Histórias e Letras

Fernando Morais versus Yoani Sánchez

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Por | 01.02.2012

 

Conhecido defensor de Cuba e um dos jornalistas mais renomados do Brasil, autor do clássico A Ilha e do recém-lançado Os últimos soldados da guerra fria, Fernando Morais não se curva diante do endeusamento midiático da dissidente Yoani Sánchez. De Porto Alegre, onde participou do Fórum Social Temático, ele foi taxativo: ?Não mexerei um palito pela blogueira cubana?.

Por Altamiro Borges


O motivo é simples. Para ele, toda a campanha midiática em defesa de Yoani Sánchez e as críticas à revolução cubana ?só ajudam o inimigo? ? os Estados Unidos, que mantêm um criminoso bloqueio à ilha. ?Sou defensor da liberdade de expressão. Mas, em primeiro lugar, defendo o direito de 11 milhões de cubanos que estão sendo espezinhados pelos norte-americanos?.

Sem inocência diante dos EUA

Fernando Morais participou de um debate na sexta-feira (27) sobre o seu novo livro, Os últimos soldados da guerra fria, que trata da prisão e condenação nos EUA dos cinco cubanos que investigavam as ações terroristas da máfia de Miami. Ele conhece a fundo as provocações patrocinadas e financiadas pelo império contra a revolução cubana e não se ilude com o alarde midiático.

?Já perdi a inocência com os Estados Unidos. Na política externa, não faz a menor diferença se é democrata ou republicano. Quem meteu os norte-americanos nas piores aventuras externas foram os democratas?, argumentou. Para ele, o governo Obama ?não mudou absolutamente nada? nas relações com Cuba e mantém o bloqueio, as provocações e os subsídios à conspiração na ilha.

Em defesa da soberania cubana

?Em nome das minhas convicções, não posso apoiar uma moça que vem dedicando sua vida a combater a revolução. Eu não vou mexer um palito para que essa moça venha ao Brasil?, concluiu. Fernando Morais reconhece que há erros e limitações em Cuba, mas afirma que isto não justifica as tentativas do império para derrubar o regime cubano, ferindo sua soberania e independência.

 

 

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Histórias e Letras

Cachoeiro lança novo edital da Lei Rubem Braga

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Por | 23.05.2014


Começam no dia 30 deste mês as inscrições para a edição 2014 da Lei Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim. Moradores do município que queiram concorrer ao patrocínio da prefeitura para realizar projetos culturais devem se cadastrar até o dia 11 de julho, na sede da Secretaria Municipal de Cultura, no Centro.

 

Por meio do novo edital, estão sendo disponibilizados R$ 400 mil para financiamento de propostas em 11 áreas: Música; Dança; Teatro, circo e ópera; Cinema, fotografia e vídeo; Literatura; Artes plásticas, artes gráficas e filatelia; Carnaval; Folclore e Capoeira; Artesanato; História; Acervo e patrimônio histórico e cultural de museus e centros culturais.

 

Depois de fazerem a inscrição, artistas e produtores culturais terão até o dia 21 de julho para protocolar, na Secretaria Municipal da Fazenda, os projetos técnicos e toda a documentação exigida.

A seleção dos projetos a serem contemplados ficará a cargo de uma comissão avaliadora formada por representantes das classes artística e acadêmica do estado. O valor máximo a ser concedido, por projeto aprovado, será de R$ 15 mil, exceto para a área de Cinema, Fotografia e Vídeo, cujo teto é de R$ 20 mil.

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“Estamos ampliando em R$ 50 mil o valor do recurso para financiamento de projetos, em relação a 2013. Com isso, queremos fortalecer essa política pública, que tonificou a produção cultural do município nos últimos anos, ao garantir patrocínio a mais de 110 projetos”, destaca a secretária municipal de Cultura, Joana DArck Caetano.

 

O edital completo foi publicado na edição do último dia 13 do Diário Oficial do Município, que está disponível no site da prefeitura (www.cachoeiro.es.gov.br/transparencia/diario). O documento também pode ser consultado, das 7h às 13h, na Secretaria de Cultura, que fica no térreo do edifício Bernardino Monteiro, sede do governo municipal.

Apoio à literatura


No último sábado (17), três livros publicados com apoio da Lei foram lançados na V Bienal Rubem Braga, realizada entre os dias 13 e 18, na Praça de Fátima, Centro. São eles: “Às Margens do Itapemirim”, de Ariette Moulin Costa, “Profanus”, de José Marcelo Grillo, e “A Mulher sem Memória”, de Célia Ferreira.

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