Economia

Em desaceleração, PIB chinês cresce 0,4% no segundo trimestre

Publicado em

Sob a sombra da Covid-19, economia da China desacelera e cresce apenas 0,4% no segundo trimestre
Luciano Rodrigues

Sob a sombra da Covid-19, economia da China desacelera e cresce apenas 0,4% no segundo trimestre

economia chinesa cresceu somente 0,4% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com Departamento Nacional de Estatísticas. Foi o pior desempenho do PIB da segunda maior economia do mundo desde o início da série histórica, em 1992, e o ritmo mais lento de crescimento desde o começo da pandemia do novo coronavírus – impactado pela rigorosa política sanitária do país, que continua provocando bloqueios generalizados e quarentenas em massa, interrompendo algumas atividades comerciais. 

O resultado do período ficou abaixo das piores previsões dos economistas, que apostavam em crescimento de 1%. Diante do fraco desempenho do PIB, a bolsas chinesas fecharam em queda. O Índice SSE Composite recuou 1,64%, enquanto a bolsa de Shenzhen caiu 1,52%. Na bolsa de Hong Kong, a queda foi de 2,19%.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

A desaceleração de 2020 foi de curta duração, com a economia chinesa se recuperando quase imediatamente. Mas o panorama atual não é tão promissor, segundo publicou o jornal “The New York Times”.

Leia Também:  PEC dos Combustíveis: Tesouro pode perder até R$ 100 bilhões

O desemprego está próximo dos níveis mais altos já registrados. Segundo o departamento de estatísticas, o índice entre os jovens aumentou para 19,3%.

O mercado imobiliário também não se recuperou ainda, e as pequenas empresas estão arcando com o peso da fraqueza nos gastos do consumidor – as vendas no varejo, um indicador de quanto os consumidores estão gastando, caíram 4,6 por cento em relação ao ano anterior, de abril a junho, segundo o governo.

“A China não está em posição de ser o motor global do crescimento, agora, e os fundamentos de longo prazo apontam para um crescimento muito mais lento na próxima década”, disse Kenneth Rogoff, professor de economia da Universidade de Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional. 

Em maio, Li Keqiang, primeiro-ministro chinês, convocou uma reunião de emergência e soou o alarme sobre a necessidade de impulsionar o crescimento econômico para mais de 100.000 funcionários de empresas e governos locais. O forte alerta lançou dúvidas sobre a capacidade da China de atingir sua meta anterior de crescimento de 5,5% para o ano.

Setor imobiliário

Junto com o alto desemprego no país, há sinais emergentes de que a fraqueza no mercado imobiliário – que segundo algumas estimativas representa um quarto do produto interno bruto – também pode representar um grande problema para o governo da China, este ano.

Leia Também:  SP: Prefeitura acerta com União disputa judicial sobre Campo de Marte

As medidas para limitar a especulação imobiliária levaram o setor a uma espiral de dívidas, reduzindo os preços de imóveis novos pela primeira vez em anos e abalando a confiança dos consumidores, muitos dos quais investiram as economias das famílias em imóveis e, agora, estão se recusando a pagar as hipotecas.

“O risco de estagflação na economia mundial está aumentando”, disse o comunicado do departamento de estatísticas, observando que as incertezas externas estão crescendo.

Embora haja sinais de que a economia da China começou a se recuperar desde que Xangai afrouxou as restrições de bloqueio sanitário em junho, os analistas esperam que a pressão sobre o consumo provavelmente persistirá.

Todo esse cenário aumenta a pressão sobre o Partido Comunista, que se prepara para seu 20º congresso, quando o presidente Xi Jinping deve assumir outro mandato de cinco anos.

*Com agências internacionais

Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Justiça do Rio reconhece vínculo empregatício entre entregador e iFood

Published

on

Entregador disse que realizou serviços de forma subordinada
Roberto Parizotti/Fotos Públicas

Entregador disse que realizou serviços de forma subordinada

A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício de um entregador da Baixada Fluminense com a empresa Ifood. No entendimento do juiz do Trabalho Paulo Guilherme Santos Périssé, titular da 2ª Vara do Trabalho de São João de Meriti, foi configurada a existência dos critérios que ensejam o vínculo, que são: subordinação, pessoalidade, onerosidade e não eventualidade.

Segundo o magistrado, a empresa criou obrigações no âmbito da liberdade contratual e conferiu contornos próprios ao contrato de trabalho pactuado com o autor.

O motociclista pleiteou o reconhecimento do vínculo empregatício com a empresa Ifood, alegando que prestou os serviços de forma subordinada. Além disso, alegou que estava submetido a controles contínuos e rígidos por parte da empresa.

Em sua defesa, o iFood argumentou que o entregador não prestou serviços a ela, atuando de forma autônoma como “parceiro de entrega”. Disse estarem ausentes os requisitos que caracterizam o vínculo de emprego. Ainda cabe recurso.

Dados do usuário

O magistrado disse, em sua sentença, que a relação trabalhista em questão partiu da existência de um novo modelo de negócios, no qual a empresa utiliza a tecnologia para, além de produzir bens e serviços, extrair dados dos usuários.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

“O contrato de trabalho nos moldes ajustados pela reclamada contém obrigações que estão muito além do escopo tradicional da relação jurídico laboral, cominando não apenas a prestação de serviços como a extração de dados”, frisou ele.

Além disso, o juiz não acolheu a argumentação da empresa de que ela apenas intermediava a relação entre o usuário e os entregadores.

“Vale ressaltar que a mera intermediação de mão de obra, fora das hipóteses admitidas em lei, é prática refutada pela jurisprudência”.

A subordinação foi caracterizada pelo “controle por meio do aplicativo e das obrigações impostas ao autor, como através da fixação do valor percebido por entrega (…), as rotas e o seu rastreio”.

Leia Também:  Procon-RJ vê variação de até 183% nos preços de chocolates da Páscoa

De acordo com o magistrado, a prestação de serviços não se dava de forma gratuita; a pessoalidade, já que o cadastro do entregador na plataforma era requisito indispensável para o início do vínculo entre as partes; e a não eventualidade da prestação de serviços, devido à natureza da atividade econômica desenvolvida pela empresa.

O iFood não comentou a decisão.

Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA