidel afirma que o verdadeiro assunto que motivou seu novo artigo foi seu conhecimento da existência do “gás de xisto”, e menciona dados sobre as reservas mundiais e a exploração desse recurso. O líder cubano avalia que são informações que “nenhum quadro político ou pessoa sensata devem ignorar” e detalha dados de estudos sobre os efeitos ambientais que pode provocar a exploração desse combustível.

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Política

Cultura debate incentivo à literatura infantil

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A Comissão de Cultura debateu a importância de fomentar a literatura infantil e os desafios enfrentados por escritores desse segmento no Espírito Santo. Para enriquecer a discussão, o colegiado recebeu, nesta segunda-feira (15), a escritora Joana D`Arc Batista Herkenhoff, que apresentou “Chapéu”, seu primeiro livro infantil. 

A obra retrata as tradições no entorno do Mestre Álvaro a partir das narrativas contadas pelo avô de Joana ao neto e seu cão. Com ilustrações da artista Crystal Enyly, “Chapéu” aborda a cultura negra e indígena dos capixabas e a importância da ancestralidade. O livro conta com um encarte que traz atividades lúdicas e incentiva a leitura em família. 

Fotos da reunião da Comissão de Cultura

Joana é professora da rede pública do município da Serra, mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A autora participa de vários coletivos que militam em prol da literatura capixaba. Para ela, esses grupos dão voz a mulheres, negros e indígenas por meio de iniciativas que buscam manter vivas tradições e cultura dessas pessoas. 

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A autora afirma que lançar um livro para crianças ainda é um caminho difícil e que é necessário adequar os editais lançados no estado para que as publicações infantis ganhem força. 

Outra reivindicação de Joana refere-se ao uso do livro impresso. Ela afirma que a deficiência nos programas de inclusão digital no país prejudica a formação de leitores.

“Temos políticas públicas voltadas para a publicação de livros, mas é necessário que elas sejam revistas a fim de aumentarmos o leque de obras infantis e alimentarmos o gosto pela leitura. Os livros de papel estão perdendo espaço para os digitais, mas precisamos entender que não existe inclusão digital de forma adequada no Brasil”, declarou. 

As pautas debatidas terão desdobramentos importantes, segundo Iriny. “Vamos convidar os atores envolvidos para debatermos a adequação desses editais. Fomentar a leitura nas crianças é fundamental, porque é nessa fase que se forma um leitor. Também temos que debater o incentivo aos livros impressos, já que nem todos têm condições de bancar pacote de dados de internet. Temos que incentivar a leitura e isso se faz permitindo o pleno acesso aos livros de papel ou eletrônicos a todos”, afirmou a parlamentar. 

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O encontro aconteceu nesta segunda-feira (15), no Plenário Judith Leão Castello Ribeiro. Além de Iriny, que preside o colegiado, participou o deputado Gandini (Cidadania).

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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