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Eventos internacionais movimentam R$ 25 milhões no Espírito Santo

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Eventos internacionais devem atrair 100 mil pessoas, mais de 15 mil turistas, e marcar um novo ciclo de desenvolvimento do setor no Estado, este ano.

Por | 08.06.2015

O trade turístico do Espírito Santo vem aumentando a captação de eventos e conquistando mais espaço na rota de grandes congressos e feiras internacionais. Neste ano, dez eventos desta abrangência compõem o Calendário de Eventos 2015 do Espírito Santo Convention & Visitors Bureau (ESC&VB), o que deve atrair aproximadamente 100 mil participantes, sendo que mais de 15 mil são turistas. A estimativa de movimentação financeira chega à casa dos R$ 25 milhões, com gastos com transporte, hospedagem, viagem e lazer. É um novo ciclo de desenvolvimento para o setor. No ano passado, apenas três eventos deste tipo aconteceram na Grande Vitória.

 

A tendência é de expansão. A performance do setor capixaba contribui para o crescimento do mesmo em nível nacional. O turismo de eventos e negócios é o segundo maior fator de atração de estrangeiros para o Brasil, segundo estudos do Ministério do Turismo. O segmento responde atualmente por 25,3% do volume de visitantes de outros países. E isto faz com que o país seja um dos dez países que mais realizam eventos internacionais, de acordo com a Associação Nacional de Congressos e Convenções (ICCA).

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O presidente do ES Convention Bureau Alfonso Silva, conta como o segmento está ampliando a divulgação dos destinos capixabas indutores de turismo ao longo dos anos e já começa a obter resultados satisfatórios. “A captação de eventos é uma busca incessante. Não é possível trazer um evento itinerante, por exemplo, de um ano para o outro. É um trabalho de longo e médio prazos, principalmente quando se trata de eventos internacionais, que requerem mais planejamento e oferta de infraestrutura. Então começamos, há alguns anos, avender o Estado com todo o seu potencial, incluindo a localização geoeconômica e o baixo custo-benefício, que se torna um atrativo em tempos de adversidade econômica”, explica Alfonso.

 

Todo o Estado e a cadeia produtiva do setor de eventos usufruem dos benefícios proporcionados pelos eventos. “Congressos, feiras, hotéis e demais envolvidos, geram emprego imediato e enriquecem o Estado. Investindo na infraestrutura, planejamento e divulgação, o turista se sente satisfeito e escolhe o Espírito Santo como um destino marcante. O turismo pode, sim, sofrer com os tempos de crise, que acontecem em todo o Brasil, mas o setor possui resiliência e vai deslanchar ao longo de 2015”, finaliza Alfonso.

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O primeiro semestre deste ano começou com a mega Vitória Stone Fair, o amistoso entre Brasil e Paraguai, o 5º Encontro Internacional Ufes/Paris-Est, a 3ª Beauty Fair, e o Santa Teresa Jazz & Bossa. Para o mês de junho, estão confirmados a 7ª Expovinhos, o 14º Congresso da Associação Internacional de Mercado Público Sem Fins Lucrativos, e o 1º Colóquio Internacional de Mobilidade Humana e Circularidade de Ideias; para o segundo semestre, a 26ª Dez Milhas Garoto e o 6º Congresso internacional de Ciências do Esporte.

 

 

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Baleia Rossi defende emendas de relator, mas admite necessidade de transparência

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Deputado federal e presidente do MDB,  Baleia Rossi cobra transparência no orçamento secreto
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Deputado federal e presidente do MDB, Baleia Rossi cobra transparência no orçamento secreto

Para o presidente do MDB, o deputado Baleia Rossi (SP), deve haver transparência sobre a distribuição das “emendas de relator” — fatia de R$ 20 bilhões do Orçamento controlada pelo Congresso Nacional, conhecida como “orçamento secreto” pela falta de transparência sobre quem faz indicações. “Eu não sou contra emendas parlamentares, eu sei que os deputados trabalham muito para retornar à sua base eleitoral com apoio para saúde, obras de infraestrutura, equipamentos públicos. Isso é absolutamente legítimo, mas não pode ser por baixo do pano. Não pode ser privilegiando os amigos do rei e para geral, nada”, disse. A execução do orçamento secreto foi recentemente paralisada por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que seja dada publicidade às indicações, para saber quanto cada deputado e senador enviou para suas bases eleitoras. Em meio à eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado, no início do ano, a distribuição das emendas de relator privilegiou os grupos aliados de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), depois eleitos presidentes das respectivas Casas. Para Rossi, que concorreu contra Lira, seu grupo foi “contra o governo federal”, por conta da liberação de emendas às vésperas do pleito. “Tivemos uma disputa contra o governo federal. Sabemos a maneira com que o governo atua, e, agora, o mais importante é a gente defender a transparência nas relações do Legislativo com o Executivo”, afirma. Questionado sobre se o MDB poderia divulgar quanto cada senador e deputado de seu partido recebeu do “orçamento secreto”, Rossi disse que não se opõe.

“É uma questão de falar com os líderes. Eu não tenho conhecimento. Eu fui líder, sempre busquei representar a minha bancada, sempre busquei o apoio necessário para que os parlamentares possam atuar na sua base. Por que esconder o que aconteceu nesses últimos tempos? Tem que ter transparência”, cobra Rossi. “O parlamentar que conseguiu recursos legitimamente representando sua base não tem o que esconder. Por que ter medo de apresentar essa planilha, esses dados para a população? Isso é uma cobrança que se faz necessária”. Ele frisa não ser contrário à distribuição de emendas de relator, mas defende que exista impessoalidade e transparência. “Senão, você acaba generalizando o Parlamento e faz um desserviço à política”, ressaltou o parlamentar.

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