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Eleição no Rio leva a nova separação entre os Maia e Eduardo Paes

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Paes dedicou a vitória a Rodrigo Maia em 2020
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Paes dedicou a vitória a Rodrigo Maia em 2020

Como num enredo repetido, Cesar e Rodrigo, junto com Freixo, seguem em sentido oposto ao do prefeito, que escolheu Neves

As trincheiras já formadas para as eleições de outubro ao Palácio Guanabara dividiram, mais uma vez, a grande família Maia. Cesar e Rodrigo optaram por ficar ao lado de Marcelo Freixo (PSB) — enquanto o “Maia por adoção” Eduardo Paes (PSD) escolheu as hostes adversárias, com Rodrigo Neves (PDT).

Não é a primeira, e dificilmente será a última rusga em uma trama que já deveria ter lugar em qualquer antologia de uma das principais instituições culturais nacionais — as novelas. Com direito a cenas de amor e, mais ainda, de muitas traições.

Paes surgiu no início dos anos 1990 como integrante da Juventude Cesar Maia. Subprefeito aos 23 anos, se tornou o mais talentoso dos “Menudos”, apelido espirituoso para a geração de jovens políticos lançados na primeira gestão do prefeito Cesar.

Amigo dos gêmeos Daniela e Rodrigo, frequentador da casa da família, era um afilhado — no sentido político e pessoal — do prefeito. Com ele entrou na política eleitoral, conquistando o mandato de vereador em 1996 com 82.418 votos, um recorde para o cargo.

Tudo era lindo até as eleições para a Câmara dos Deputados em 1998. Rodrigo foi eleito, aos 28 anos, com 96.385 votos; Paes, com 117.164 votos. Ambos pelo mesmo partido, o PFL.

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A passagem por Brasília — quando havia um único sol para todo mundo — não fez bem à amizade entre os rapazes. Tanto que Paes trocou o PFL pelo PTB um ano depois. Acabou voltando — numa das tantas idas e vindas — ao partido da família Maia em 2001, para ser secretário de Meio Ambiente de Cesar na prefeitura do Rio. Mas o encanto já estava quebrado Paes rompeu politicamente com os Maia em 2002 e um ano após ser reeleito deputado federal, com 186.221 votos, filiou-se ao PSDB.

Mas foi em 2008, muito próximo do então governador do Rio, Sérgio Cabral, que o ex-pupilo de Cesar deu uma guinada na carreira. Já no PMDB, conquistou a prefeitura do Rio fazendo uma campanha de oposição ao seu criador. A candidata do prefeito, Solange Amaral, não foi nem para o segundo turno.

No “útero” de Cesar Cesar sequer transmitiu o cargo a Paes. Disse não ter sido convidado. Em 2018, ao GLOBO, lembrou o episódio.

— Era natural que ele me criticasse, eu estava desgastado — protestou Cesar contra o ex-protegido. — Mas ele nasceu do meu útero, veio na minha cadeirinha de balanço…

As relações quase familiares não impediram que Eduardo Paes auditasse os contratos de construção da Cidade da Música e divulgasse o escândalo — ponto fraco na administração do antecessor.

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— Eu esperava que, passada a eleição, ele, vitorioso, tivesse a nobreza de esquecer o derrotado.

Nesta época, pouco se via da relação fraternal dos primeiros anos da política. Em 2012, Paes e Rodrigo se enfrentaram, em campos opostos, quando o filho de Cesar disputou a prefeitura do Rio. Com palavras nada amigáveis.

— É um político que nega seu passado, é ingrato. Não tenho nada a elogiá-lo — atacou Rodrigo.

Mas, em 2014, um acordo reaproximou o PMDB e o DEM, e Cesar Maia se tornou candidato ao Senado na chapa que buscava a reeleição de Luiz Fernando Pezão, apoiado por Paes. Rodrigo, presidente do DEM, voltou a conversar com o antigo parceiro. Mas não o pai.

Em entrevista à BBC, em 2017, o agora vice anunciado na chapa de Marcelo Freixo disse ser “muito difícil” manter proximidade com o Paes, mas destacou que ele e Rodrigo são “muito amigos”. — Eu deixei de ser — disse Cesar, na época.

Reafirmando essa amizade, eleito pela terceira vez prefeito do Rio em 2020, pelo DEM, Paes dedicou a vitória a Rodrigo.

Lá se vão oito anos em que o amor parece ter triunfado entre os “irmãos” — mas a sobrevivência política pôs, agora, de novo, cada um em seu campo, em lados opostos. O último capítulo ainda parece longe, mas a trama segue — com direito a muitas reviravoltas pelo caminho.

Fonte: IG Política

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Eleições: candidatos ao Senado no Rio declaram patrimônio ao TSE

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Alessandro Molon (PSB), Romário (PL) e André Ceciliano (PT)
Montagem com Reproduções

Alessandro Molon (PSB), Romário (PL) e André Ceciliano (PT)

Seis candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro já apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suas declarações de bens. Nos patrimônios, que variam de R$2 milhões a R$ 36 mil, estão imóveis, investimentos, veículos e até dinheiro em espécie. O senador Romário (PL), que aparece no site do TSE com o total de R$684 mil em bens, pediu uma retificação e vai declarar 5.937.588,12 de patrimônio, se tornando, por enquanto, o candidato mais rico da disputa.

Veja os bens declarados: Romário

O senador que busca a reeleição aparece com o maior patrimônio, com bens totalizando aproximadamente R$6 milhões. Como não foi publicada no portal do TSE a retificação dos dados, ainda não há informações precisas sobre a listagem de propriedades. O candidato justificou o erro na divulgação de sua declaração a um esquecimento da contadora de registrar alguns de seus bens em seu Imposto de Renda.

André Ceciliano O candidato do PT por enquanto é o segundo mais rico da disputa, com bens avaliados em R$ 2.208.024,54. A lista de propriedades do deputado estadual inclui um Prédio comercial avaliado em R$ 135 mil, duas casas que somadas ultrapassam R$ 1,1 milhão e R$190 mil em espécie. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro também declarou itens avaliados em R$ 6.564 mil que se enquadram na categoria “jóia, quadro, objeto de arte, de coleção, antiguidade, etc”, sem especificar quais objetos.

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Alessandro Molon Deputado federal, Molon (PSB) declarou R$1.578.918,57 em bens. Na lista constam aplicações e fundos de investimento, ações, uma loja, avaliada em aproximadamente R$ 600 mil, uma sala comercial e um apartamento, que vale cerca de R$ 166 mil. O candidato informou ainda ter R$ 12.369 depositados em uma conta bancária.

Marcelo Itagiba Candidato pelo Avante, o delegado da Polícia Federal informou em sua declaração de bens ter 10 mil em espécie. Além disso, Itagiba declarou dois veículos, juntos avaliados em R$ 87,5 mil, e um depósito bancário no valor de R$ 60 mil. Ao todo, o policial declarou R$168.043,00 em bens.

Raul Disputando a eleição pelo partido Unidade Popular, Raul Bittencourt Pedreira, declarou um patrimônio de R$42.668,44. Na lista de bens, o valor está dividido em aplicações, depósitos bancários e caderneta de poupança.

Bárbara Sinedino Na declaração da candidata do PSTU consta apenas um veículo, avaliado em R$36 mil.

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Fonte: IG Política

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