Análise Política

Erick Musso mancha sua curta biografia

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Aos 35 anos, com sorriso largo e fala mansa, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), tem percorrido o Espírito Santo apresentando-se como “o novo” na política. Trabalha seu nome como pré-candidato ao Governo do Estado.

Mas o episódio desta sexta-feira 13 de maio mancha seu currículo de forma macabra, revelando aos capixabas um jovem que utiliza de práticas antigas para, ao que tudo indica, alcançar seus objetivos.

Digo isso porque não há nenhuma outra explicação plausível que justifique a exoneração em massa de todos os comissionados indicados pelo deputado Alexandre Xambinho (PSC) na Mesa Diretora da Casa.

Foram 12 exonerações de pessoas ligadas a Xambinho, coincidentemente após um ato de prestação de contas do deputado em que esteve presente o governador Renato Casagrande (PSB), adversário do presidente.

A presença do socialista no evento daquele que até então era tido como aliado de Musso aparentemente é a única justificativa que o mercado político enxerga para tal atitude do comandante da Assembleia.

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Se não foi retaliação política a Xambinho pela sua aproximação com o governador, o que foi então? Musso, que trabalha para disputar contra Casagrande nas próximas eleições, precisa explicar o motivo se quiser minimizar o impacto negativo de seu ato administrativo.

A imagem do presidente sai arranhada não só junto a população, mas também junto a seus próprios pares. Dois deputados ouvidos revelaram-se aterrorizados com a atitude inesperada e, até então, injustificada do presidente.

Como se sabe, Casagrande goza de amplo apoio entre os deputados. A pergunta que fica é a seguinte: qual o tratamento que será dado àqueles que resolverem seguir com o governador na sua provável disputa pela reeleição?

Ainda jovem, e portanto de biografia curta, Erick Musso conseguiu manchá-la rapidamente. Revelou-se nesse episódio com Xambinho, um político temperamental, e aparentemente de pouco respeito ao contraditório.

Ou explica convincentemente o motivo das exonerações, ou terá grande dificuldade de aglutinar lideranças em torno de seu projeto. Quem se aventurará a estar ao lado de um político que exercita o poder com mão de ferro e práticas antigas?

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Essa é a imagem que está escancarada para os capixabas hoje. E a imagem ficou tão ruim que nenhum sorriso largo conseguirá, por si só, melhorá-la. É preciso respostas convincentes.

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“No presente a mente, o corpo é diferente /E o passado é uma roupa que não nos serve mais” – Velha Roupa Colorida (Belchior)

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Análise Política

Crescimento de Zé Lima em Itapemirim se explica pelo trabalho

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Itapemirim ferve com a eleição do próximo dia 5. E com todo respeito ao candidato Niltinho (PSDB), mas pelo volume das campanhas que se vê na rua, dá pra dizer sem medo que hoje o pleito está polarizado entre Dr. Antonio (PP) e Zé Lima (PDT).

E é necessário explicar que a posição dos nomes está nessa sequencia por ordem alfabética, mas não necessariamente pela preferência entre os eleitores, já que não dá mais para saber qual dos dois lidera a disputa.

O que se sabia há vários dias, sobretudo no início da campanha, que Antonio liderava. Normal, já que vinha de uma disputa recente contra Dr. Thiago (Republicanos) onde tinha sido muito bem votado. Então, boa parte dos eleitores seguiu o fluxo dos votos da eleição anterior.

Mas hoje a verdade é que Zé Lima cresceu muito e por vários motivos. Em síntese, o Zé do povo, como tem sido chamado, foi pra dentro da disputa com um ânimo que pouco se vê nos olhos de Antonio.

Podem se apenas estilo, enquanto Antonio é mais calmo e passa mais tranquilidade, o Zé é mais efervescente, mais vibrante.  E isso pode não parecer nada, mas é meio como aquela partida de futebol onde um carrinho durante o jogo pode determinar uma vontade a mais do jogador e incendiar a torcida. Então é isso, Zé Lima é o jogador que incendiou o jogo com uma vontade fora do normal para vencer. Enquanto que Antonio continua com o futebol cadenciado e pouco empolgante.

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Mas metáforas futebolísticas à parte, tecnicamente há sim uma fator em especial que conta em favor desse crescimento de Zé Lima na disputa. O prefeito em exercício deu conta do recado na cadeira que ocupou por decisão da Justiça Eleitoral.

Em poucos dias no posto Zé Lima botou o bloco na rua, realizou mutirões, deu sequencia nas obras, chegou pra perto dos servidores pagando seus direitos, não deixando a peteca cair. As máquinas continuaram atendendo os produtores rurais e a prefeitura manteve a normalidade administrativa. Por exemplo, em seu diário oficial as licitações, as nomeações, não pararam um dia sequer.

Para quem está de fora vendo, isso chama-se gestão. E o povo percebe. Tanto é assim que hoje ele divide com Antonio o favoritismo ao pleito, posto que anteriormente era apenas de Antonio.

Em pouquíssimo tempo com o poder nas mãos Zé Lima mostrou seu trabalho, ganhou a confiança do eleitor, e isso certamente é seu maior mérito e condição principal para justificar essa arrancada eleitoral.

Era apenas um vereador e hoje um nome político de respeito em Itapemirim, com condições plenas de vencer a eleição. E mesmo que isso não aconteça, conseguirá se consolidar como figura de futuro político na cidade, haja vista que daqui a dois anos teremos outra eleição e certamente ela passará por ele.

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Zé Lima soube trabalhar o peso da máquina administrativa em seu favor. E isso embora possa ser motivo de críticas pelos adversários, também pode ser considerado mérito por aqueles que olham o pleito à distância, isentos, e sem torcer para um ou outro. Saber jogar também é virtude na política. E Zé Lima sabe.

Fato é que a eleição temporã está indefinida em Itapemirim. Enquanto a campanha de Dr. Antonio segue técnica, fria, sem empolgação, a de Zé Lima agita, incendeia. Se isso será suficiente para a vitória, só dia 5 poderá dizer.

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Um outro fator tem pesado por lá nessa eleição: os apoios. A população de Itapemirim tem ojeriza aos Ferraços. E pelo que se diz lá, tanto Theodorico quanto Norma apoiam Dr. Antonio e isso pesa negativamente entre os eleitores.

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Por falar em apoios, os ex-prefeitos Dr. Thiago Peçanha e Dr. Luciano sumiram da cidade e da eleição. Tomaram Doril.

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“Não cante vitória muito cedo, não / Nem leve flores para a cova do inimigo / Que as lágrimas do jovem são fortes como um segredo /Podem fazer renascer um mal antigo” – Não Leve Flores (Belchior)

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