Análise Política

Em semana decisiva para filiações, Itapemirim ferve

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Não tem sido fácil a vida de todos nós em épocas de isolamento social por conta dessa pandemia que assola o mundo todo.

Imagine, então, para a classe política que está a menos de 5 dias do encerramento do prazo legal para filiação daqueles que irão concorrer às próximas eleições.

Sábado (04/04) é o dia D e Itapemirim ferve em articulações.

Para a eleição majoritária  (prefeito e vice), sem novidades: a disputa será polarizada entre a máquina, comandada por Dr. Thiago (PSDB), e a oposição, com o nome de Dr. Antônio Rocha (PP) genro do ex-prefeito Alcino Cardoso.

Dr. Thiago tem a sua disposição um poderio político construído com muita sabedoria, colocando no bolso velhas raposas da política capixaba como o deputado Theodorico Ferraço (DEM).

A base de Dr. Thiago hoje é composta por, pelo menos, 6 partidos: PDT, MDB, CIDADANIA, PATRIOTAS, PSDB E PRB.

Do outro lado, na oposição, Dr. Antonio possui, garantidos 2: PP e PSB, entregues a Ferraço numa composição geopolítica para favorecer a deputada federal Norma Ayub (DEM) em Marataízes. Pelo que se sabe, indiretamente Ferraço apoia Dr. Antônio. Não porque goste dele, mas por nutrir especial ódio do atual prefeito que pintou o sete com ele e com seu grupo, escorraçando-os do município.

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Correm por fora o PSC (Partido Social Cristão), o Pros e o PTC, com discurso de neutralidade e nivelamento entre os candidatos. Essas siglas estão mais preocupadas em formar chapa de vereadores do que propriamente disputar a prefeitura.

A base do prefeito Thiago possui pelo menos 75 nomes. O Prefeito tem formado 4 partidos na base, já com as 4 chapas bem definidas. A ideia é que façam entre 9 ou 10 vagas no legislativo.

Com direito de resguardar as fontes, conversamos com lideranças ligadas à Dr  Antônio Rocha e o que vemos é uma desorganização muito grande. Ainda há pouco tivemos uma conversa com um dos interlocutores que garantiu que Dr. Antônio vem com uma chapa completa só com o PP, que vai abrigar os vereadores com mandato (João Bechara, Joceir e Rogerinho) e os demais nomes do quadro, como Alcione e Oziel (cueca), irmão do candidato a vice na chapa de Antônio.

“Seria o chamado blocão, para ocupar entre 1 e 2 vagas, sobrando 1 ou 2 para o PSC, PROS ou PTC.”, crava a fonte.

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Política é matemática. Ganha quem conseguir somar os números certos.

De fato, pelos bastidores, a única saída para o grupo de oposição é exatamente essa que está planejada pelo núcleo de campanha de Rocha: formar um bloco reunindo todo o quadro e encarar a pedreira que será.

Um dos interlocutores de Dr. Antônio divulgou informações via áudio pelo WhatsApp que confirmam o cenário. Apesar de algumas resistências dentro do próprio grupo o caminho deverá ser um só.

A disputa majoritária, se for levada em consideração a história do município, favorece Thiago, pois desde a derrota de Alcino Cardoso (sogro de Dr. Antônio) para Norma Ayub em 2004, nenhum prefeito perdeu a reeleição.

NORMA AYUB – 2005/2008 – 2009/2012

LUCIANO PAIVA – 2013/2016 -2017….

THIAGO PEÇANHA 2017/2020 e tem grandes chances de dar sequencia ao histórico de reeleições no município.

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“E esse sol entrou / De repente, em minha vida / Já tão fria e sem desejos / Esses festejos, esta emoção / Luminosa manhã / Tanta luz / Tanto azul / É demais pro meu coração” – Canção da Manhã Feliz (Haroldo Barbosa/Luis Reis)

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Análise Política

Itapemirim tem rol heterogêneo de possíveis vices 

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Dando sequência às matérias que tratam da escolha que Thiago Peçanha (prefeito de Itapemirim) tem pela frente em relação ao nome do seu vice-prefeito, cabe aqui debruçar sobre os personagens.

Os bastidores estão voltados para a escolha de um nome que deve reunir algumas qualidades: baixa rejeição, experiência, confiabilidade e, acima de tudo, proximidade com a população da sede e do interior.

Na disputa, além do advogado Nilton Cesar, temos: vereador Bill, Dra. Ana Paula Mehzer, Coronel Gazzani, o secretário de Obras Thiago Leal e Evandro Paiva (primo do prefeito afastado).

Fazendo uma análise sumária é possível constatar que se Thiago levar em consideração aqueles requisitos quem sai na frente é o vereador Bill. Experiente, com inegável histórico de estabilidade e lealdade, aliado a um passado administrativo muito bem avaliado.

Bill, que é da Vila, de família humilde, reside naquele reduto desde que nasceu, aliás, permanece na mesma casa desde o início do seu mandato (esse é o 3º). Presidente da Câmara conduziu com sabedoria o Poder Legislativo numa das fases mais sombrias da história do município, conseguindo sair do outro lado maior do que entrou. O único quesito que teria um senão é a rejeição, que só pode ser medida por pesquisa. Vamos aguardar.

Quem possui um perfil bastante parecido com o vereador Bill, é o Dr. Nilton Cesar, o Niltinho. Nascido em Itapemirim, advogado, de família humilde, é pessoa querida. O que desfavorece a sua escolha é a ligação que tem com o grupo do rival direto do prefeito Thiago, como o grupo de Alcino Cardoso. Nilton é advogado de Alcino, sogro do concorrente de Thiago na disputa. Pesa também o fato de que Dr. Niltinho possui residência em Marataízes, onde morou até umas semanas atrás, alugando uma residência próxima a Vila (Candéus), da família Bechara, que também possui membros adversários do prefeito.

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Thiago Leal é um excelente quadro, secretário de Meio Ambiente, Governo e agora ocupa o cargo de secretário de Obras nas gestão  de Peçanha. De todas as qualidades, ainda lhe falta um pouco mais de experiência no campo político. É um nome a se observar de perto e pode surpreender nas próximas eleições.

Ana Paula Mehzer é uma médica respeitadíssima, de família tradicional, da oligarquia de Itapemirim. Reúne a seu favor rejeição zerada, talvez pela crueza no nome no cenário político. Algo que também precisa ser medido. Mas não transita bem entre alguns atores políticos locais.

O ex-deputado Coronel Gazzani também está na disputa. Apesar de ter raízes na sede, há muito mora em Marataízes, onde já contou com uma eleição na qual sua esposa Dona Ida Gazzani foi eleita para um mandato. Gazzani recentemente deixou a pasta de Defesa Social para colocar o nome a disposição. Por ser político tradicional, pode trazer consigo uma rejeição que não ajudaria em nada o projeto de reeleição. Mas a experiência política conta em seu favor.

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A principal dúvida paira sobre o nome de Evandro Paiva. A grande moeda dele é a relação próxima com Dr. Luciano, que, em tese, é seu fiador nesse processo político. Mas quem ajuda também pode atrapalhar. O crescimento político do prefeito deixa uma dúvida: hoje Dr. Thiago Peçanha precisa de Dr. Luciano para ser prefeito? Qual o custo político da manutenção desse laço? Existe confiança entre os dois grupos?

Afastado do cenário político por força da Justiça, Dr. Luciano vê no seu primo Evandro figura importante para continuar vivo no cenário municipal, sem ser esquecido. Por isso quer impô-lo. É preciso saber se o grupo de Dr. Thiago quer continuar alimentando essa lembrança. Escolher Evandro de vice é manter vivo um mito político e ter sempre essa sombra por perto.

Dr. Thiago tem uma grata tarefa nas mãos, com esse rol a sua disposição. Resta saber qual será a escolha que está prometida para ser anunciada em maio. É ver para crer. Um vice mal escolhido pode atrapalhar o projeto eleitoral de qualquer um. Deverá ser uma sábia escolha.

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