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Endometriose pode causar cansaço extremo e impactar qualidade de vida

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Pacientes com endometriose têm duas vezes mais chances de serem suscetíveis à fadiga e ao cansaço
Andrea Piacquadio/Pexels

Pacientes com endometriose têm duas vezes mais chances de serem suscetíveis à fadiga e ao cansaço

endometriose é caracterizada como uma inflamação que impacta as células do endométrio, que são as paredes que revestem as paredes uterinas, e faz com que elas cresçam para fora do útero, o que pode comprometer outros órgãos. A doença é crônica e pode ter diversos efeitos nocivos, como fortes cólicas, dores crônicas e até infertilidade. No entanto, o cansaço também pode comprometer significativamente quem tem a doença.

Pessoas que sofrem de endometriose têm duas vezes mais chances de serem suscetíveis à fadiga e ao cansaço, segundo pesquisa realizada pelo Hospital Universitário de Zurique, na Suíça.

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“A doença traz como consequência a diminuição da vida social, a queda no desempenho das atividades sociais e a falta de disposição. Isso atrapalha a rotina e cria obstáculos na busca pelo diagnóstico”, explica Marcos Tcherniakovsky, o ginecologista e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).

O médico complementa que essa dificuldade na busca do diagnóstico pode causar uma piora no quadro, já que pode levar, em média, de sete a oito meses para a endometriose ser descoberta.

Como a endometriose pode intensificar o cansaço?

A ginecologista Taís Calomeny explica que a endometriose é uma doença inflamatória estrogênio-dependente (ou seja, depende do estrogênio para se desenvolver) que cria um desequilíbrio de agentes oxidantes.

“Temos no organismo os radicais livres e alguns agentes oxidantes, que se equilibram. Várias estruturas do corpo produzem radicais livres e inflamação e os agentes oxidantes são produto de várias alterações e processos fisológicos”, explica a médica.

O problema acontece quando existe um aumento da produção de radicais livres e não existe uma proporção de agentes oxidantes para neutralizá-los, que é o que ocorre no caso da endometriose. A inflamação crônica aumenta o desequilíbrio, chamado de estresse oxidativo. Isso atrapalha a produção de algumas substâncias nas mitocôndrias, que são células responsáveis pela criação de energia.

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“Então, essa deficiência na produção de substâncias nas mitocôndrias gera essa sensação de fadiga e cansaço, muito observada nas pacientes com endometriose”, aponta Calomeny. Nesses casos, o importante é realizar a diminuição do estresse oxidativo, voltando a equilibrar os radicais livres com os agentes oxidantes.

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Dores intensas podem cansar o corpo

Os desconfortos da endometriose, como dor pélvica intensa, cólicas e inchaços abdominais, também podem fazer com que a pessoa se sinta prejudicada e, consequentemente, mais cansada. “Em casos mais avançados ou dependendo da relação da mulher com o diagnóstico, ela automaticamente se sente incapacitada de realizar determinadas situações”, pontua Tcherniakovsky.

Esses quadros específicos podem levar ao impacto da saúde mental e deixa a paciente suscetível ao desenvolvimento de transtornos como depressão, ansiedade e irritabilidade. O ginecologista afirma que esses problemas comprometem a continuidade de atividades profissionais e pessoais.

“Há dados que mostram que uma mulher com quadro de endometriose grave só produz propriamente no trabalho de 10 a 20 horas semanais, nos casos de carga horária de 40 a 50 horas por semana. Além disso, ela não produz por uma hora por dia. Se permanecer assim, ela passa, basicamente, um mês sem trabalhar por ano”, ilustra o médico.

A dor psicológica também implica nesse processo: “A questão da fertilidade, por exemplo, pode causar uma dor muito grande, porque no final das contas a decisão de ter filhos acaba não sendo só daquela pessoa. Existem ainda os problemas de autoestima, já que a endometriose mexe com a libido e com a forte dor na hora da relação sexual. Isso gera ansiedade e sentimentos de culpa, pois deixam de sentir vontade ou passam a ter medo de sentir dor. A paciente deixa de ter prazer com uma coisa que deveria ser prazerosa”, explica Calomeny.

“Esse tipo de ansiedade e nervosismo pode acabar mudando a própria imunidade daquela pessoa. Ela se sente muito mais suscetível a ter qualquer outra doença em que a imunidade atua. Quanto mais pra baixo a pessoa estiver e quanto mais a parte psicológica estiver abalada, talvez mais a endometriose ganhe um espaço naquele corpo”, complementa Tcherniakovsky.

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A própria dor constante gera as alterações psicológicas que podem levar ao estresse oxidativo, resultando no cansaço e levando à piora do quadro. Portanto, a fadiga se torna uma possível consequência da endometriose.

Como diferenciar transtornos psicológicos do cansaço consequente da endometriose?

Calomeny aponta que é na conversa entre médico e paciente que é possível discernir se aquele cansaço está realmente ligado à inflamação derivada da endometriose ou se está relacionada a outro tipo de transtorno. “Existem questionários específicos que podemos aplicar nas pacientes para compreender isso”, aponta a médica. Esses questionários podem ser respondidos antes mesmo da instituição de linhas de tratamento para observar o acompanhamento da evolução da melhor maneira.

Como otimizar o tratamento?

Para tratar a endometriose em si, é possível pensar em diversas linhas de tratamento. Tcherniakovsky explica que o método mais usado é o uso de medicações para bloquear a menstruação, como anticoncepcionais e DIU hormonal ou implante de hormônio. Analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser administrados.

Se o tratamento clínico não for suficiente, pode ser necessário passar por videolaparoscopia ou videolaparoscopia convencional, cirurgias consideradas simples. “Outra situação para a recorrer à cirurgia é a infertilidade, pois a cirurgia pode melhorar isso. Caso haja piora do quadro ou outros órgãos sejam comprometidos, como intestino, bexiga, apêndice ou diafragma, também deve ser realizado um procedimento”, aponta o médico.

No entanto, Calomeny aponta que também é importante que exista um acompanhamento multidisciplinar para reduzir os desconfortos ao longo do tratamento. Psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e psiquiatras são outros especialistas que podem ter impacto positivo no tratamento da endometriose e na redução do estresse inflamatório.

No caso do cansaço, a suplementação pode auxiliar os agentes oxidantes a entrarem em equilíbrio, reduzindo a fadiga. “É necessário também que haja mudança no estilo de vida, uma dieta inflamatória para não prejudicar a questão do estresse oxidativo, meditação, suporte emocional, bom sono e o bom funcionamento do intestino”, aponta a ginecologista.

“A prática de exercício físico pode melhorar a capacidade de uma pessoa ter vontade de realizar as atividades normais pela liberação de endorfina, que é um anti-inflamatório natural muito bom e potente no corpo. Por isso, é altamente recomendado”, complementa Tcherniakovsky.

Fonte: IG Mulher

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Novo estudo identifica três tipos de orgasmo feminino

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Os orgasmos receberam o nome de
Ana Melo

Os orgasmos receberam o nome de “onda”, “avalanche” e “vulcão”

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine.

Os nomes se referem à maneira como os movimentos do assoalho pélvico ocorreram durante a preparação para o orgasmo e a liberação da tensão no orgasmo.

Os cientistas caracterizaram como “onda” quando o assoalho pélvico apresenta ondulações ou contrações sucessivas de tensão e liberação no orgasmo. Já a “avalanche” ocorre quando há uma tensão mais elevada do assoalho pélvico com contrações que diminuem a tensão durante o orgasmo. Já o “vulcão” é caracterizado pelo assoalho pélvico permanecendo em uma tensão mais baixa antes de aumentar drasticamente no clímax.

Para o estudo, 54 mulheres usaram um vibrador conectado por Bluetooth, chamado Lioness, detecta a força das contrações do assoalho pélvico em dois sensores laterais, para que esses padrões possam ser analisados.

As mulheres, que realizavam as tarefas em casa, foram instruídas a se masturbarem até chegarem ao orgasmo e desligar o aparelho dois minutos após alcançarem o clímax. As voluntárias repetiram as ações por vários dias. Elas também foram solicitadas a realizar um teste de controle, no qual inseriam o vibrador, mas não se estimularam.

Os resultados apontaram que quase 50% das mulheres (26) tiveram orgasmos de “onda”, enquanto 17 tiveram “avalanches” e 11 tiveram “vulcões”.

Uma descoberta importante foi que cada mulher experimentou consistentemente apenas um dos três tipos. Alguém que tem um padrão de orgasmo provavelmente não será capaz de experimentar nenhum dos outros, embora não tenha sido estabelecido se isso é ou não possível ter outros movimentos do assoalho pélvico ou se isso é apenas menos comum.

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“Estamos fazendo um estudo de longo prazo de mulheres usando o Lioness para ver como esses diferentes padrões de orgamos são experimentados, quais são os níveis de prazer e de onde vem a estimulação que os induz”, disse James Pfaus, professor de neurociência da Universidade Charles e principal autor do estudo, em comunicado.

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Fonte: IG Mulher

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