Agronegócio

Família inicia recuperação de área com apoio do FIP Paisagens Rurais

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O sonho de ter um sítio com muitas árvores surgiu há 24 anos, quando Ugledson Antônio Silva e Jacqueline Cristina Silva da Costa se casaram. Mas foi somente em 2019 que o casal, agora com três filhas e um neto, conseguiu transformar o plano em realidade. Com a assistência do Programa FIP Paisagens Rurais, executado pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES, os produtores estão transformando a propriedade, em Campo Florido.

No mês passado, eles começaram a recuperação da área de preservação permanente (APP), de 2,90 hectares, com o plantio de 150 mudas de espécies nativas. Espécies como peroba, pau brasil, jequitibá e ipê estão entre as mudas plantadas, que foram fornecidas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). 

“Gostamos muito de cuidar do meio ambiente e queremos resgatar esta fonte natural existente aqui. A vida no campo é produzir, plantar e cuidar. Precisamos fazer a nossa parte. Quando chegamos, a mata não estava bem cuidada, mas agora estamos replantando. Queremos mostrar para as nossas filhas que vale a pena ter um sonho e lutar por ele”, explicaram os produtores.

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Produção de leite

A assistência oferecida pelo FIP Paisagens Rurais também proporcionou resultados positivos para a produção de leite na propriedade. Um ano após a primeira visita, o casal viu a produção diária saltar de 60 para 110 litros, em média. “A nossa meta é atingir 200 litros de leite por dia e continuar investindo no rebanho”, destacou Ugledson, que hoje tem 12 animais em lactação. 

Neste um ano de programa, o crescimento do produtor no desenvolvimento da atividade é visível. “No início, a ordenha era feita à mão e não havia nenhum planejamento forrageiro. Os pastos estavam degradados e faltava suplementação volumosa para a época seca do ano. Não havia nenhum tipo de gestão”, explicou a técnica de campo e zootecnista Pércia Rocha.

Hoje, o produtor conta com ordenhadeira mecânica, gerador de energia e transferidor, adquiridos com a renda extra pela participação da propriedade em uma pesquisa. Também foi feito o plantio de milho e a produção de silagem para suplementação volumosa na época da seca. “As orientações da Pércia nos auxiliam em vários aspectos técnicos e no esclarecimento de dúvidas. Facilitou para obtermos um controle maior dos gastos. Ela abriu a nossa mente e agora fazemos tudo da forma correta. Valeu a pena investir. Estamos satisfeitos e queremos melhorar ainda mais a propriedade”, afirmou Ugledson. 

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Com as indicações da técnica de campo, o produtor também aprimorou o conhecimento. Ele participou dos cursos de Manutenção de Tratores Agrícolas, Vaqueiro e Inseminação artificial. O próximo será o de Casqueamento. “Alguns aspectos ainda precisam ser melhorados, como é o caso das pastagens, mas ele obteve muitos avanços. Hoje vejo que existe gestão dentro da propriedade”, complementou Pércia Rocha. 

O FIP Paisagens Rurais é uma iniciativa do Banco Mundial, em parceria com a Embrapa e o Ministério da Agricultura. Entre as metas do programa estão a recuperação de 45 mil hectares de pastagens degradadas e de 3 mil hectares de passivos ambientais.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

CNA debate critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural

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Brasília (10/05/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (10), de uma audiência pública virtual para discutir os critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural, medida que o Banco Central (BC) pretende implementar ainda esse ano.

O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, a pedido do presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e deputado federal, José Mário Schreiner (DEM/GO).

O BC colocou em consulta pública duas minutas de atos normativos (82/2021 e 85/2021) que preveem critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural e também para a caracterização de empreendimentos com restrições de acesso a financiamentos em razão de dispositivos legais ou infralegais pertinentes a pontos socioambientais.

O tema vem sendo amplamente analisado pela Confederação junto às federações de agricultura e pecuária nos estados e com as equipes da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop/BC).

Na avaliação da entidade, as minutas de atos normativos propostas na consulta pública nº 82/2021 precisam de significativos aprimoramentos, pois produzem conflito de normas e possuem potencial de criação de barreiras normativas à contratação de crédito rural, sem previsão de benefícios aos produtores que atendem completamente a legislação ambiental, trabalhista e fundiária vigente.

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José Mário Schreiner

“A nossa maior preocupação é de estarmos criando mais burocracia para o acesso ao crédito. Essas resoluções vão prejudicar, principalmente, os produtores mais vulneráveis, que não têm poder de barganha e dependem do crédito rural oficial”, afirmou Schreiner.

Segundo a análise da CNA, o BC está definindo critérios e condições que os próprios investidores podem definir e as propostas potencializam exigências que o produtor rural já precisa cumprir em benefício das instituições financeiras, além de confundir “parâmetros de sustentabilidade” com “tipo de empreendimento” e “linhas de crédito”.

“É preciso juntar todas essas peças em um texto único, com ponderação e baseado no instrumento oficial que determina o que é sustentável e o que não é, sob pena de colocarmos injustamente numa lista de cancelamento determinado produtor que não conseguiu cumprir critérios subjetivos e sem clareza”, disse o consultor de Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus.

Rodrigo Justus

O posicionamento da Confederação é de que as minutas sejam aprimoradas antes de sua efetiva implementação, prevista para 1º de julho de 2021. A CNA está alinhada à agenda que o Banco Central tem desenvolvido para fortalecer o ambiente institucional, simplificar os procedimentos e regras, aumentar a competitividade e a flexibilidade na concessão de crédito, reduzir o custo de observância às instituições financeiras, e colaborar para a alocação mais eficiente do crédito, em consonância com os princípios da Agenda BC# Sustentabilidade. No entanto, essas minutas de atos normativos estão na contramão desses objetivos.

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O debate também contou com a participação de representantes do Banco Central, dos ministérios da Agricultura, da Economia e do Meio Ambiente, da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Assessoria de Comunicação CNA
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Fonte: CNA Brasil

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