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Em Cachoeiro, a praça ainda não é do povo

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Visual excelente! A Praça Gilberto Machado, também conhecida como Pracinha da Unimed, já que fica em frente ao hospital, recebeu pintura nos últimos dias e, de fato, está linda.

O local é um dos mais bonitos de Cachoeiro e em matéria de praças perde apenas para a majestade Jerônimo Monteiro, no centro da cidade.

No governo Carlos Casteglione ela foi toda remodelada e recebeu novo projeto paisagístico. Mas, mesmo reinaugurada lindamente, não foram capazes de corrigir um erro de origem: torná-la uma área acessível aos cidadãos.

Veja bem. Cachoeiro tem no seu coração uma praça totalmente limpa, com plantas e com 4 majestosas palmeiras imperiais, mas não permite que seus cidadãos entrem e usufruam de sua beleza e do bem estar que ela proporciona.

A Praça Gilberto Machado tem três aberturas laterais com escadas, inclusive com rampas. Até ai nada demais e nada dificultoso. O problema é chegar até lá. Não existe uma passagem segura para quem quer sair da calçada e entrar na pracinha. Quem se aventurar, como eu muitas vezes, corre o risco de ser atropelado na hora de atravessar a pista.

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Não sei se seria o caso de colocar uma ou duas faixas elevadas para passagem de pedestres, ou qualquer outra medida. Só sei que como está, com acessibilidade praticamente zero, trata-se de uma linda praça inútil no coração da cidade.

Casteglione remodelou. Victor Coelho pintou. Pouca coisa mudou. É preciso avançar além das pinturas e fazê-la uma praça do povo, como o céu é do avião!

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O POVO AO PODER

“Quando nas praças s’eleva / Do povo a sublime voz… / Um raio ilumina a treva / O Cristo assombra o algoz…/…A praça! A praça é do povo / Como o céu é do condor / É o antro onde a liberdade / Cria águias em seu calor” – O povo ao poder (Castro Alves)   

 

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Inovar é com a gente – Renato Casagrande

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Quando falamos em inovação, a maioria das pessoas pensa imediatamente em avanços tecnológicos, novos produtos e novos processos industriais. Mas o conceito de inovação, tomado em sua totalidade, é bem mais abrangente. Inovar é inventar, criar caminhos diferentes, encontrar soluções inéditas para novos e velhos problemas. E no mundo informatizado, rápido e globalizado em que vivemos, a disposição e a capacidade de buscar alternativas mais eficientes, baratas e sustentáveis tornaram-se determinantes para o sucesso frente a cada desafio. Isso vale para empresas e profissionais da iniciativa privada. Mas vale também, e principalmente, para a administração pública. É o que temos hoje no Espírito Santo.

Desde o início do nosso mandato, o estímulo à inovação passou a ser prioridade para o governo. No primeiro momento, investimentos e esforços foram direcionados para uma verdadeira revolução na gestão do Estado: incorporamos ferramentas tecnológicas, adotamos novos modelos de planejamento e organização, informatizamos processos e serviços públicos. Passo seguinte, investimos no apoio a projetos e iniciativas inovadoras voltados também para o estímulo à modernização e diversificação da economia estadual. Assim, de um lado, ganhamos em eficiência, rapidez e transparência na administração, enquanto do outro construímos a base necessária para sustentar um salto de desenvolvimento econômico e social.

Esse esforço de modernização do Estado já mostra resultados expressivos na vida dos moradores e na própria dinâmica do governo. Eliminamos entraves burocráticos, reduzimos as despesas de custeio e ampliamos o alcance e a rapidez dos serviços prestados à população. Agora, é o apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores que ganha reconhecimento e aplauso do país. De acordo com o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), fomos o terceiro estado brasileiro que mais investiu em pesquisa e inovação no ano passado, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Resultado que ganha peso ainda maior, se considerarmos as dimensões territoriais, populacionais e econômicas do Espírito Santo. E os frutos desses investimentos já estão sendo colhidos tanto no setor público quanto na iniciativa privada.

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Entre os vários e importantes projetos aprovados e financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) destaca-se, por exemplo, o desenvolvimento de fachadas ventiladas, que garantem eficiência energética, tecnológica, arquitetônica e estética às construções residenciais e comerciais. E outro dos diferentes projetos inovadores a serem explorados pela iniciativa privada desenvolve tecnologia capaz de converter os atuais veículos a combustão em automóveis movidos a eletricidade. Já entre as inovações propostas por startups e que podem ser utilizadas direta e imediatamente pela administração pública, destaca-se o modelo tecnológico de controle de jornada dos pacientes internados em hospitais, da entrada até a alta.

Há um teste rápido para detectar o novo coronavírus, com sensibilidade superior a 90% e capacidade de fornecer resultados confiáveis em cinco minutos. Outro projeto estabelece estratégias eficazes para detecção precoce e monitoramento do câncer bucal. E para ficar apenas na área da saúde, o jogo virtual “O mundo de Augusto”, já disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos para smartphones, leva às crianças, de forma lúdica, informações sobre hábitos de higiene e comportamento social fundamentais para a prevenção da Covid-19. São alguns exemplos, pinçados entre os muitos projetos que mereceram o patrocínio do governo estadual. E o setor de pesquisa ainda conta com recursos destinados ao financiamento de bolsas de mestrado e doutorado em áreas estratégicas para o desenvolvimento do estado.

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Segundo o chamado Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), não basta nova aparência para haver inovação: é necessário que o processo, produto ou serviço apresente melhorias significativas em sua concepção e em suas características. Pois hoje, no Espírito Santo, nosso foco está direcionado para a pavimentação de caminhos inéditos, que possam garantir de maneira rápida e eficaz alternativas ainda melhores para moradores e empreendedores capixabas. Com incentivos a startups atentas aos desafios do futuro e às necessidades da população, o apoio à pesquisa nos mais diferentes campos e a rápida e consistente incorporação de tecnologia de ponta ao dia a dia do governo, consolidamos o alicerce seguro para receber o futuro. E com base nesse alicerce, o estado se organiza para assumir posição de destaque nacional na retomada das atividades produtivas, depois de superada a pandemia.

Renato Casagrande é governador do Espírito Santo

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