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FGTS: Caixa devolverá saldo não movimentado; o que fazer se não sacou?

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FGTS: Caixa devolverá saldo não movimentado; o que fazer se não sacou?
Redação 1Bilhão Educação Financeira

FGTS: Caixa devolverá saldo não movimentado; o que fazer se não sacou?

A partir deste sábado (6),  a Caixa Econômica Federal começa a devolver para as contas do FGTS dos trabalhadores os valores não movimentados do saque extraordinário que foram creditados automaticamente em conta digital do Caixa Tem. Cerca de R$ 9,2 bilhões devem ser devolvidos, devidamente corrigidos, em cumprimento à Lei 14.075/2020 .

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Conforme previsto em legislação, os valores ficam disponíveis pelo prazo de 90 dias, de acordo com calendário de pagamentos amplamente divulgado, e, caso não sejam sacados, retornam para as contas do FGTS corrigidos.

Ao todo, foram liberados cerca de R$ 30,1 bilhões para aproximadamente 43,7 milhões de trabalhadores com direito ao saque.

Saquei apenas uma parte; restante deve ser devolvido?

Os trabalhadores que movimentaram o saque extraordinário, em qualquer valor, não terão o saldo remanescente retornado às contas de FGTS, permanecendo o saldo disponível na conta do Caixa Tem.

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Da mesma forma, nos casos em que o trabalhador solicitou o saque extraordinário no app FGTS, os valores não retornarão ao FGTS, mesmo que ainda não tenham sido utilizados.

Não saquei, e agora?

Segundo a Caixa, os trabalhadores cujos valores não foram movimentados e retornarão à conta do FGTS que ainda desejarem o crédito do saque extraordinário têm até o dia 15 de dezembro deste para realizar a solicitação pelo app FGTS. Após a solicitação, o crédito será feito na conta digital do Caixa Tem em até 15 dias.

Para solicitar, é necessário acessar o app FGTS; no menu “Saque Extraordinário”, confirmar/complementar os dados cadastrais e clicar em “Solicitar Saque”.

O valor será transferido novamente para a conta do Caixa Tem e poderá ser utilizado em transações eletrônicas, saque em espécie ou transferência, sem custo, para outras contas.

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Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Dia dos Pais: inflação dos presentes quase dobra em um ano, aponta FGV

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 Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta
Fernanda Capelli

Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta

Levantamento realizado a partir de 30 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI/FGV IBRE) indicou que os presentes e os serviços mais procurados para o Dia dos Pais subiram em média 12,21%, nos últimos 12 meses. O percentual ficou bem acima da inflação apurada para o mesmo período, que foi de 7,99%, após a deflação recorde apurada pelo IPC-DI para julho (-1,19%). No mesmo período do ano passado, essa mesma cesta acumulava aumento de 6,76%, abaixo da inflação geral daquele momento, que estava em 8,75%.

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O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Matheus Peçanha, responsável pelo levantamento, salientou essa aparente contradição entre a deflação mensal do índice e os preços crescentes da cesta : “Essa deflação de julho foi extremamente focada em itens bem específicos, principalmente combustíveis e energia, mas o índice de difusão (percentual de itens que subiram de preço) ainda continua acima de 60%, mostrando que a pressão inflacionária ainda está presente e disseminada. Dentro dos itens desta cesta de Dia dos Pais, por exemplo, apenas oito dos 30 itens tiveram queda de preço em julho, dentre eles, ironicamente, as passagens aéreas.”

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A ironia a que se refere o pesquisador reside no fato de que a pesquisa também mostrou que a inflação dos serviços teve a maior contribuição na cesta, subindo 19,82%. E essa alta foi puxada pelas passagens aéreas, cujos preços avançaram 72,78% nos últimos 12 meses. “O fim da temporada de férias aliado à redução nos custos do QAV e do GAV (combustíveis das aeronaves) proporcionaram uma deflação de quase 20% nas passagens aéreas em julho, mas ainda não é o suficiente para compensar a alta acumulada que estava em mais de 100% no mês anterior”, comenta Peçanha. Também na cesta de serviços, o fim das restrições sanitárias permitiu o reajuste desses itens com o retorno da demanda, de modo que hotéis (9,64%), restaurantes (8,99%), e cinemas (8,65%) tiveram aumentos significativos. Em menor nível, excursões e tours (6,09%), teatros (3,79%) e shows musicais (0,13%) também sofreram alta.

Pelo lado dos produtos mais comumente escolhidos como presente, a cesta de 23 bens duráveis e semiduráveis teve um aumento médio de 6,72%. As principais altas vieram do setor têxtil: roupas masculinas (12,69%), calçados masculinos (12,34%), cintos e bolsas (9,48%) e roupas de cama, mesa e banho (9,44%). A alta do algodão na esteira da crise das cadeias globais de valor ao longo desse último ano foi a principal causa desses aumentos.

Outras altas notáveis na cesta foram registradas em material para reparos de residência (11,08%), móveis para residência (10,49%), geladeiras e freezers (9,06%) e ar-condicionado (8,13%).

Var.% acumulada em 12 meses

Itens selecionados Ago/21 a Jul/22 Ago/20 a Jul/21

  • PASSAGEM AÉREA 72,78 64,73
  • HOTEL 9,64 0,19
  • RESTAURANTES 8,99 4,49
  • CINEMA 8,65 0,00
  • EXCURSÃO E TOUR 6,09 1,05
  • TEATRO 3,79 0,00
  • SHOW MUSICAL 0,13 0,00
  • ROUPAS MASCULINAS 12,69 2,76
  • CALÇADOS MASCULINOS 12,34 4,23
  • MATERIAL PARA REPAROS DE RESIDÊNCIA 11,08 12,60
  • MÓVEIS PARA RESIDÊNCIA 10,49 5,06
  • CINTO E BOLSA 9,48 1,12
  • ROUPAS DE CAMA, MESA E BANHO 9,44 8,18
  • GELADEIRA E FREEZER 9,06 5,96
  • AR CONDICIONADO 8,13 4,60
  • MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS 7,21 5,71
  • FORNO ELÉTRICO E DE MICRO-ONDAS 6,27 5,45
  • VENTILADOR E CIRCULADOR DE AR 4,85 5,17
  • DESODORANTE 4,21 3,66
  • PRODUTOS PARA BARBA 3,92 5,74
  • RELÓGIO 3,75 -0,24
  • FOGÃO 3,66 -1,79
  • APARELHO DE TV 3,65 6,74
  • LIVROS NÃO DIDÁTICOS 2,73 -0,95
  • BICICLETA 2,51 6,35
  • COMPUTADOR E PERIFÉRICOS 2,12 3,24
  • APARELHO TELEFÔNICO CELULAR 1,30 -1,21
  • APARELHO DE SOM 1,06 2,43
  • ARTIGOS ESPORTIVOS 0,16 1,90
  • PERFUME -0,68 3,61

Fonte: IG ECONOMIA

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