Análise Política

Em defesa da Agersa – Ilauro Oliveira

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A propósito da ideia do vereador Juninho Corrêa (PL), diga-se o mais votado de Cachoeiro nas últimas eleições, em acabar com a Agência Reguladora (Agersa), cabe consideração sobre o assunto para tentar entender o deserto que por vezes é a cabeça de um vereador.

No desejo de se projetar na política local, já que a vereança costuma ser o ponto de partida (ou sepultura) para a vida pública, alguns vereadores, e notadamente os de primeira viagem, embarcam em ideias estapafúrdias cujo desejo é impressionar quem ouve o discurso. Para isso sugerem até que sua cidade retroceda e abra mão de avanços de décadas.

As agências reguladoras surgiram no Brasil nos anos 90, e a de Cachoeiro precisamente em 1999, sendo o município pioneiro no país ao criar um órgão que regulasse e fiscalizasse o saneamento básico, que acabara de ser privatizado. Ou seja, os cachoeirenses (mais uma vez) saiam na frente e serviriam de exemplo para os brasileiros.

De lá para cá a Agersa deixou de cuidar apenas do saneamento básico, passando a regular também outros setores fundamentais à vida dos cachoeirenses, como, por exemplo, o transporte público. A ampliação da missão, tornando-a multissetorial, só mostra a evolução e credibilidade da agência, o que por si só já merece de todos nós o esforço para que o órgão seja fortalecido e protegido, e não apedrejado ou extinto.

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A missão das agências reguladoras é nobre, por isso elas devem ser defendidas e fortalecidas, e não destruídas. Devem ser fiscalizadas pela sociedade, e ter seus erros administrativos corrigidos, mas sem que se abra mão dos seus objetivos.

Aliás, a Agersa e os vereadores têm um papel em comum que é fiscalizar. Imagina se insatisfeita com a atuação dos vereadores a sociedade começar pedir o fim das Câmaras Municipais, assim como o vereador pede o fim das agências reguladoras?

Na separação dos poderes de Motesquieu, o papel do vereador é fundamental para a consolidação da democracia. E o modelo democrático, que, igualmente as agências reguladoras, por vezes carece de ajustes, ainda é o melhor regime para uma sociedade. Precisamos fortalecer os pilares da democracia e nossas instituições, e não acabar com eles.

O vereador Juninho, que tem atrelamento ideológico ao bolsonarismo, em seu imaginário raso acredita que negar àquilo que está posto, como por exemplo a importância do papel de uma agência reguladora, fará dele um vereador destacado. É o velho negacionismo  das coisas óbvias, uma arma de viés bolsonarista que tem levado o país ao retrocesso. Alguns negam até a mesmo a importância de uma vacina!

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As agências reguladoras surgiram na esteira da nossa Constituição e são frutos dos avanços da sociedade. Órgãos criados em exaustivos debates feitos por uma nata de técnicos renomados. Gente que já pegava no pesado desde muito cedo e já pensava formas de fazer deste país uma grande nação.

Se o vereador Juninho Correa quer contribuir com Cachoeiro, que use seu mandato para fortalecer a democracia e as instituições, a começar pela própria Câmara. E um bom início para isso é não deixar que o poder Legislativo seja desmoralizado com ideias retrógradas como essa de acabar com as agências reguladoras.

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“Eu aprendi que a alegria / De quem está apaixonado / É como a falsa euforia / De um gol anulado” – Gol Anulado (João Bosco e Aldir Blanc)

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Análise Política

Em Mimoso do Sul, o dinamismo do jovem Peter Costa!

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Não é tarefa difícil encontrar com o jovem gestor pelas ruas da pacata cidade de Mimoso do Sul. Com perfil diferente dos habituais “prefeitos de gabinete”, Peter Costa está sempre presente no dia a dia do cidadão e nas ações desenvolvidas pela gestão mimosense.

Em apenas seis meses de mandato, Peter já “deu outra cara” para o município. Hoje é praticamente impossível apontar um ponto fraco da gestão, que tem promovido uma verdadeira transformação da maneira mais austera possível.

Secretários, seguindo o mesmo modelo de trabalho do prefeito, colocam a mão na massa (literalmente), utilizam mão de obra própria, fomentam parcerias com associações, e isto tem sido fator importante no momento agradável que a cidade vive.

A verdade é que uma cidade bonita e bem cuidada contribui para um ambiente de negócios favorável. Aumenta a autoestima do cidadão e impulsiona o comércio.

Peter encontrou um desafio gigante na saúde, que é a gestão da pandemia. É desafiador sanar qualquer demanda reprimida quando as cirurgias eletivas estão reduzidas ou até suspensas. O foco central de qualquer secretaria de saúde do país é controlar a doença que vem abalando não só a saúde, mas a economia. Em paralelo é preciso cuidar das outras doenças, atuar na prevenção e no atendimento emergencial. A tarefa não é simples, mas tem sido administrada com profissionalismo e seriedade.

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Cerca de 50% da população da cidade já foi vacinada com a primeira dose, 5.440 pessoas já estão completamente imunizadas.

Em um momento onde novos caminhos políticos surgem, vale a pena observar o trabalho de Peter. Não se admire de encontrá-lo em cadeiras ainda mais importantes no Estado em poucos anos.

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