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Estado do Rio registra 16 mil casos de covid-19 em 24 horas

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O estado do Rio de Janeiro registrou nas últimas 24 horas mais 16.117 casos confirmados de covid-19. É um novo recorde no ano. Até então, o maior número de casos neste início de 2022 tinha sido registrado ontem (13), quando houve 12.837 ocorrências.

Os dados do cenário epidemiológico da pandemia no estado são disponibilizados em painel online mantido pelo governo fluminense. Ele é atualizado sempre às 17h. Além de registrar o recorde, os números desta sexta-feira (14) revelam um aumento nas hospitalizações. A taxa de ocupação dos leitos de enfermaria está em 29,3% e a de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para tratamento da covid-19 está em 25,2%. Esses percentuais mais que dobraram em dois dias.

O painel mostra ainda que mais nove pessoas morreram por complicações decorrentes da covid-19. Desde o início da pandemia, em março de 2020, 69,5 mil pessoas foram a óbito no estado. Em 2022, são 107 vítimas que não resistiram.

O avanço dos casos no estado do Rio, como em todo o país, é atribuído à disseminação da variante Ômicron. Especialistas apontam que ela é mais transmissível.

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Diante do alto número de contaminados, incluindo médicos, sistemas de saúde em países europeus onde a Ômicron já vinha se alastrando desde novembro enfrentam dificuldades. Na Espanha, Reino Unido e Itália, os hospitais estão sobrecarregados. Nos Estados Unidos, recordes de hospitalização também têm sido registrados, superando números de janeiro do ano passado.

No entanto, especialistas têm apontado que, proporcionalmente, o volume de infectados que precisam de hospitalização tem sido inferior ao registrado nas ondas anteriores. Há consenso na comunidade científica de que a vacinação tem contribuído significativamente para impedir casos graves. Uma pesquisa da Universidade de Cambridge, divulgada há duas semanas, apontou que a chance de evitar uma internação é 81% maior para quem tem pelo menos duas doses da vacina.

Na capital fluminense, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou há dois dias um balanço das hospitalizações. Conforme os dados apurados pela pasta, entre os pacientes atualmente internados por covid-19 na rede da cidade atrelada ao Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 90% não têm o esquema vacinal completo (incluindo a terceira dose) e aproximadamente 38% não tomaram nenhuma dose.

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Capital fluminense

Números do painel da cidade do Rio de Janeiro indicam um avanço impressionante da variante Ômicron. Já são 60.616 novas ocorrências em 2022. Significa que em apenas 14 dias, foram registrados 21,2% do total de casos observados em todo o ano de 2021. No ano passado, o município confirmou 285.610 infecções.

O número de óbitos, no entanto, não acompanha essa relação. Até agora, foram contabilizadas sete mortes em 2022, o que representa apenas 0,043% do registrado ao longo do ano de 2021.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Procon-SP fiscaliza preços abusivos de testes de covid-19

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O Procon de São Paulo está fiscalizando os preços dos testes de covid-19 em farmácias, hospitais e laboratórios. Segundo o órgão de defesa do consumidor, a fiscalização ocorre após denúncias de que testes para identificar infecção pelo coronavírus estariam sido comercializados a preços abusivos.

Nos locais fiscalizados, o Procon pediu informações sobre os testes disponíveis e os preços de cada um. As empresas têm que apresentar notas fiscais de compra de insumos e de prestação de serviços que justifiquem os valores cobrados dos consumidores. Estão sendo solicitados documentos desde novembro de 2021.

As empresas também devem informar o tempo médio de espera para exames agendados por plano de saúde ou pagos diretamente pelo consumidor. Além disso, são pedidos demonstrativos de quantos exames foram realizados em cada estabelecimento, com diferenciação dos pagos por planos de saúde e pelos pacientes.

Após análise dos documentos, o Procon avaliará se houve aumento abusivs dos preços aproveitando-se da alta demanda dos últimos meses. “Apesar de não existir regime de tabelamento, e de preços normalmente serem regulados pela lei da oferta e da procura, em hipóteses excepcionais de claro abuso da população em premente necessidade, pode haver intervenção do Estado. Os fornecedores que agirem de forma incorreta poderão ser punidos nos termos do Código de Defesa do Consumidor”, ressalta o diretor do Procon, Fernando Capez.

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Escassez

Na semana passada a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alertou para o risco de falta de testes para identificar infecção por covid-19. “Quando avaliamos notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil”, diz nota divulgada pela entidade na última quarta-feira (12).

De acordo com a Abramed, a alta demanda pelos testes está ligada à chegada da variante Ômicron, que levou a aumento considerável do número de casos da doença. “A alta transmissibilidade da variante Ômicron causou aumento exponencial de casos, o que vem demandando significativo aumento da  capacidade produtiva global de testes.”

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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