Política

Entrevista: Aletusa Rangel Werneck

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A pandemia do novo coronavírus alterou substancialmente a vida de todos. As rotinas de trabalho foram amplamente modificadas. Quando você notou que o problema tinha chegado efetivamente na sua vida?

Por ser algo nunca vivido, só fui realmente notar toda mudança trazida pelo novo coronavírus quando vi comércio fechado, clima de medo nos supermercados e farmácias, escolas fechadas e trabalhos presenciais suspensos. Percebi que era muito mais sério do que poderia se imaginar.

Já em meados de março a Assembleia adotou o regime de teletrabalho. Como foi para você? Quais as vantagens e desvantagens? Tinha alguma experiência anterior nessa modalidade? 

O teletrabalho foi a única solução possível nesse momento que estamos vivendo, para mim trouxe um sentimento de segurança uma vez que ficaríamos resguardados nos nossos lares. Uma grande vantagem é não enfrentar trânsito diário economizando tempo, estar perto da família, flexibilidade de horário e uma desvantagem é não ter uma estrutura em casa de um setor administrativo. Essa foi a minha primeira experiência nessa modalidade de home office.

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Você precisou ir alguma vez nas dependências da Ales ou está integralmente no teletrabalho? Como está a relação com os colegas de trabalho? Eles relatam alguma dificuldade?

No início estávamos trabalhando integralmente por home office, atualmente, estamos na modalidade presencial e teletrabalho. O relacionamento com os colegas sempre foi muito bom, trabalhamos sempre em equipe, o que favoreceu nesse tempo uma relação cordial. Conseguimos manter todo serviço em dia sem perda de prazo e uma interação muito boa dos servidores tanto do setor em que trabalho quanto com os demais setores aos quais somos ligados indiretamente.

Como conciliar a rotina de trabalho em casa com as demais questões do ambiente familiar (filhos, parentes, vizinhos etc)?

Um grande desafio diário, acredito que a palavra para definir seria reinventar. A verdade é que ninguém teve como se preparar para trabalhar e estudar em casa, então, temos que adaptar o horário de reuniões, aulas e as atividades individuais para que todos consigam seus objetivos sem prejuízo. Bem cansativo, mas nada que seja impossível.

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Você acredita que o teletrabalho pode ser uma alternativa para parte da Assembleia mesmo após a liberação do retorno presencial de forma ampla? Como acha que vai ser quando voltar a exercer seu trabalho de maneira presencial?

Acredito ser possível a continuação do teletrabalho, pois conseguimos realizar todas as atividades de forma remota sem prejuízo para o andamento da casa. Acredito que será um tempo trabalhoso para organizar toda parte feita na modalidade de teletrabalho para montagem dos processos físicos, mas assim como conseguimos manter todo serviço a ser executado, acredito que o retorno será da mesma forma.

Quais cuidados você toma quando precisa sair de casa para realizar outras atividades?

Álcool em gel, máscara, distanciamento quando possível e evito andar de elevador.

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Política

Matéria reforça medidas contra corrupção

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O deputado Carlos Von (Avante) protocolou o Projeto de Lei (PL) 483/2020 que versa sobre a prevenção da corrupção e suborno no Espírito Santo. A matéria acrescenta dispositivos à Lei n° 10.793/2017, que instituiu o Código de Conduta e Integridade, a ser observado pelos fornecedores de bens e prestadores de serviços ao Estado.

A lei a ser alterada define como normas de conduta o cumprimento dos contratos e afins, com prestação de informações precisas e completas; o relacionamento respeitoso com as instituições públicas e seus servidores; cumprimento rigoroso da legislação vigente, obediência às determinações dos órgãos de controle e não obstrução da fiscalização dos poderes públicos.

A norma determina, também, a não disseminação de informações incorretas ou sigilosas relacionadas aos contratos, cumprimento de compromissos assumidos em questões ambientais, além do alcance de metas relacionadas ao meio ambiente. Ainda determina que sejam informados, imediatamente, às autoridades, eventuais atos ilícitos de que se tenha conhecimento.

A propositura de Von, caso aprovada e sancionada, acrescentará o inciso X e parágrafo único ao Artigo 6º, que trata das normas gerais de conduta a serem obrigatoriamente observadas pelos fornecedores.

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O novo inciso prevê que seja implementado e mantido “sistema de gestão com certificação reconhecida pelas autoridades normatizadoras destinado à prevenção e à identificação de atos corruptivos e práticas de suborno de seus funcionários, sócios e administradores”.

Já o parágrafo único.obriga o cumprimento do estabelecido no inciso X por microempresas com contrato administrativo firmado com o poder público, cujo valor global seja igual ou superior a R$ 300 mil. O sistema de gestão também deverá ser implantado por “empresas de pequeno, grande porte e demais, em quaisquer hipóteses contratuais”, diz o texto.

O deputado propõe, ainda, que seja incluído parágrafo 5º ao art. 11, da referida lei. Tal artigo trata de sanções para casos de descumprimento da norma. Atualmente, há previsão de multa que pode chegar a até 20% do faturamento bruto; perda de bens, direitos e outros valores; interdição das atividades; dissolução compulsória da empresa; e proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras públicas por até cinco anos.

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O novo parágrafo define como atenuante na aplicação das sanções administrativas e civis a demonstração, por parte da empresa fornecedora de bens e serviços à administração pública, “de prévia implementação e manutenção de sistema de gestão devidamente certificado, destinado à prevenção de atos corruptivos e práticas de suborno e demais ilicitudes descritas”, diz o texto.

“Nossa intenção é fortalecer o Código de Ética e Integridade do Estado do Espírito Santo destinado às empresas fornecedoras de bens e serviços à Administração Pública consistente na obrigatoriedade de estas implantarem e manterem sistema devidamente certificado de prevenção de atos corruptivos e antissuborno na gestão dos procedimentos internos e externos da pessoa jurídica”, diz o autor na justificativa da matéria.

Tramitação

A matéria foi lida na sessão ordinária do dia 14 de setembro e encaminhada às comissões de Justiça, Ciência e Tecnologia, Segurança e Finanças. Caso seja aprovada e sancionada pelo Executivo, entrará em vigor na data de publicação em diário oficial.
 

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