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Em Cachoeiro, a praça ainda não é do povo

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Visual excelente! A Praça Gilberto Machado, também conhecida como Pracinha da Unimed, já que fica em frente ao hospital, recebeu pintura nos últimos dias e, de fato, está linda.

O local é um dos mais bonitos de Cachoeiro e em matéria de praças perde apenas para a majestade Jerônimo Monteiro, no centro da cidade.

No governo Carlos Casteglione ela foi toda remodelada e recebeu novo projeto paisagístico. Mas, mesmo reinaugurada lindamente, não foram capazes de corrigir um erro de origem: torná-la uma área acessível aos cidadãos.

Veja bem. Cachoeiro tem no seu coração uma praça totalmente limpa, com plantas e com 4 majestosas palmeiras imperiais, mas não permite que seus cidadãos entrem e usufruam de sua beleza e do bem estar que ela proporciona.

A Praça Gilberto Machado tem três aberturas laterais com escadas, inclusive com rampas. Até ai nada demais e nada dificultoso. O problema é chegar até lá. Não existe uma passagem segura para quem quer sair da calçada e entrar na pracinha. Quem se aventurar, como eu muitas vezes, corre o risco de ser atropelado na hora de atravessar a pista.

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Não sei se seria o caso de colocar uma ou duas faixas elevadas para passagem de pedestres, ou qualquer outra medida. Só sei que como está, com acessibilidade praticamente zero, trata-se de uma linda praça inútil no coração da cidade.

Casteglione remodelou. Victor Coelho pintou. Pouca coisa mudou. É preciso avançar além das pinturas e fazê-la uma praça do povo, como o céu é do avião!

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O POVO AO PODER

“Quando nas praças s’eleva / Do povo a sublime voz… / Um raio ilumina a treva / O Cristo assombra o algoz…/…A praça! A praça é do povo / Como o céu é do condor / É o antro onde a liberdade / Cria águias em seu calor” – O povo ao poder (Castro Alves)   

 

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O que é pirâmide financeira? – por Sérgio Carlos de Souza

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As empresas, ao fazerem os seus produtos e serviços, recorrem às mais diversas estratégias para que o mercado receba e consuma os bens oferecidos. Isto é o marketing, que consiste na arte de conquistar e manter clientes. O marketing tem diversas vertentes e pode ser utilizado de muitas maneiras.

Uma das estratégias do marketing é o chamado marketing multinível ou marketing de rede, que consiste em recrutar pessoas que trabalhem vendendo os produtos ou serviços daquela empresa, e essas pessoas recrutam outras, formando uma rede. Os participante passam, então, a ganhar tanto com as suas vendas próprias como com as vendas daqueles que fazem parte da sua rede. A estratégia é notável e se mostra muito eficaz em diversos segmentos de atividade.

Contudo, o que se observa, não raramente, é que o uso do marketing de rede, isto é, o recrutamento de pessoas como forma de alavancar as vendas, acaba se transformando num golpe com proporções que podem ser gigantescas.

Qual é, portanto, a diferença entre o legítimo marketing multinível e a pirâmide financeira?

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O marketing multinível, ou marketing de rede, é um modelo de vendas em que um revendedor ganha uma participação nos lucros obtidos por si e por sua rede de revendedores. Trata-se, também, de uma modalidade de venda direta que se baseia no contato pessoal entre vendedores e clientes para transações de produtos e serviços.

Já a pirâmide é um esquema de marketing multinível sem lastro real – quando o serviço ou produto oferecido não existem de fato ou não são a fonte principal dos recursos obtidos pela empresa. O legítimo multinível estabelece relações contínuas de consumo com pessoas fora da estrutura, fora da rede. Na pirâmide, há um processo restrito aos indivíduos que estão dentro da rede, e o que se está comercializando é a troca dos próprios recursos internos.

As pirâmides financeiras são esquemas irregulares e insustentáveis. Os lucros prometidos são pagos com os aportes dos novos participantes, que pagam para aderir à estrutura. A adesão de novos membros permite o desenvolvimento da pirâmide, até que a velocidade de sua expansão não seja suficiente para pagar todos os compromissos.

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O Brasil ainda não possui uma legislação que discipline a atuação do marketing multinível. Há apenas um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Mesmo não havendo uma legislação específica, aquele que pratica uma pirâmide financeira pode ser processado e condenado por vários crimes, entre eles: ganhos ilícitos do tipo “bola de neve”, estelionato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e contra o mercado financeiro.

Sérgio Carlos de Souza, fundador e sócio de Carlos de Souza Advogados, autor dos livros “101 Respostas Sobre Direito Ambiental” e “Guia Jurídico de Marketing Multinível”, especializado em Direito Empresarial, Recuperação de Empresas e Ambiental.

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