Análise Política

Em Piúma, Samuel Zuqui se destaca em debate e surge como favorito

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Juntando a insegurança de determinados institutos de pesquisas mais as proibições de comícios em razão da pandemia no estado, os debates tornam-se instrumentos cada vez mais eficazes para o eleitor.

Em Piúma essa realidade não é diferente. Um jornal local realizou na última sexta-feira um debate bem elaborado e montado, com grande repercussão na cidade. Parabéns ao Jornal pela iniciativa e a todos os candidatos que educadamente se respeitaram.

Mas vamos ao fato principal. Com o microfone nas mãos, o ex-prefeito e candidato Samuel Zuqui saiu-se muito bem. Seus quatro mandatos a frente do executivo lhe habilitaram a falar sobre todas as dificuldades do município e como solucioná-las.

Seus adversários, Juninho, Moacir e Paulo tentaram centralizar as perguntas ao Samuel e o que ocorreu? Um show. Samuel conduziu muito bem seu discurso e fez um fechamento digno de um candidato forte as eleições.

Quando os outros perceberam a tática errada já era tarde. Samuel usou cirurgicamente o microfone mostrando estar pronto para assumir mais uma vez as rédeas do poder.

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A decepção foi a ausência da candidata Martha Sherrer, mais uma vez alegando ”incompatibilidade de agenda” se furtou a participar.

Outro ponto a destacar em Piúma foram as carreatas. Enquanto no sábado Paulo Cola realizou sua carreta modestamente, a de Samuel Zuqui literalmente parou Piúma no domingo. Centenas de carros e motos participaram do evento em uma das carreatas de maior volume vista no sul do estado.

Todos sabem que carro não vota e que jogo só acaba no apito final. Mas que essa carreata de Samuel Zuqui marcou a cidade isso é inegável. Mostrou seu conhecimento no debate e sua força na carreata. A verdade é que Samuel está mais forte do que nunca, a cidade dormiu e acordou amarela.

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Análise Política

Na política, missão de Victor Coelho é fazer diferente de Casteglione – por Ilauro Oliveira

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Por Ilauro Oliveira

Sem muitas novidades no seu secretariado, o prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), assume o segundo mandato com o peso de duas votações históricas no curtíssimo currículo político.

Trata-se, sem dúvida, de um fenômeno eleitoral. Duas eleições, dois mandatos aos 45 anos, o que indica que poderá ter na vida pública um longo futuro pela frente. Poderá…

…Na política, a missão de Victor Coelho é não repetir o erro do seu antecessor Carlos Casteglione (PT), de quem se esperava muito após duas vitórias épicas nas urnas, mas que acabou precocemente no ostracismo.

Com o fim político das grandes lideranças cachoeirenses (Theodorico Ferraço, Roberto Valadão e Zé Tasso), mais a morte trágica do ex-deputado Glauber Coelho, imaginava-se que Casteglione e seu grupo se estabeleceriam nesse vazio político. Mas isso não aconteceu.

De maneira surpreendente, o ex-prefeito petista além de não fazer Pastor Brás seu sucessor, que teve votação ridícula (2.748 votos), conseguiu a façanha de se candidatar em 2018 para a Assembleia Legislativa e ter apenas 3.119 votos em Cachoeiro. Foi o décimo mais votado na cidade, posição e votação vexatória para quem comandou o maior município do Sul do estado duas vezes.

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Pois bem, o cenário atual é um pouco parecido. Segue o mesmo vazio político, cuja liderança maior é exatamente Victor Coelho, seguido bem de longe pelo deputado estadual Marcos Mansur (PSDB). A recente eleição mostrou que Victor reina absoluto e sem sombras. Portanto, não pode desperdiçar a chance de estabelecer seu grupo. Erro cometido por Casteglione.

Uma boa receita para isso é pensar agora em nomes para 22 e 24 (ano da sua sucessão), fortalecendo-se para 26, quem sabe como um deputado federal genuinamente de Cachoeiro. Coisa que aliás não temos tido ultimamente.

É de se imaginar que Victor esteja pensando nesse cenário e já apostando em nomes para isso. Os próximos passos do seu mandato vão mostrar se haverá nome (ou nomes) proeminente a ser trabalhado pela máquina.

Uma dessas apostas poderia ser o seu vice-prefeito, Ruy Guedes (Podemos), nome palatável na sociedade cachoeirense. Com uma boa lapidada e um perfume político maior, pode surpreender nas urnas, alavancado claro pela força da administração.

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Vejamos as cenas dos próximos capítulos. Roteiro a ser construído pelo jovem prefeito de Cachoeiro, que, como disse, hoje reina soberano.

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“…São só dois lados da mesma viagem / O trem que chega é o mesmo trem da partida / A hora do encontro é também, despedida / A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar…” – Encontros e Despedidas (Milton Nascimento)     

 

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