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Extrema magreza volta à moda com retorno dos hits dos anos 2000

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Christina Aguilera e Bella Hadid são ícones e referência de moda de suas gerações.
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Christina Aguilera e Bella Hadid são ícones e referência de moda de suas gerações.

A moda dos anos 2000 vem retornado com cada vez mais força nos últimos dois anos, com penteados com elásticos e trancinhas e calças de cintura baixa virando sensação entre as blogueiras e famosas. Entretanto, outras características do mundo da moda não tão positivas dessa década também tem dado às caras novamente, como o padrão da extrema magreza.

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Celebridades como Kim Kardashiam, Doja Cat e Megan Thee Stallion surpreenderam seus públicos ao aparecem com medidas reduzidas, especialmente por essas mulheres ostentarem com orgulho o corpo curvilíneo, principalmente Kim Kardashiam, grande disseminadora da moda de procedimentos para aumentar as nádegas.

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Apesar de a magreza nunca ter deixado de ser o padrão de beleza, esse movimento de retorno à exaltação da padronização de corpos muito magros, chama a atenção de diversas pessoas, desde especialistas do mundo da moda até ativistas de positividade corporal, que temem um retrocesso em relação a como as mulheres enxergam os seus corpos.

Vitoria Bez de Souza, de 18 anos, desabafou sobre a sua preocupação com esse movimento cultural em suas redes sociais. Ela luta contra a anorexia nervosa desde os onze anos e conhece muito bem a gravidade dos transtornos alimentares e o impacto da mídia e da moda em relação à percepção que as pessoas têm sobre a aparência.

“Acredito que a roupa influencia muito a nossa vida, porque vivemos em sociedade e queremos nos sentir inclusos e aceitos no meio em que vivemos, essa aceitação vem, muitas vezes, por meio das roupas. E o transtorno alimentar mexe muito com a nossa autoestima e começamos a nos comparar com outras pessoas, além disso, a nossa sociedade cria a ideia de que o corpo gordo é feio e o único bonito é o magro”, diz Souza.

Vitoria também argumenta em como ela vê a moda dos anos 2000 como excludente e marginalizadora de pessoas que não se encaixam na estética exigida, criticando também em como o mercado se recusa a produzir roupas para diferentes corpos e medidas.

“Eu vejo a volta da moda dos anos 2000 como algo péssimo, ela não tem nada de inclusiva. Qualquer pessoa, independentemente do corpo que tem, quer sentir-se na moda e bem vestida, mas como elas vão conseguir se a maioria das roupas vendidas não vão servir para elas”, defende.

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Segundo a médica psiquiatra Danielle H. Admoni, a anorexia nervosa, doença muito comum entre as celebridades dos anos 2000, é um dos transtornos alimentares que mais matam no mundo. As estatísticas também revelam que transtornos alimentares tem taxas de mortalidade superiores a qualquer outra doença mental.

“É importante falar que é anorexia nervosa, é um dos transtornos psiquiátricos que mais levam a óbito, por conta da gravidade. Muitas vezes a pessoa já está super magra, comendo pouquíssimo e ainda continua se recusando a comer. Também é muito comum que a pessoa com anorexia faça atividade física muito exagerada, com a intenção de emagrecer, se recuse a comer com outras pessoas e tente ao máximo esconder o corpo”, explica a profissional de saúde.

A psiquiatra também afirma que as mulheres e adolescentes acabam por se tornarem mais vulneráveis à doença, devido à pressão estética que sofrem e a influência da mídia. Ela também chama a atenção para questionar que tipo de imagem é transmitida em relação ao corpo e o que é considerado belo.

“Esse ideal de corpo perfeito que aparece na mídia influencia principalmente as mulheres e adolescentes, acredito ser importante prensarmos muito bem na  imagem que a gente quer passar para esses grupos mais vulneráveis. A magreza atualmente vendida é mais uma questão de ostentação e riqueza”, conclui a médica.

Fonte: IG Mulher

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Novo estudo identifica três tipos de orgasmo feminino

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Os orgasmos receberam o nome de
Ana Melo

Os orgasmos receberam o nome de “onda”, “avalanche” e “vulcão”

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine.

Os nomes se referem à maneira como os movimentos do assoalho pélvico ocorreram durante a preparação para o orgasmo e a liberação da tensão no orgasmo.

Os cientistas caracterizaram como “onda” quando o assoalho pélvico apresenta ondulações ou contrações sucessivas de tensão e liberação no orgasmo. Já a “avalanche” ocorre quando há uma tensão mais elevada do assoalho pélvico com contrações que diminuem a tensão durante o orgasmo. Já o “vulcão” é caracterizado pelo assoalho pélvico permanecendo em uma tensão mais baixa antes de aumentar drasticamente no clímax.

Para o estudo, 54 mulheres usaram um vibrador conectado por Bluetooth, chamado Lioness, detecta a força das contrações do assoalho pélvico em dois sensores laterais, para que esses padrões possam ser analisados.

As mulheres, que realizavam as tarefas em casa, foram instruídas a se masturbarem até chegarem ao orgasmo e desligar o aparelho dois minutos após alcançarem o clímax. As voluntárias repetiram as ações por vários dias. Elas também foram solicitadas a realizar um teste de controle, no qual inseriam o vibrador, mas não se estimularam.

Os resultados apontaram que quase 50% das mulheres (26) tiveram orgasmos de “onda”, enquanto 17 tiveram “avalanches” e 11 tiveram “vulcões”.

Uma descoberta importante foi que cada mulher experimentou consistentemente apenas um dos três tipos. Alguém que tem um padrão de orgasmo provavelmente não será capaz de experimentar nenhum dos outros, embora não tenha sido estabelecido se isso é ou não possível ter outros movimentos do assoalho pélvico ou se isso é apenas menos comum.

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“Estamos fazendo um estudo de longo prazo de mulheres usando o Lioness para ver como esses diferentes padrões de orgamos são experimentados, quais são os níveis de prazer e de onde vem a estimulação que os induz”, disse James Pfaus, professor de neurociência da Universidade Charles e principal autor do estudo, em comunicado.

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Fonte: IG Mulher

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