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?Eterno? presidente, Marcus Vicente entre os que votam sobre a longevidade de Teixeira na CBF

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Vicente preside a federação capixaba há quase 20 anos

Por | 29.02.2012

 

 

Ilauro Oliveira

 

 

Parece até piada de mau gosto, mas não é. Caberá a Marcus Vicente, ex-deputado federal pelo PP e presidente da Federação Capixaba de Futebol há quase 20 anos, exatamente desde 1994, decidir sobre a longevidade de Ricardo Teixeira na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). 

 

É que ele é um dos 27 presidentes de federações estaduais que decidem nesta quarta-feira se Ricardo Teixeira deixa de vez o comando da CBF, pressionado pela sociedade brasileira e por denúncias de corrupção.

 

A longevidade de Ricardo à frente da CBF só se confunde mesmo com a dos presidentes de federações, como é o caso do próprio Marcus Vicente que não permite a renovação no futebol capixaba, que atualmente pode ser considerado metaforicamente como de segunda divisão devido á péssima qualidade de clubes, times e estádios.

 

De acordo com informações do site UOL, Marcus já foi investigado pela CPI do futebol em 2000 por irregularidades em sua gestão e acusado de desvio de verbas da Federação.

 

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Contudo, e diante desse quadro de incoerências que vive o futebol  brasileiro, imagina-se que não deve haver mudanças que levem à sociedade o conhecimento dessa caixa preta em que se transformou o futebol brasileiro sob o comando de Teixeira com o apoio de vários presidentes de federações que se perpetuam no poder.

 

 

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Papel do Flamengo é liderar e não ser lobo de outros clubes

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“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Marcos 8:36

A vocação para a glória que faz do Flamengo um dos maiores clubes do mundo não pode ser confundida com arrogância e prepotência.

Este outro patamar onde o clube se encontra em relação a demais agremiações deve servir não apenas para levantar taças, mas também novos conceitos que atendam ao Flamengo e a todo futebol brasileiro.

De que serve ser uma superpotência futebolística e financeira se ao seu redor outros clubes de iguais tradições e histórias morrem com os cofres vazios?

A história linda do rubro-negro carioca não foi construída apenas de épicos embates contra Liverpool ou Boca Júnior. Nosso caminho de campeão foi trilhado ao longo do tempo contra o América, contra o Bangu, o Olaria, o Volta Redonda… e, claro, contra os três grandes do Rio de Janeiro.

É preciso que esses clubes, ou a maioria pelo menos, continuem vivos, e é tarefa do Flamengo ajudar nisso, colocando-se como um líder e facilitador de novos entendimentos comerciais que favoreçam a todos. Não igualmente, claro, mas proporcionalmente ao tamanho de cada um.

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Não com a soberba do presidente Rodolfo Landim, que a cada atitude que tem se coloca para o futebol brasileiro como um novo Eurico Miranda, mas com a humildade e seriedade do ex-presidente Bandeira de Mello que mostrou para nós que administrar é muito mais que apenas levantar taças.

Na gestão passada o rubro-negro deu exemplo pagando suas dívidas, limpando seu nome,  construindo uma nova relação com o torcedor e fazendo gestão honesta e transparente para criar confiança em investidores, estabelecendo assim patamares sólidos para que hoje chegasse aonde chegou.

Ao estabelecer uma nova relação com a Rede Globo, peitando seus interesses que nem sempre são favoráveis aos clubes, o Flamengo de agora ensina um novo caminho que pode gerar muitas coisas boas, não só do ponto de vista financeiro.

Uma delas é colocar fim ao nefasto horário estabelecido pela emissora para transmitir jogos durante a semana: religiosamente após suas telenovelas, lá para quase 22hs, horário em que pobres mortais trabalhadores já estão sonhando com o trânsito das 4hs da madrugada. Uma transmissão feita pelo próprio canal do clube, quando este for mandante, pode ter um novo horário mais adequado à realidade de um trabalhador e sem a ditadura televisiva.

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São pequenos passos a serem conquistados ao longo dos anos, mas não há dúvida de que o Flamengo se coloca como grande artífice desse novo momento pela grandeza de clube que se tornou. Pode-se, e deve-se, estar em um patamar acima dos demais, mas é bom para todos que os clubes tradicionais estejam igualmente fortes para que a velha rivalidade sobreviva.

Por isso cabe ao Clube Regatas Flamengo liderar esse processo pela força que tem. O rubro-negro será decisivo no novo formato do Campeonato Carioca do ano que vem. É preciso pensar em si, mas sobretudo ajudar agremiações menores.

O papel do Flamengo é ajudar a estabelecer um novo patamar para o futebol Carioca e Brasileiro, sem deixar de ser forte, mas sem se tornar o lobo de outros clubes. De que adianta ganhar o mundo e ver rivais próximos morrerem e levarem para seus túmulos as tradições e as histórias  que tão bem fazem ao futebol…. e ao Flamengo?

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