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Elon Musk acusa Twitter de fraude e partes trocam farpas

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Elon Musk acusa Twitter de fraude
Reprodução/Instagram – 26.04.2022

Elon Musk acusa Twitter de fraude

Elon Musk acusa o Twitter de fraude por supostamente ocultar o real número de contas falsas na rede social. A acusação aparece na resposta dada pela equipe jurídica do bilionário ao processo que a empresa moveu contra ele nos Estados Unidos, divulgada nesta quinta-feira (4). As informações são do jornal The New York Times.

Enquanto o Twitter sustenta que menos de 5% das contas ativas na rede social são bots, a equipe de Musk alega que este número pode chegar a 10%. No documento, é citado um levantamento do Botometer, ferramenta desenvolvida pela Universidade de Indiana, para chegar ao valor.

Para Musk, a distorção nos dados esconderam fraquezas do modelo de negócios do Twitter, enganando o bilionário. “O Twitter estava contando erroneamente o número de contas falsas e de spam em sua plataforma, como parte de seu esquema para enganar os investidores sobre as perspectivas da empresa”, escreveram os advogados de Musk.

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O Twitter, por sua vez, respondeu que o Botometer não é confiável e já chegou a marcar a própria conta de Musk como “altamente provável de ser um bot”. A empresa afirma que Musk tenta “distorcer os dados recebidos do Twitter para patrocinar conclusões malucas”.

Em um comunicado, Bret Taylor, presidente do conselho do Twitter, disse que as alegações de Musk no documento do processo “são factualmente imprecisas, juridicamente insuficientes e comercialmente irrelevantes”.

Os argumentos de Musk aparecem no primeiro documento de resposta ao processo, que deve ser bastante complexo.  O julgamento da batalha entre o bilionário e o Twitter está marcado para outubro e deve durar cinco dias.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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Moderadores do TikTok são obrigados a verem vídeos de abuso infantil

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TikTok estaria cometendo crime
Unsplash/Kon Karampelas

TikTok estaria cometendo crime

Moderadores de conteúdo do TikTok são expostos a conteúdos de abuso infantil, de acordo com uma reportagem da Forbes. Ex-funcionários da Teleperformance, uma empresa terceirizada da plataforma, afirmaram à revista que eram obrigados a verem vídeos de crianças serem exploradas sexualmente em seus treinamentos.

“Eu tenho uma filha e não acho certo um monte de estranhos assistindo isso. Eu não acho que eles deveriam usar algo assim para treinar”, disse um dos ex-funcionários à Forbes.

Os trabalhadores relatam a existência de um documento chamado DRR, sigla em inglês para “leitura obrigatória diária”. Nele, estavam vídeos que feriram as diretrizes do TikTok e foram deletados, sendo grande parte deles de crianças sendo abusadas.

Funcionários que deixaram a Teleperformance recentemente, ainda em julho deste ano, relatam que o documento segue circulando entre moderadores de conteúdo e que contém imagens coletadas em vários períodos. Estima-se que centenas de pessoas tanto da Teleperformance quanto do TikTok têm acesso ao documento.

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“Eu estava moderando e pensando: Este é o filho de alguém. Esta é a filha de alguém. E esses pais não sabem que temos essa foto, esse vídeo, esse trauma, esse crime salvo”, disse outra ex-moderadora à Forbes. “Se os pais soubessem disso, tenho certeza de que queimariam o TikTok”.

Os ex-funcionários relatam à Forbes que ficaram traumatizados por serem tão expostos às imagens. Uma delas afirma que ainda luta para se recuperar e que adquiriu comportamentos raivosos e pensamentos relacionados ao suicídio. Outro afirma: “Eu sei o que vimos, e foi muito fodido. Nós não deveríamos ter que ver nada disso”.

Crime

Além de causar transtornos para os funcionários, a exposição dos vídeos pode ser configurada como crime nos Estados Unidos, afirmaram especialistas à Forbes.

No país, a regra é retirar o conteúdo do ar e denunciá-lo ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. Depois disso, é necessário que as empresas minimizem o acesso aos conteúdos e só os mantenham salvos a fim de ajudar a Justiça em suas investigações.

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O que o TikTok faz seria considerado crime. Isso porque após excluir o conteúdo da plataforma, ela o mantém circulando entre seus funcionários, ao invés de minimizar seu acesso.

À Forbes, o porta-voz do TikTok, Jamie Favazza, disse que “materiais de treinamento da empresa têm controles de acesso rígidos e não incluem exemplos visuais de abuso infantil”. A empresa admitiu, porém, que trabalha com terceirizadas que podem ter seus próprios processos.

Favazza ainda disse que o objetivo do TikTok “é minimizar a exposição dos moderadores de acordo com as melhores práticas do setor”.

O presidente global de confiança e segurança da Teleperformance, Akash Pugalia, disse à Forbes que a companhia não usa vídeos com conteúdo explícito de abuso infantil em treinamento.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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