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Especialistas da saúde dizem se irão frequentar comércio reaberto

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Reabertura do comércio causou aglomeração em alguns locais, contrariando as recomendações sanitárias
Gilson Machado

Reabertura do comércio causou aglomeração em alguns locais, contrariando as recomendações sanitárias

Com a reabertura da atividade comercial em São Paulo , após quase 3 meses de serviços fechados, há ainda insegurança por parte da população por retornar à “normalidade”, principalmente pelo fato da flexibilização se consolidar em um período em que vemos aumentar os casos de infecção e óbitos pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). O iG conversou com alguns médicos e observou que há receio inclusive por parte dos especialistas.

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O epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro conta que mantém a recomendação de sair apenas quando necessário. “Continuo evitando tudo o que é possível. Toda minha compra de equipamentos é online, assim como também não tenho frequentado lojas e shoppings centers. Procuro me deslocar só até o trabalho e, quando muito necessário, para comprar alimentos”, afirma.

Para ele, apesar da flexibilização das medidas, a mensagem deve seguir a mesma: “ficar em casa o quanto puder e, se tiver que sair, se proteger adequadamente, com distanciamento, higienização e uso de máscaras”.

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Já Daniel Junger, infectologista especialista em Virologia Clínica e Doenças Infecciosas pela Fiocruz, aceita sair para visitar locais que estão seguindo as recomendações corretamente.

“Saio apenas o necessário e onde as recomendações estão sendo cumpridas, com o distanciamento social sendo praticado corretamente. Não vou a lugares que observo distância menor que um metro e meio entre as pessoas, nem onde vejo pessoas sem máscara ou fazendo o uso inadequado delas”, diz. “Também evito locais onde eu não consiga higienizar as mãos”, continua.

O infectologista afirma que os shoppings representam risco ainda maior que o  comércio de rua descentralizado, mesmo com limite de ocupação.

“Nos shoppings, geralmente, o risco é maior, pois é um ambiente fechado e as partículas virais podem permaner por mais tempo no ar. Por isso, tem que ter uma restrição de pessoas na entrada bem fiscalizada, e a regra de distanciamento — em torno dos dois metros — tem que ser seguida. Se as normas determinadas pelo gestores, prefeitos e secretários de saúde forem cumpridas, o risco é menor”, explica.

O professor e médico infectologista Álvaro Costa levanta um alerta para a questão das máscaras. Para ele, é um desafio a  utilização massiva e correta do equipamento.

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“É um grande desafio que a população utilize a máscara de forma adequada durante todo o período que estiver na rua, em shoppings ou mesmo dentro do ambiente do trabalho. Tirando a população asiática, o resto da população global ainda não está totalmente adaptada, e aqui em São Paulo e no Brasil da mesma forma. Não é só adesão, é saber usar, saber trocar na periodicidade certa, são vários desafios. Para ser eficiente, o equipamento tem que ser utilizado da maneira correta”, aponta Álvaro.

O infectologista diz, ainda, que a flexibilização em São Paulo pode não ter sido pensada no momento ideal, do ponto de vista epidemiológico.

“O momento ideal para a retomada seria quando tivéssemos uma decrescente na curva epidemiológica e uma capacidade com folga de leitos de UTI. O que vemos é uma capacidade de UTIs razoável na capital paulista, mas não um declínio de casos e óbitos”, declarou.

O epidemiologista José Geraldo Leite reforça e prevê que os estabelecimentos podem ter que fechar as portas em pouco tempo, caso haja explosão de casos.

“É possível que fiquemos com altas taxas de infecção ainda durante alguns meses. A flexibilização pode agravar a situação e, à medida que a ocupação dos leitos for batendo em torno dos 90%, teremos novos fechamentos.”

Fonte: IG SAÚDE

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Casagrande pinta o elefante branco de Cachoeiro com as cores da vida

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A briga cega nas redes sociais não tem sequer permitido que pessoas de bem silenciem por instantes agressões gratuitas contra adversários para aplaudir ações benéficas para toda a sociedade.

Enquanto gabinetes que orquestram e semeiam o ódio, tanto de direita quanto de esquerda, tentam entrar na mente do eleitor para denegrir concorrentes e obter ganhos políticos, a vida segue carecendo de ser mais bem cuidada.

Faltaram mãos respeitosas para aplaudir a abertura de 60 leitos no hospital do Aquidabãn nesta segunda-feira, dia 29 de junho. Pior: faltaram olhos sensíveis para enxergar que o dia passou a ser histórico para Cachoeiro.

O governador Renato Casagrande, cuja atuação política tem sido tão combatida principalmente por grupos de extrema direita ligados ao presidente Bolsonaro, tirou do papel uma obra que se arrastava por 16 anos, ou há quase duas décadas. Uma obra que vai salvar pessoas.

Pálido, sem utilidade, e sem funcionar, o local recebeu do então deputado federal Camilo Cola o epíteto irônico de elefante branco. E era mesmo. Até 29 de junho de 2020. Não é mais. A cidade ganhou um novo hospital, mas muita gente cega pelo ódio político não conseguiu ver essa maravilha.

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Lá não há paredes vermelhas dos comunistas, e nem verdes e amarelas dos bolsonaristas. Casagrande pintou com as cores da vida um elefante que era branco até então.

Não tenho dúvidas que sob as bênçãos de São Pedro, com o comando competente das pessoas de bem do Hospital Infantil de Cachoeiro, e com o apoio financeiro do Governo do Estado, o Hospital do Aquidabãn será um local abençoado e com o firme propósito de salvar pessoas.

Sejam elas da esquerda ou da direita.

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“Aquele era o tempo em que as sombras se abriam / Em que homens negavam o que outros erguiam” – Pedro Abrunhosa (Quem me leva os meus fantasmas)

 

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