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Espírito Santo poderá ter Rota dos Queijos

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Criar no Espírito Santo a “Rota dos Queijos”, declarada como de relevante interesse turístico e cultural no município de João Neiva. Essa é a finalidade do Projeto de Lei (PL) 261/2022, apresentado pelo deputado Coronel Alexandre Quintino (PDT) na Assembleia Legislativa (Ales).

Na justificativa da proposição o parlamentar explica que João Neiva se destaca pela qualidade e diversidade dos produtos fabricados na região, em especial, dos queijos artesanais. “Turistas e residentes são atraídos pelos saborosos queijos, oferecidos nos estabelecimentos existentes no município, cada um com sua especialidade e diferencial na comercialização”, ressalta.

Quintino conta que a localização privilegiada e a extensão territorial compacta da cidade garantem a proximidade entre as queijarias, o que possibilita que a Rota dos Queijos proporcione aos turistas e moradores uma deliciosa viagem gastronômica. Ele comenta que, além dos queijos, os turistas podem experimentar outros produtos artesanais de João Neiva, como massas, biscoitos, doces, embutidos, bebidas e artesanatos, e ainda conhecer a arte da lutheria (construção de equipamentos musicais).

Outros atrativos do município levantados pelo deputado são as paisagens, a cultura e a história de João Neiva, bem como a arquitetura histórica dos antigos casarões, tipicamente italianos. “A Rota dos Queijos visa estimular toda essa cadeia produtiva e também outros setores, como hotelaria e o comércio local”, afirma.

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Em caso de aprovação e sanção do PL, a nova legislação passa a valer a partir da sua publicação em diário oficial.

Tramitação 

A matéria foi lida no Expediente para simples despacho da sessão ordinária do dia 7 de junho e encaminhada para as comissões de Justiça, Turismo e Finanças.

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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Política

Cultura conhece livro sobre Cotaxé

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A Comissão de Cultura conheceu na reunião desta segunda-feira (8) o livro “Palavras do Cotaxé”, apresentado pelo organizador da obra, Vander Costa. Lançado em 2021, o material reúne relatos de 36 pessoas que participaram de seminários realizados nesse distrito de Ecoporanga, entre 2013 e 2017, sobre os registros históricos locais e outros assuntos relacionados à luta pela terra. 

Álbum de fotos da reunião da Comissão de Cultura

Muitos dos temas abordados na obra têm relação com a resistência de camponeses locais que se uniram para enfrentar a repressão e armados defenderam as suas posses, analisou Vander. Segundo ele, esse episódio é pouco conhecido. “A gente sentia que era uma história pouco contada e queria levar para mais gente”, contou. 

Sobre esses conflitos, Vander revelou que o livro apresenta novas narrativas, diferentes do entendimento histórico tradicional. “O que tem mais impacto é justamente essa coisa de ter sido colocado em questão o Estado União de Jeovah”, revela. Além disso, “ninguém falava que o Udelino era negro”, completa o organizador, ao analisar a importância dessa liderança para o movimento negro. 

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O baiano Udelino Alves de Matos foi a autoridade político-religiosa responsável pela criação do Estado União de Jeovah, segundo os registros históricos conhecidos, nos anos de 1952 e 1953. O movimento não tinha autorização legal e envolveu a região do Contestado, área de 10 mil km² entre Minas Gerais e Espírito Santo reivindicada por esses dois estados.

Segundo Vander, havia necessidade dos interessados em ocupar as terras dos camponeses e posseiros e reprimir o movimento de Udelino. “Mas você tinha que criar uma narrativa que justificasse isso. Então você tinha que falar que o Udelino não respeitava um pacto federativo porque queria criar um novo estado naquela região”, afirmou. 

No entanto, nas palavras dele, “muito material” mostra que não é possível obter informação das pessoas falando do Estado União de Jeovah, inclusive o próprio Udelinio.

Embora a questão histórica tenha destaque na obra, ela não fica restrita a esse tema. “A ideia é que as pessoas falassem da sua experiência (nos seminários). Então alguns vão falar das palestras, outros das atividades culturais, outros vão falar da beleza natural”, explica Vander. 

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A presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), colocou o colegiado à disposição para a divulgação de trabalhos relacionados a Cotaxé na Assembleia Legislativa (Ales) e sugeriu que filhos e netos dos que vivenciaram o conflito também possam dar seus depoimentos na comissão. 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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