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Em seu terceiro ano, Bolsa Atleta Capixaba beneficiará 104 atletas olímpicos

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Pelo terceiro ano consecutivo, o Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), vai beneficiar 104 atletas e paratletas capixabas com o Bolsa Atleta Capixaba. O resultado oficial da edição 2012 do programa foi publicado nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial do Espírito Santo. E pelo terceiro ano seguido, o agora medalhista de prata nas Olimpíadas de Londres, o jogador de vôlei de praia Alison Cerutti, será contemplado na categoria internacional.

Desde que foi lançado, em maço de 2010, o Bolsa Atleta Capixaba atendeu 255 atletas e paratletas de alto rendimento. Foram investidos desde então aproximadamente R$ 4 milhões.

Os beneficiados são divididos em três categorias: Bolsa Atleta Estudantil, Bolsa Atleta Nacional e Bolsa Atleta Internacional. Eles receberão mensalmente, por um prazo de um ano, valores de R$ 500,00,  R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

A novidade da edição 2012 é a criação de mais uma nova categoria, o Bolsa Atleta Olímpico/Paralímpico, anunciada pelo governador Renato Casagrande, e que será lançada oficialmente na próxima semana, quando o governador assinará um decreto instituindo a nova categoria.

O Bolsa Atleta Olímpico/Paralímpico será voltado apenas para os atletas ou paratletas que conquistarem medalhas em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. E a estreia da nova categoria contará com quatro medalhistas olímpicos, dois de prata e outros dois de bronze.

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Esquiva Falcão, medalhista de prata na categoria até 75kg no boxe; Alison Cerutti, medalhista de prata no vôlei de praia; e Yamaguchi Falcão, medalhista de bronze na categoria até 81kg no boxe; e Larissa, medalhista de bronze no vôlei de praia, serão contemplados pelo benefício.

A nova modalidade do Bolsa Atleta Capixaba vai pagar bolsas nos valores de R$ 5 mil para medalhistas de ouro, R$ 4 mil para medalhistas de prata e R$ 3 mil para medalhistas de bronze.

Preparando a nova geração de medalhistas olímpicos e paralímpicos, a Sesport continua investindo R$ 15 mil mensais na categoria estudantil. Assim como nos dois primeiros anos do programa, o Bolsa Atleta Capixaba continuará garantindo 30 bolsas mensais para incentivar os atletas e paratletas que atuam em competições estudantis.

Os esportes individuais como natação, atletismo, goalball, ciclismo, judô e taekwondo possuem representantes beneficiados, assim como modalidades coletivas. O destaque da edição deste ano continua sendo o fato de os beneficiados serem de todas as partes do Estado, seja da capital ou de municípios dos extremos do Espírito Santo como Montanha, distante 328 quilômetros da capital capixaba.

As categorias nacional e internacional continuam beneficiando 70 atletas e paratletas. São 60 bolsistas na categoria nacional, com R$ 1,5 mil mensalmente, e 10 bolsistas que receberão R$ 2 mil.

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Entre os contemplados nas categorias nacional e internacional estão nomes de destaque como as ginastas Drielly Daltoé, Emanuelle Lima, Natália Gaudio e Carolina Garcia, as nadadoras Rafaeli Coutinho e Gabriela Rocha, os boxeadores Cristian Menini e Julio Cezar Cardoso, todos em modalidades olímpicas.

“O Bolsa Atleta continuará beneficiando os atletas e paratletas capixabas. O programa é um parceiro muito grande dos atletas, e sem ele fica ainda mais difícil competir em igualdade com o restante do mundo. É notório o aumento das conquistas dos nossos atletas após serem beneficiados pelo programa. A nossa bolsa é destaque nacional, uma das maiores do país, em alguns casos superando o Bolsa Atleta do Governo Federal”, destacou o secretário de Estado de Esportes e Lazer Vandinho Leite.

Os atletas e paratletas contemplados pelo Bolsa Atleta Capixaba 2012 devem abrir uma conta corrente no Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) para recebimento do beneficio. O comprovante de abertura de conta deverá ser apresentado na sede da Sesport, em Bento Ferreira, Vitória, no prazo de dez dias corridos a partir da publicação do resultado oficial no Diário Oficial do Espírito Santo, ou seja, até o próximo dia 27 de agosto.

 

 

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Papel do Flamengo é liderar e não ser lobo de outros clubes

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“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Marcos 8:36

A vocação para a glória que faz do Flamengo um dos maiores clubes do mundo não pode ser confundida com arrogância e prepotência.

Este outro patamar onde o clube se encontra em relação a demais agremiações deve servir não apenas para levantar taças, mas também novos conceitos que atendam ao Flamengo e a todo futebol brasileiro.

De que serve ser uma superpotência futebolística e financeira se ao seu redor outros clubes de iguais tradições e histórias morrem com os cofres vazios?

A história linda do rubro-negro carioca não foi construída apenas de épicos embates contra Liverpool ou Boca Júnior. Nosso caminho de campeão foi trilhado ao longo do tempo contra o América, contra o Bangu, o Olaria, o Volta Redonda… e, claro, contra os três grandes do Rio de Janeiro.

É preciso que esses clubes, ou a maioria pelo menos, continuem vivos, e é tarefa do Flamengo ajudar nisso, colocando-se como um líder e facilitador de novos entendimentos comerciais que favoreçam a todos. Não igualmente, claro, mas proporcionalmente ao tamanho de cada um.

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Não com a soberba do presidente Rodolfo Landim, que a cada atitude que tem se coloca para o futebol brasileiro como um novo Eurico Miranda, mas com a humildade e seriedade do ex-presidente Bandeira de Mello que mostrou para nós que administrar é muito mais que apenas levantar taças.

Na gestão passada o rubro-negro deu exemplo pagando suas dívidas, limpando seu nome,  construindo uma nova relação com o torcedor e fazendo gestão honesta e transparente para criar confiança em investidores, estabelecendo assim patamares sólidos para que hoje chegasse aonde chegou.

Ao estabelecer uma nova relação com a Rede Globo, peitando seus interesses que nem sempre são favoráveis aos clubes, o Flamengo de agora ensina um novo caminho que pode gerar muitas coisas boas, não só do ponto de vista financeiro.

Uma delas é colocar fim ao nefasto horário estabelecido pela emissora para transmitir jogos durante a semana: religiosamente após suas telenovelas, lá para quase 22hs, horário em que pobres mortais trabalhadores já estão sonhando com o trânsito das 4hs da madrugada. Uma transmissão feita pelo próprio canal do clube, quando este for mandante, pode ter um novo horário mais adequado à realidade de um trabalhador e sem a ditadura televisiva.

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São pequenos passos a serem conquistados ao longo dos anos, mas não há dúvida de que o Flamengo se coloca como grande artífice desse novo momento pela grandeza de clube que se tornou. Pode-se, e deve-se, estar em um patamar acima dos demais, mas é bom para todos que os clubes tradicionais estejam igualmente fortes para que a velha rivalidade sobreviva.

Por isso cabe ao Clube Regatas Flamengo liderar esse processo pela força que tem. O rubro-negro será decisivo no novo formato do Campeonato Carioca do ano que vem. É preciso pensar em si, mas sobretudo ajudar agremiações menores.

O papel do Flamengo é ajudar a estabelecer um novo patamar para o futebol Carioca e Brasileiro, sem deixar de ser forte, mas sem se tornar o lobo de outros clubes. De que adianta ganhar o mundo e ver rivais próximos morrerem e levarem para seus túmulos as tradições e as histórias  que tão bem fazem ao futebol…. e ao Flamengo?

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