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Espírito Santo lidera venda de produtos no Brasil e no exterior; veja destaques

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Foto: GZ  

Ocupar uma área de apenas 0,54% do território brasileiro, representar pouco mais de 2% do PIB nacional e arrecadar somente 1,65% de todo o imposto recolhido no Brasil não são dados suficientes para inibir o potencial do Espírito Santo.

Mesmo, muitas vezes, sendo considerado o “patinho-feio” do Sudeste, o Estado prova por meio de seus negócios o quanto é gigante sob inúmeros aspectos. Para reforçar em que e onde os capixabas se destacam, A GAZETA levantou alguns setores e empresas que colocam o Espírito Santo como uma referência nacional e mundial.

De tradicionais segmentos da economia como a cafeicultura e a silvicultura, passando por áreas que ganharam destaque nos últimos anos, a exemplo das atividades de petróleo e gás, até produções mais inusitadas, como a fabricação de carrinhos-de-mão e instrumentos de sopro, o Espírito Santo desponta e ocupa o topo da cadeia competitiva entre milhares de empresas.

Um desses exemplos é a Metalosa, maior empresa do país quando o assunto é a produção de carrinhos de movimentação de cargas. O diretor-superintendente da companhia, Lúcio Dalla Bernardina, conta que a planta fabril, de 14 mil m2 em Colatina, produz mais de 800 mil unidades por ano e comercializa os produtos para todo o Brasil.

“E já estamos planejando vender para o mercado externo”, adianta o empresário ao frisar que para se tornar líder no segmento o segredo foi focar no cliente. “Desenvolvemos os produtos em parceria com grandes atacadistas e buscando entender qual era a necessidade do mercado”, acrescenta.

Outra gigante é a fabricante de caixas-d’água Fortlev. A liderança no seu nicho de atuação já fez com que a empresa investisse em seis fábricas, uma na Serra e outras cinco fora do Espírito Santo: em São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia.

Com um porte bem mais tímido, mas com uma história centenária e um reconhecimento mundial, a fábrica de instrumentos de sopro Pios Maurílio Coelho, em Cachoeiro de Itapemirim, produz por mês de 1.000 a 1.500 peças. O diretor da empresa e bisneto do fundador, Fábio Coelho Marins, frisa a característica artesanal dos produtos e a qualidade que os tornaram conhecidos. “Somos a principal fábrica de pios de aves do Brasil e do mundo”, orgulha-se.

Em diferentes áreas sobram “cases” de sucesso. Negócios ligados à agricultura, metalmecânica e rochas ornamentais são exemplos de quanto o Estado se faz presente no Brasil e no mundo afora. “O Espírito Santo ganhou destaque no mercado por conseguir firmar um parque de beneficiamento de alta tecnologia, com investimentos privados vultosos, pela beleza das pedras brasileiras e pela promoção internacional”, pontuou Olívia Tirello, superintendente do Centrorochas.

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O secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, enfatiza que outros setores tendem a crescer e ocupar lugar de destaque nos mercados interno e externo. “Empresas automotivas, de comércio eletrônico, indústria naval e tecnologia da informação são algumas que têm apostado no Espírito Santo e contribuído para fortalecer e expandir as oportunidades.”

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Marcos Guerra, ressalta que para o Estado continuar nesse caminho de sucesso, é preciso focar em investimentos que projetem produtos de maior valor agregado. “Também precisamos avançar, junto ao poder público, nas políticas de incentivo à exportação, e, claro, rever pontos que engessam o empresário, como a elevada carga tributária.”

Estado em destaque

Mamão papaya

 

 

Mamão. 12 mil toneladas/ano. Dado coloca o Espírito Santo como o maior exportador do país. O Espírito Santo ostenta o posto de maior exportador de mamão do Brasil. Em 2015 foram vendidos para fora do país US$ 15,33 milhões, com um volume de 12 mil toneladas. O Estado produz cerca de 360 mil toneladas anuais. A cultura concentra-se no Norte do Estado.

Plantio de pimenta-do-reino aumentou 50% no Estado apenas no último ano

Pimenta-do-reino. 2º maior. O Estado é o segundo maior produtor de pimenta-do-reino do país, respondendo por 15,38% de tudo o que é cultivado. Em 2015, a produção foi de 13,8 mil toneladas e em 2016 a previsão é de 12,7 mil toneladas. Foram exportados no ano passado, 11,8 mil toneladas, o que representou US$ 108 milhões.

Carrinho de mão

 

 

Carrinho-de-mão. 800 mil unidades por ano. Referência no Brasil quando o assunto é carrinho-de-mão, a empresa Metalosa é a maior do país no seu segmento. Com uma produção de mais de 800 mil carrinhos de movimentação de cargas por ano, a fábrica fica em Colatina, em uma área de 14 mil m2. Além dos carrinhos, a empresa também produz pias e cubas inox, baldes e caixas d’água, entre outros. Os carrinhos respondem por 40% do faturamento da empresa.

Caixa dágua

Caixas-d’água. Liderança na produção. Maior produtora de soluções em armazenamento de água do país, a capixaba Fortlev tem unidades na Serra (ES), Itatiba (SP), Araquari (SC), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Camaçari (BA). A empresa tem 1.400 empregados e um mix de mais de 250 produtos.

Saca de café

 

 

Café capixaba tem 75% da produção nacional. Líder na cultura do Conilon. Maior produtor brasileiro de conilon, o Estado responde por 75% da produção nacional do Robusta. Em 2015, foram colhidas 7,7 milhões de sacas. É o 2º maior produtor de café (conilon+arábica) do Brasil, com 22% da produção nacional e mais de 10 milhões de sacas por ano.

oilgas.jpg

Óleo & gás. 470 mil barris por dia. O Espírito Santo é o segundo maior produtor de petróleo e gás do país, com uma participação de 16% na produção nacional, atrás do Rio de Janeiro. Atualmente, são produzidos cerca de 470 mil barris de óleo equivalente por dia, a maior parte em mar por meio de plataformas.

pios.jpg

Fábrica de pios. Mais de 100 anos. Única na América Latina especializada na produção de pios de aves, a fábrica de pios Maurílio Coelho é de Cachoeiro de Itapemirim e tem 113 anos. São produzidas de 1.000 a 1.500 unidades, dentre um portfólio com 40 produtos. Os itens são vendidos no Brasil e no mundo, com clientes nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coreia.

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Estruturas metálicas. 90 mil toneladas por ano. Considerada uma das maiores fábricas do mundo para a fabricação de estruturas metálicas para geração e transmissão de energia e telecomunicações, a Brametal, em Linhares, conta com uma capacidade fabril de 90.000 toneladas por ano.

Mineração Guidoni: a empresa planeja ampliar e diversificar a produção de chapas de quartzo e beneficiamento de chapas de granito, em São Domingos do Norte. A previsão é que sejam investidos R$ 12 milhões, com criação de 36 empregos

 

 

Rochas ornamentais. 95% das vendas para o exterior saem do Estado. Com o maior parque de beneficiamento de rochas ornamentais do Brasil, com 320 teares multifios instalados, o Espírito Santo é o maior exportador de chapas e blocos do país, sendo responsável por mais de 95% das vendas de manufaturados para o exterior. Em 2015, as exportações desses materiais foram superiores a US$ 1 bilhão.

Pimpolho

Calçados infantis. Espírito Santo em mais de 40 países. Está em Vila Velha a empresa líder no país na fabricação de produtos para as primeiras fases do bebê, passando pela primeira infância até os 3 anos, a Pimpolho. Por ano, a marca comercializa mais de 10 milhões de produtos. Atende mais de 40 países com forte presença no Oriente Médio, Europa, África e América Latina, além de empregar mais de 1.000 funcionários.

Setor de celulose, papel e produtos de papel registraram queda de 8,9%

Celulose de eucalipto. 5,3 milhões de toneladas/ano. Também está no Espírito Santo a empresa líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria. A companhia tem capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas em Aracruz (ES), Três Lagoas (MS), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA). Além disso, em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel em Aracruz.

 

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Economia

Dia dos Pais: inflação dos presentes quase dobra em um ano, aponta FGV

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 Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta
Fernanda Capelli

Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta

Levantamento realizado a partir de 30 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI/FGV IBRE) indicou que os presentes e os serviços mais procurados para o Dia dos Pais subiram em média 12,21%, nos últimos 12 meses. O percentual ficou bem acima da inflação apurada para o mesmo período, que foi de 7,99%, após a deflação recorde apurada pelo IPC-DI para julho (-1,19%). No mesmo período do ano passado, essa mesma cesta acumulava aumento de 6,76%, abaixo da inflação geral daquele momento, que estava em 8,75%.

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O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Matheus Peçanha, responsável pelo levantamento, salientou essa aparente contradição entre a deflação mensal do índice e os preços crescentes da cesta : “Essa deflação de julho foi extremamente focada em itens bem específicos, principalmente combustíveis e energia, mas o índice de difusão (percentual de itens que subiram de preço) ainda continua acima de 60%, mostrando que a pressão inflacionária ainda está presente e disseminada. Dentro dos itens desta cesta de Dia dos Pais, por exemplo, apenas oito dos 30 itens tiveram queda de preço em julho, dentre eles, ironicamente, as passagens aéreas.”

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A ironia a que se refere o pesquisador reside no fato de que a pesquisa também mostrou que a inflação dos serviços teve a maior contribuição na cesta, subindo 19,82%. E essa alta foi puxada pelas passagens aéreas, cujos preços avançaram 72,78% nos últimos 12 meses. “O fim da temporada de férias aliado à redução nos custos do QAV e do GAV (combustíveis das aeronaves) proporcionaram uma deflação de quase 20% nas passagens aéreas em julho, mas ainda não é o suficiente para compensar a alta acumulada que estava em mais de 100% no mês anterior”, comenta Peçanha. Também na cesta de serviços, o fim das restrições sanitárias permitiu o reajuste desses itens com o retorno da demanda, de modo que hotéis (9,64%), restaurantes (8,99%), e cinemas (8,65%) tiveram aumentos significativos. Em menor nível, excursões e tours (6,09%), teatros (3,79%) e shows musicais (0,13%) também sofreram alta.

Pelo lado dos produtos mais comumente escolhidos como presente, a cesta de 23 bens duráveis e semiduráveis teve um aumento médio de 6,72%. As principais altas vieram do setor têxtil: roupas masculinas (12,69%), calçados masculinos (12,34%), cintos e bolsas (9,48%) e roupas de cama, mesa e banho (9,44%). A alta do algodão na esteira da crise das cadeias globais de valor ao longo desse último ano foi a principal causa desses aumentos.

Outras altas notáveis na cesta foram registradas em material para reparos de residência (11,08%), móveis para residência (10,49%), geladeiras e freezers (9,06%) e ar-condicionado (8,13%).

Var.% acumulada em 12 meses

Itens selecionados Ago/21 a Jul/22 Ago/20 a Jul/21

  • PASSAGEM AÉREA 72,78 64,73
  • HOTEL 9,64 0,19
  • RESTAURANTES 8,99 4,49
  • CINEMA 8,65 0,00
  • EXCURSÃO E TOUR 6,09 1,05
  • TEATRO 3,79 0,00
  • SHOW MUSICAL 0,13 0,00
  • ROUPAS MASCULINAS 12,69 2,76
  • CALÇADOS MASCULINOS 12,34 4,23
  • MATERIAL PARA REPAROS DE RESIDÊNCIA 11,08 12,60
  • MÓVEIS PARA RESIDÊNCIA 10,49 5,06
  • CINTO E BOLSA 9,48 1,12
  • ROUPAS DE CAMA, MESA E BANHO 9,44 8,18
  • GELADEIRA E FREEZER 9,06 5,96
  • AR CONDICIONADO 8,13 4,60
  • MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS 7,21 5,71
  • FORNO ELÉTRICO E DE MICRO-ONDAS 6,27 5,45
  • VENTILADOR E CIRCULADOR DE AR 4,85 5,17
  • DESODORANTE 4,21 3,66
  • PRODUTOS PARA BARBA 3,92 5,74
  • RELÓGIO 3,75 -0,24
  • FOGÃO 3,66 -1,79
  • APARELHO DE TV 3,65 6,74
  • LIVROS NÃO DIDÁTICOS 2,73 -0,95
  • BICICLETA 2,51 6,35
  • COMPUTADOR E PERIFÉRICOS 2,12 3,24
  • APARELHO TELEFÔNICO CELULAR 1,30 -1,21
  • APARELHO DE SOM 1,06 2,43
  • ARTIGOS ESPORTIVOS 0,16 1,90
  • PERFUME -0,68 3,61

Fonte: IG ECONOMIA

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