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“Falta noção do espaço público”, diz Celso Lafer sobre reunião ministerial

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Celso Lafer no Roda viva
Reprodução/TV Cultura

Celso Lafer no Roda viva

Para o jurista e ex-ministro das relações exteriores do Brasil, Celso Lafer  o vídeo da reunião ministerial com Jair Bolsonaro divulgada na última sexta-feira (22), mostrou que “falta noção que aquilo é um espaço público e não um espaço privado”. 

“Tudo que foi revelado na reunião ministerial traz grande preocupação e indica como o governo conduz o processo decisório . Se o processo decisório é feito do jeito que se mostra no video, me preocupa”, afirmou o jurista.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura desta segunda-feira (25).

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Lafer, que foi ministro das relações exteriores no governo de Fernando Collor (1992) e de Fernando Henrique Cardoso (2001 e 2002), comparou com as  reuniões que já participou. “Creio que nunca vi nada parecido como forma de condução, mesmo no fim do governo Collor “, declarou o ex-ministro.

Quebra de tradição

Segundo  Celso Lafer, a política internacional do Brasil no governo Bolsonaro quebrou a tradição da política que era realizada anteriormente.

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“A diplomacia brasileira sempre se caracterizou pela busca de cooperação e de entendimento entre os povos. Hoje vemos uma política internacional que se caracteiza pelo combate e pelo confronto e que não atende os interesses do Brasil”, avaliou durante a entrevista.  

Sobre a Venezuela

Questionado sobre a decisão do governo Bolsonaro de retirar o corpo diplomático brasileiro da Venezuela, Celso Lafer avaliou que “foi um equívoco”.

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“Foi um equívoco porque a diplomacia e o corpo diplomático que está ligado a ela, dentro de um país, serve inclusive para informar o que está acontecendo naquele país. Quando você retira os embaixadores, perde essa comunicação”, explicou.

Sobre a pandemia

Lafer avaliou que a diplomacia “do confronto e do combate”, que está sendo adotada pelo governo de Jair Bollsonaro tem dificultado o combate à pandemia da Covid-19 , no que se refere a tentativa de conseguir recursos de outros países.

“O Itamaraty não está conseguindo fazer isso. E digo que não só ele. O próprio Ministério da Saúde não está conseguindo fazer essa relação. Eu vi alguém fazendo alguma coisa na época do ministro (Luiz Henirque) Mandetta”, afirmou. 

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Lafer é formado em Direito Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado e doutorado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. E foi professor e chefe do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP.

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Covid-19: Presidência da República registra 108 casos entre servidores

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Divulgação/SGPR

Segundo governo, número representa 3,8% dos servidores do órgão


A Secretaria-Geral da Presidência da República informou, nesta terça-feira (7), por meio de nota, que 108 servidores da Presidência foram diagnosticados com a Covid-19 . O número representa 3,8% dos quase 3,4 mil funcionários que atuam no órgão. A maior parte desses trabalhadores atua no Palácio do Planalto , sede do Poder Executivo federal.


“Não houve mortes e mais de 90% desses casos foram assintomáticos ou apresentaram apenas sintomas leves”, informa a nota da Secretaria-Geral. Ao todo, 77 servidores já estão recuperado s e 31 casos seguem em acompanhamento . A atualização foi feita, segundo governo, no último dia 3 de julho.

A Presidência também informou, na nota, que tem repassado orientações médicas relacionadas ao combate ao novo coronavírus aos servidores que atuam no órgão e que adotou rodízio entre funcionários da casa, além de ter implementado trabalho remoto para os grupos mais vulneráveis.

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“Com a aquisição adicional de dispenser para álcool em gel para todas as dependências do Palácio do Planalto, seus Anexos e adjacências, para assepsia de servidores, colaboradores e visitantes, temos hoje 494 unidades estrategicamente distribuídas. Também foram intensificados os procedimentos de limpeza das áreas comuns, especialmente dos banheiros e das salas dos servidores, mediante a utilização de produtos à base de cloro e álcool, os quais contaram com o aporte de equipamentos tecnológicos de última geração, a exemplo de lavadoras sanitizadoras e secadoras especiais para carpete, que possibilitam maior aproveitamento dos insumos de higienização, bem como a redução da intervenção humana no processo de limpeza”, diz a nota.

A Secretaria-Geral acrescentou não há orientação para o afastamento de funcionários que tenham tido contato com pessoas com a Covid-19, a não ser que apresentem sintomas de uma possível infecção.

“Não há protocolo médico, seja do Ministério da Saúde ou da OMS [Organização Mundial da Saúde], que recomende medida de isolamento pelo simples contato com casos positivos. A orientação que damos aos servidores é procurar assistência médica quando apresentarem sintomas relacionados à Covid-19, para avaliar necessidade de testagem. Nos casos considerados suspeitos, os servidores são orientados a ficar em casa até o resultado do exame”.

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Ainda de acordo com a nota, não há previsão ou orientação para o r etorno dos servidores que estão em trabalho remoto e a Presidência da República seguirá as normas previstas na Instrução Normativa nº 19, do Ministério da Economia, que regulamentou as medidas proteção em órgãos públicos federais.

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