Agronegócio

Em live, Senar-RS e Embrapa debatem combate ao capim-annoni

Publicados

em


Foto: Naylor Perez/Embrapa Pecuária Sul

Sinônimo de prejuízo para os produtores rurais do Sul do Brasil, o capim-anonni será tema de uma live na próxima terça-feira (20). O bate-papo, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) e pela Embrapa Pecuária Sul começa às 19h30min, no canal do Senar-RS no YouTube.

Originária da África do Sul, a gramínea chegou ao país acidentalmente, nos anos 50. Promovida como alternativa de forragem, ela rapidamente mostrou ter características de invasora. Suas sementes têm alta capacidade de dispersão, a propagação é rápida e a planta, altamente resistente, impede o crescimento de outros tipos de vegetação. 

Seu plantio foi proibido em 1979, mas até hoje, a planta daninha leva prejuízos a quem produz, pois ao se instalar, reduz a oferta de alimento para os animais e, o que gera perdas de produtividade e renda no gado leiteiro ou de corte. Para piorar, o capim-anonni não é adequado para alimentar o gado.

“É uma planta muito fibrosa, de baixo valor nutritivo, o que impacta muito no desempenho animal. O excesso de fibra também acaba prejudicando a dentição dos animais. Vacas de cria, por exemplo, que teriam uma vida produtiva até os 12, 14 anos, são descartadas do sistema precocemente por conta do desgaste da dentição, que causa dificuldade de alimentação, redução condição corporal e consequente falhas reprodutivas”, explica o médico veterinário Pedro Faraco Rodrigues, técnico do Senar-RS.

Leia Também:  CNA debate importação de leite do Mercosul em audiência na Câmara

Mirapasto

Na live da próxima terça-feira, Rodrigues receberá os engenheiros agrônomos Leonardo Perez, da Bratta, Padilha e Perez Soluções Ambientais, e Naylor Perez, da Embrapa Pecuária Sul, que vão apresentar estratégias para reduzir as infestações e abrir espaço para o campo nativo se desenvolver melhor.

A metodologia Mirapasto, desenvolvida pela Embrapa, é considerada a principal forma de controlar e combater o capim-annoni, recuperando a produtividade de áreas degradadas. Sua aplicação tem eficácia comprovada, mas ainda precisa ser difundida para produtores e técnicos das ciências agrárias. A divulgação do método começou com atividades presenciais em 2019, quando foram realizados 15 eventos pelo interior do estado, com a participação de mais de 1,1 mil produtores. No ano passado, o trabalho foi adaptado para o formato virtual, por meio da live Capim-Annoni: Tolerância Zero. 


LIVE – CAPIM-ANNONI:TOLERÂNCIA ZERO

Quando: terça-feira, 20 de abril, 19h30min

Onde: Canal do Senar no YouTube (www.youtube.com/SenarRioGrandedoSul)

Participantes:

  • Pedro Faraco Rodrigues, médico veterinário do Senar-RS 
  • Leonardo Perez, engenheiro agrônomo da Bratta, Padilha e Perez Soluções Ambientais
  • Naylor Perez, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Pecuária Sul
Leia Também:  Senar promove webinário com entidade de educação profissional da Austrália


*Esse texto pode ser livremente reproduzido mediante crédito a Senar-RS/Padrinho Conteúdo

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

Publicados

em


Brasília (13/05/2021) – A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (12), para discutir iniciativas para a expansão do setor de agricultura irrigada no País.

Um dos itens da pauta foi a apresentação da 2ª edição do Atlas de Irrigação, realizada pelo coordenador de Estudos Setoriais da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Fontenelle.

O documento traz um compilado de informações sobre o uso da água na irrigação, principais sistemas, culturas, e o potencial de expansão da área irrigada no Brasil. A primeira edição foi publicada pela Agência em 2017.

“É uma iniciativa de técnicos da própria ANA que viram o uso apenas de dados técnicos do Censo Agropecuário feito de 10 em 10 anos e que a dinâmica da atividade não pode esperar 10 anos para ter dados renovados e então resolveram formar uma base técnica sobre o tema”, afirmou Fontenelle.

O atlas é coordenado pela ANA e foi produzido em parceria com outras entidades como a Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), IBGE, além de universidades. Segundo a publicação, até 2040 poderá ter um acréscimo de 76% da área irrigada atual, com estabilidade na área fertirrigada e um aumento da participação de pivôs centrais na agricultura, passando dos atuais 27% para 38%.

Hoje o potencial efetivo da irrigação no País é de 13,7 milhões de hectares e pode chegar a 55,85 milhões se melhorar a infraestrutura de algumas regiões do País, afirmou Fontenelle. Ele acrescentou que o atlas servirá para contribuir com o reconhecimento da agricultura irrigada no Brasil, além de dar subsídios para a tomada de decisões e implementação de políticas públicas direcionadas ao setor.

Leia Também:  Zootecnistas contribuem para o bom desempenho da pecuária brasileira

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, a CNA e as demais entidades que compõem a comissão, estão dispostas a estabelecer uma parceria com a ANA para que a atualização do Atlas seja feita de forma constante e sirva como propulsora de políticas públicas para o setor “Comparado com o potencial que a agricultura irrigada tem no país, estamos muito aquém no uso dessa tecnologia, por isso, a CNA buscará meios de divulgar o atlas, pois é um trabalho completo e a sua atualização deve ser constante.”

O atlas está disponível em www.atlasirrigacao.ana.gov.br e em www.snirh.gov.br.

Energia – A comissão também tratou da Resolução n.° 901/2020 que altera artigos na resolução n.º 800/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelecem o recadastramento para fins de aplicação dos descontos da tarifa de energia elétrica.

As atividades de irrigação e aquicultura podem receber desconto na fatura de energia elétrica utilizada durante 8,5 horas por dia, em geral entre 21h30 e 6h.

Os descontos são para o Nordeste e demais municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo 90% para consumidores atendidos em baixa tensão. No Norte, Centro-Oeste e demais municípios de Minas Gerais, os descontos são de 80% para alta tensão e de 67% para baixa tensão. Demais regiões, 70% de alta tensão e 60% de baixa tensão.

A assessora técnica da Comissão de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, explicou que o produtor pode solicitar o benefício tanto para as unidades consumidoras já existentes como para novas instalações, basta seguir os requisitos estabelecidos. 

Leia Também:  CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

Além disso, uma nova revisão cadastral será realizada a cada três anos. “Mesmo com esse novo prazo para o recadastramento e a opção de auto declaração nesse primeiro cadastro, entendemos que ainda existem problemas a serem sanados como, por exemplo, a demora dos órgãos na emissão das autorizações ambientais e de outorga, que pode fazer com que o produtor perca o desconto inviabilizando a atividade em alguns casos”, disse Jordana.

Outro item da pauta foi o uso da energia solar como alternativa para irrigação no campo. A empresa Valmont apresentou alternativas à rede elétrica para auxiliar o produtor rural a reduzir custos e a ter mais um negócio na propriedade ao gerar energia solar.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) também apresentou as iniciativas de apoio à produção irrigada. Antônio Leite, representante do órgão, afirmou que as principais dificuldades para a expansão da agricultura irrigada, de acordo com levantamento realizado pelos polos de irrigação nos estados, são o licenciamento de barramentos, a outorga, o licenciamento ambiental e os custos com energia. 

Para auxiliar na questão da energia, estão trabalhando uma proposta para financiar estruturas de uso comum que serão geridas pelas associações locais e sejam capazes de fornecer energia elétrica para a comunidade privada de irrigantes, que terão prazos e condições viáveis de pagamento pelo investimento.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA