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Empreendedorismo cresce na pandemia; número de assalariados cai

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Empreendedorismo cresce na pandemia; número de assalariados cai
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Empreendedorismo cresce na pandemia; número de assalariados cai

O agravamento da crise econômica em meio à pandemia de Covid-19 levou ao aumento substancial do chamado ‘empreendedorismo por necessidade’. Com a perda do emprego e, sem a conquista de novas oportunidades, milhares de brasileiros apostaram as fichas em empreendimentos próprios para compor a renda. É o que aponta a pesquisa Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2020, e foram divulgados nesta quinta-feira (23) pelo IBGE.

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Enquanto 825,3 mil postos de trabalhos formais foram perdidos no país em 2020 frente a 2019, o número de empresas no país cresceu 3,7%, puxado pelo aumento da parcela de empresas sem pessoal assalariado que avançou 4,3% no período. Segundo pesquisadores, foi a primeira vez em treze anos de pesquisa que a queda no número de assalariados ocorreu simultaneamente a um aumento expressivo no número de empresas.

Houve um incremento de cerca de 227,3 mil empresas compostas apenas por sócios e proprietários, ou seja, sem a contratação de mão de obra assalariada, chegando a 7,3 milhões nessa condição. Já o número de empresas com assalariados amargou perda em todas as faixas: empresas com um a nove assalariados (-0,4%), 10 a 49 empregados (-5,3%), 50 a 250 pessoas (-2,3%) e mais de 250 pessoas (-1,0%).

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Segundo o IBGE, esse movimento pode ter sido ocasionado por demitidos que tentaram abrir seu próprio negócio ou por quem buscava compensar suas perdas de renda.

“É o chamado empreendedorismo por necessidade. E geralmente acontece em setores que demandam menos capital intensivo”, explica Thiego Ferreira, gerente da pesquisa.

No recorte por setor, a maior queda percentual de assalariados foi observada no segmento de alojamento e alimentação (-19,4%), retração recorde dessa atividade na série histórica iniciada em 2007. Em seguida aparece o setor de artes, cultura, esporte e recreação com recuo de 16,4%, também recorde na série histórica.

A pesquisa também mostra que o salário médio pago pelas empresas do país caiu 3% em 2020 frente a 2019, chegando a 2,9 salários mínimos. Já a massa salarial ficou em R$1,8 trilhão, recuando 6% frente a 2019, a maior queda na série histórica da pesquisa intensificada pela redução no número de assalariados.

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Medidas emergenciais voltadas ao emprego amorteceram redução de pessoal nas empresas

A pesquisa também mostra que, apesar dos duros impactos da pandemia, a redução de pessoal assalariado não foi a menor da série histórica. Enquanto em 2020 houve uma queda de 1,8% no pessoal ocupado, quedas maiores foram registradas há alguns anos durante a crise econômica. Em 2015, a retração dessa parcela foi de 3,6%, enquanto em 2016 foi de 4,4%.

De acordo com o IBGE, as medidas emergenciais anunciadas pelo governo durante o período mais duro da pandemia podem ter contribuído para amortecer a redução de pessoal nas empresas. É o caso do Programa de Manutenção de Emprego e Renda, que teve 9,8 milhões de trabalhadores beneficiados em 2020 e 517 mil empresas beneficiadas com liberação de R$ 37,5 bilhões.

O auxílio emergencial também contribuiu positivamente para conter a queda, já que permitiu a manutenção do consumo por parte de trabalhadores informais e deu alguma sobrevida às empresas. 

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília
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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Por reajuste salarial e reestruturação de carreira, servidores do Banco Central realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (4) em frente à sede da autarquia, em Brasília. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes, de acordo com o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central).

Atos também aconteceram em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

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O dia 4 de julho foi o escolhido por ser a  data limite para que o governo federal pudesse conceder reajuste salarial a servidores públicos em razão do prazo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a elevação de gasto com pessoal nos últimos 180 dias de mandato.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), no entanto,  já havia descartado reajuste salarial para o funcionalismo público neste ano.

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No último encontro, os servidores do BC decidiram cruzar os braços até esta segunda. Tudo indica que amanhã (5), durante assembleia deliberativa, a categoria decida pelo fim da greve.

A partir do próximo semestre, deve-se começar uma nova fase de mobilização, segundo o presidente do Sinal, Fábio Faiad, que não quis dar detalhes sobre como ela deve acontecer.

“Já que a gente conseguiu que o presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] enviasse um projeto para o Ministério da Economia com a reestruturação da nossa carreira e com a criação da retribuição por produtividade, ou seja, um incremento financeiro, a gente agora quer que esses dois projetos vão para o Congresso Nacional e que o Orçamento de 2023 contemple verba para isso também”, afirmou.

Os servidores do Banco Central estão em greve de forma ininterrupta desde o dia 3 de maio, após paralisação de duas semanas da greve iniciada em 1º de abril.

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A paralisação atrapalhou a publicação de diversos indicadores econômicos, como o Boletim Focus, que traz as projeções do mercado financeiro para inflação, PIB (Produto Interno Bruto), entre outros.

Fonte: IG ECONOMIA

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