Análise Política

Ex-ministro José Dirceu não acredita que CPMI terminará em pizza

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Por | 22.05.2012

BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – O ex-ministro de Lula, José Dirceu, defendeu em sua coluna os trabalhos dos parlamentares que integram a CPMI do Cachoeira.

De acordo com Dirceu, a postura da mídia de que havia uma espécie de acordo entre PT-PMDB-PSDB para que governadores citados em esquema com o contraventor não fossem convocados pela Comissão.

“A mídia adotou uma linha equivocada ao insistir que houve um acordão entre PT-PMDB-PSDB na CPMI, de não convocar os governadores até agora citados. Pretende-se vender a falsa ideia de que algo que mal começou teria terminado em pizza. Minha avaliação é outra. Entendo que o roteiro adotado é correto e objetivo: estudar todos os autos e áudios, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta para depois decidir, com base nas informações colhidas, sobre o prosseguimento dos trabalhos. Se a CPMI seguir seu roteiro e der transparência a todas as informações, nada do que a mídia está prevendo acontecerá. Ao contrario, será uma das CPIs mais importantes dos últimos 30 anos e cumprirá um papel extraordinário na vida política do país”, disse José Dirceu.

Para o ex-ministro, só após a Comissão ouvir os delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo será possível saber a necessidade da convocação dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Quei­roz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), além de procuradores e jornalista citados em grampos telefônicos.

“A CPMI deve ouvir os delegados responsáveis pelos inquéritos, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta. É o caminho certo para decidir se, em seguida, convoca ou não os três governadores, como quer o PSDB, ou apenas Marconi Perillo, como querem PT e PMDB. Isso vai permitir, também, que se tome decisões sobre a convocação ou não de procuradores e jornalistas. Se se investiga ou não a revista VEJA e sua relação com o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres”, afirmou José Dirceu.

Para o ex-ministro, o fato da CPMI não ter convocado ainda os governadores não significa que não esteja cumprindo o seu papel e que os últimos acontecimentos, como o torpedo enviado pelo deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) ao governador do Rio, não podem ser utilizados para definir os trabalhos feitos pela Comissão.

“Não podemos e não devemos nos deixar levar por incidentes como o da não convocação dos governadores nesta semana e o torpedo do deputado Cândido Vaccarezza para o governador Sérgio Cabral – um incidente incapaz de definir o destino de uma CPMI. É um erro confundir tais incidentes com indícios, provas e elementos para investigar o crime organizado e suas ramificações nos três poderes do país”, disse José Dirceu.

Para ele, os principais indícios de corrupção caem sobre o senador Demóstenes Torres (GO) e é um erro comparar as relações entre o governador de GO e Cachoeira com a de Cabral com a Delta.

“Há indícios sim, e são muito fortes, sobre a participação decisiva no esquema criminoso de um senador que foi líder do DEM e da oposição. Um senador que foi membro do Ministério Público e que se apresentava como representante das demandas corporativas dos procuradores e do Judiciário, seja junto ao Legislativo, seja diante do Executivo. Também são ridículas as tentativas de apresentar a relação do governador de Goiás com Carlos Cachoeira no mesmo nível das do Governador do Rio com o controlador da Delta. Em Goiás o crime organizado capturou o Estado e, neste caso, os elementos, indícios e provas já existentes mais do que justificam um investigação pela CPMI”, disse José Dirceu.

 

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Em Mimoso do Sul, o dinamismo do jovem Peter Costa!

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Não é tarefa difícil encontrar com o jovem gestor pelas ruas da pacata cidade de Mimoso do Sul. Com perfil diferente dos habituais “prefeitos de gabinete”, Peter Costa está sempre presente no dia a dia do cidadão e nas ações desenvolvidas pela gestão mimosense.

Em apenas seis meses de mandato, Peter já “deu outra cara” para o município. Hoje é praticamente impossível apontar um ponto fraco da gestão, que tem promovido uma verdadeira transformação da maneira mais austera possível.

Secretários, seguindo o mesmo modelo de trabalho do prefeito, colocam a mão na massa (literalmente), utilizam mão de obra própria, fomentam parcerias com associações, e isto tem sido fator importante no momento agradável que a cidade vive.

A verdade é que uma cidade bonita e bem cuidada contribui para um ambiente de negócios favorável. Aumenta a autoestima do cidadão e impulsiona o comércio.

Peter encontrou um desafio gigante na saúde, que é a gestão da pandemia. É desafiador sanar qualquer demanda reprimida quando as cirurgias eletivas estão reduzidas ou até suspensas. O foco central de qualquer secretaria de saúde do país é controlar a doença que vem abalando não só a saúde, mas a economia. Em paralelo é preciso cuidar das outras doenças, atuar na prevenção e no atendimento emergencial. A tarefa não é simples, mas tem sido administrada com profissionalismo e seriedade.

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Cerca de 50% da população da cidade já foi vacinada com a primeira dose, 5.440 pessoas já estão completamente imunizadas.

Em um momento onde novos caminhos políticos surgem, vale a pena observar o trabalho de Peter. Não se admire de encontrá-lo em cadeiras ainda mais importantes no Estado em poucos anos.

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