Economia

Fed reajusta juros em 0,75 ponto percentual e atinge 2,5% ao ano

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Banco Central americano apertou a condição monetária do país para frear a inflação
Felipe Sichel

Banco Central americano apertou a condição monetária do país para frear a inflação

O Federal Reserve, Banco Central americano, voltou a elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira (27), dando mais um passo em seu processo de aperto monetário.

“Os indicadores recentes de gastos e produção se suavizaram. No entanto, os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços”, destacou o banco em comunicado.

Com a elevação, agora os juros estão na faixa entre 2,25% e 2,5%. A votação foi unânime e o Fed prevê que os aumentos contínuos na taxa de juros serão apropriados. No anúncio, há destaque que a autoridade monetária está altamente comprometida em trazer a inflação de volta para a meta de 2% ao ano.

A alta nos juros visa combater uma inflação que está nos maiores patamares em quatro décadas. O índice de preços ao consumidor de julho registou avanço de 9,1% na base de comparação anual, maior elevação desde 1981.

Segundo os dirigentes do banco, a guerra entre Rússia e Ucrânia está criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e está pesando sobre a atividade econômica global.

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O Fed também continuará com o cronograma de redução de seu balanço patrimonial, formado por títulos do Tesouro, dívida e títulos lastreados em hipotecas de agências. Essa é mais uma medida voltada a reduzir os estímulos à economia

“O Comitê estaria preparado para ajustar a orientação da política monetária conforme apropriado caso surjam riscos que possam impedir a consecução dos objetivos”, destaca o anúncio do Fed.

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O Fed começou o ciclo de alta de juros nos EUA em março, quando elevou a taxa em 0,25 ponto percentual. Em maio, subiu 0,5 ponto e, em junho, fez a maior alta nos juros desde 1994: 0,75 ponto percentual.

Além do aumento nos preços, a autoridade monetária observa o atual momento aquecido do mercado de trabalho para tomar suas decisões.

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A taxa de desemprego no país está em 3,6% e ainda há vagas ociosas já que muitos trabalhadores optam por não preencher determinados empregos. Isso pressiona ainda mais a inflação, pois as empresas precisam aumentar a oferta salarial, encarecendo os custos de seus serviços e mercadorias.

O anúncio já era esperado pelo mercado, que se questiona até onde a autoridade monetária irá levar as taxas.

Também segue no radar dos investidores os efeitos do processo de aperto monetário para a economia global. Nos últimos meses, diversos bancos e gestores avaliam a possibilidade de uma recessão, ainda que branda, na economia americana.

Bancos centrais ao redor do globo gastaram as últimas semanas acelerando seus aumentos de juros, já que a inflação é hoje um problema que a maior parte dos países têm em comum. Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) elevou os juros pela primeira vez desde 2011.

A lista ainda inclui países como Canadá, Suiça, Austrália, Inglaterra, México, África do Sul, além do Brasil, onde o Banco Central elevou para 13,25% ao ano a taxa básica de juros (Selic) em junho.

Fonte: IG ECONOMIA

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Auxílio de R$ 1 mil será pago a 245 mil taxistas, diz MTP

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Pagamento do benefício começa nesta terça-feira (16)
Redação

Pagamento do benefício começa nesta terça-feira (16)

O Ministério do Trabalho e Previdência informou que 245.213 taxistas terão direito ao benefício de R$ 1 mil. A Caixa Econômica Federal começa a fazer o pagamento de duas parcelas de uma só vez, referente a julho e agosto, a partir dessa terça-feira (16).

Serão beneficiadas nessa primeira etapa de pagamento motoristas incluídos nos cadastros enviados pelas prefeituras ao governo federal. De um total de 300.771 taxistas incluídos nesses cadastros, 49.515 foram considerados inelegíveis.

O benefício será pago a taxistas com registros válidos nas prefeituras até maio de 2022.

Até agora 3.700 prefeituras enviaram os cadastros dos motoristas ao Ministério do Trabalho. As prefeituras que não conseguiram cumprir o prazo ainda poderão enviar os dados para cruzamento de dados e autorização do pagamento.

Como o governo federal não dispõe de cadastros desses profissionais, o pagamento do benefício depende das informações das prefeituras.

O benefício consta da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Eleitoral, que ampliou os programas sociais do governo, às vésperas das eleições. Para os taxistas, foram liberados no total R$ 2 bilhões.

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O ministro do Trabalho, José Carlos Oliveira, alertou que o número de parcelas para a categoria vai depender do total de beneficiários. Se chegar a 331 mil motoristas, eles terão direito a seis parcelas de R$ 1 mil, explicou.

Oliveira assegurou que o pagamento será retroativo, mas somente para cadastros enviados pelas prefeituras até 20 de agosto. Neste caso, o pagamento está previsto para 11 de setembro. Depois desse prazo, não haverá retroatividade.

Pagamento para caminhoneiros começou no dia 09 de agosto O governo começou a pagar o benefício de R$ 1 mil em duas parcelas de uma só vez para 190.861 transportadores autônomos de carga no dia 09 deste mês. Diferentemente dos taxistas, serão utilizados dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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De um total de 848.333 motoristas com registro na ANTT até maio de 2022, 592.829 foram considerados elegíveis, mas somente estão sendo beneficiados na primeira rodada de pagamento profissionais em atividade, ou seja, transportaram carga nos últimos seis meses.

Quem ficou de fora, poderá fazer a autodeclaração no portal Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os dados serão cruzados pela empresa processadora do governo Dataprev.

O prazo para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto para receber as duas parcelas de uma só vez. O pagamento está previsto para 06 de setembro.

A PEC estabeleceu que os caminhoneiros terão direito a seis parcelas de R$ 1mil. Entre os critérios para a concessão do benefício, o Ministério do Trabalho fixou limite de renda média mensal de até 10 salários mínimos para profissionais com carteira assinada.

Além disso, o pagamento será vedado em casos de CPF irregular junto à Receita Federal e para beneficiários do INSS.


Fonte: IG ECONOMIA

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