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“Ele deixou o meu rosto inchado de tanto soco”, diz vítima sobre o ex

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Na madrugada do dia 4 de maio, Júlia*, de 20 anos, foi levada ao hospital e encaminhada para a delegacia de Limeira, interior de São Paulo, após ser agredida pelo namorado. “Ele deixou meu rosto inchado de tanto soco”, conta ao Delas. Com a filha de dois meses nos braços, a jovem, que fecha a nossa série de reportagens especiais sobre casos de violência contra a mulher na quarentena, lembra como as agressões se intensificaram nas últimas semanas. 

Leia outros relatos da série: 

mão de homem ameaçando mulher
Thinkstock/Getty Images

Dados apontam que a violência contra a mulher aumentou durante a quarentena

“No mês de abril, período de quarentena, as agressões foram mais constantes. Eu estava morando em uma chácara e não tinha como pedir socorro”, relata. 

De chantagem emocional à ameaça de feminicídio 

Júlia conta que nos primeiros cinco meses a relação foi tranquila, como qualquer outro namoro. Depois disso, quando ainda estava grávida, as agressões começaram. “Entre idas e vindas, sempre dei uma chance acreditando que ele ia mudar, mas quase morri”, desabafa. 

O ciúmes sempre foi a principal motivação. Ele via mensagens antigas no Instagram, ficava com raiva e descontava com socos, tapas e sufocamentos. Depois, Júlia conta que ele pedia desculpas. “Dizia que não sabia o que acontecia com ele e que saia fora de si. Sempre quando parava de me agredir começava a se fingir de arrependido”, lembra. 

Em alguns momentos, sugeria que Júlia terminasse com ele, pois ela “não merecia passar por aquilo”. Quando ela aceitava, a chantageava e reforçava uma relação de dependência. “Eu acreditava que ele ia mudar, mas no fim o medo superou isso”. 

Na quarentena, o casal foi passar os dias de isolamento em uma chácara com os avós dele. Lá, as agressões foram mais intensas e como estavam distante da cidade e sem comunicação, ela não tinha como pedir ajuda. O agressor confiscava todos os celulares da casa e quando permitia que ela fizesse ligações, ficava por perto para evitar que falasse o que se passava. Além disso, os avós não interferiam por medo da situação piorar e ela ser ainda mais agredida. 

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No dia 3 de maio, eles foram para a cidade visitar a mãe de Júlia. Na volta, ela tentou ficar na casa da mãe e, a princípio, achou que tinha conseguido convencer o namorado. Porém, quando saíram à noite para comprar um lanche, ele aumentou a velocidade do carro e começou a agredi-la. 

Agrediu durante todo o trajeto, até que precisou parar em posto de gasolina. Naquele momento, Júlia viu a oportunidade para pedir ajuda. Ela conta que gritou por socorro, mas o namorado acelerou. Enquanto dirigia, dava socos e tapas. Em meio a tudo isso, a filha de dois meses seguia no banco de trás do veículo. 

Ela diz que conseguiu pedir ajuda mais uma vez, quando pararam no segundo posto de gasolina, mas ele acelerou novamente. “Ele me batia e dizia: ‘Se a gasolina acabar, você vai ver o que vai acontecer. Sua hora chegou. Eu vou te matar e sumir com a nossa filha’”.

“Eu estava com medo e não sabia o que fazer. Queria pular do carro, mas ele estava correndo. Pedia para Deus não deixar a gasolina acabar no meio do mato. Se acabasse, não ia ter ninguém para me defender”, continua.

Quando a gasolina acabou, o casal estava próximo ao condomínio de chácaras. O rapaz ficou a estrada, esperando alguém passar para pedir ajuda, porém, devido à quarentena, o movimento nas ruas era baixo. Até que passou uma viatura da Polícia Militar. “Ele foi indo para perto do carro e eu sai correndo e acenei. O policial saiu do carro e eu entrei no banco do motorista. Estava com tanto medo que fiquei lá. Pedi para a outra policial pegar o meu bebê de dois meses. Eu estava com o rosto todo machucado e a blusa rasgada”. 

“Fomos para o hospital e para a delegacia. Ele ficou detido. Foi por pouco. Se a polícia não tivesse passado, ele teria feito algo comigo lá mesmo. A cidade estava deserta. Foi muita sorte”, termina. 

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Números da violência contra a mulher na quarentena

sombra de homem agredindo mulher
Reprodução

Chantagem emocional e comportamento possessivo são atitudes comuns entre agressores de mulheres

Júlia não foi a única mulher a passar por isso no  isolamento social  – adotado para conter o avanço nos casos de Covid-19. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados (São Paulo, Acre, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Pará) em relação ao mesmo período em 2019. Em São Paulo, a Polícia Militar registrou um aumento de 45% no atendimento de mulheres vítimas de violência. Além disso, o número de feminicídios cresceu em 46%.

Thaís Santesi, idealizadora do Projeto Bastê (@projetobaste no Instagram), que oferece apoio terapêutico a valores populares e assessoria financeira a vítimas de violência doméstica, avalia a pandemia como um agravante para a violência doméstica . “Agora elas estão expostas a seus agressores 24 horas por dia e não tem a quem recorrer”, diz.

“Onde há posse, não há amor”

Thaís ainda reforça que casos de manipulação e agressão como o de Júlia são comuns. “A manipulação é gradual, não acontece de um dia para o outro. Eles começam a maltratá-las aos poucos quando já se encontram envolvidas, apaixonadas. Aos poucos eles vão minando a autoestima da vítima, isolam dos amigos e a fazem crer que tudo o que fazem é errado”, fala. 

Dessa forma, cria-se uma dependência emocional carregada de culpa por se reconhecer naquela situação, mas sem conseguir romper com o relacionamento. Nesse sentido, Maria Consentino, juíza do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belo Horizonte (MG), comenta: “É difícil ela reconhecer que é vista como propriedade. E onde há a ideia de propriedade, não há amor. Onde há posse, não há amor”.

Por isso, a juíza considera tão importante que as mulheres se apropriem da Lei Maria da Penha (11.340/2006) e façam a denúncia. “Ela precisa acreditar que é possível denunciar e sair dessa situação. Caso contrário, perde a vida”. 

*nome foi alterado para preservar a identidade da vítima

Fonte: IG Mulher

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Simpatias com papel fáceis de fazer

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João Bidu

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Ana Melo

Simpatias com papel fáceis de fazer

Existem simpatias realizadas com todo tipo de erva e material natural que é possível imaginar, porém, são as simpatias com papel, material orgânico, que podemos visualizar a nossa força do pensamento e intenção. Quando usamos papel nas simpatias, o nosso maior potencializador é a nossa fé, por isso, esse tipo de simpatia é perfeito para quem está começando com essas práticas.

Simpatias feitas com papel:

Patuá para abrir caminhos

Coloque um pequeno galho de arruda em um pedaço de papel. Feche e carregue-o com você. 

Simpatia para ser feliz no amor

Escreva seu nome e o da pessoa que gosta em um papel amarelo. Quebre três pedaços de carvão em partes bem pequenas. Por cima, coloque o papel, três moedas antigas e despeje um copo de açúcar. Em seguida, acenda duas velas brancas sobre um pires, com cuidado para não se queimar, e diga: “Peço aos ciganos Pablo e Sarita que estejam sempre juntos, assim como eles caminham juntos, iremos caminhar juntinhos”. Enterre tudo o que usou no ritual em um jardim, inclusive os restos das velas e o pires.

Simpatia de proteção

Escreva seu nome completo em um pedaço de papel cor-de-rosa com caneta azul. Dobre quatro vezes e, às 18 horas, enterre em um vaso florido, pedindo a Nossa Senhora das Dores que ajude você a se livrar das aflições. Reze uma Ave-Maria em homenagem à Santa e regue o vaso.

Simpatia para sentir-se sempre bela

Compre um frasco pequeno de óleo de amêndoas doces, envolva-o com um pedaço de papel verde e deixe embaixo de sua cama por dois dias. No terceiro dia, retire o papel e passe um pouco do óleo em suas pernas, mentalizando que está ficando bonita e atraente. Passe o óleo em suas pernas todos os dias, até terminar o líquido do frasco. O papel pode ser jogado no lixo. 

Simpatia para o casal nunca sofrer com a infidelidade

Escreva o Pai-Nosso e o nome do seu par em um papel branco. Faça um saquinho de pano vermelho e coloque o papel dobrado sete vezes dentro dele. Carregue esse patuá dentro de sua carteira ou bolsa pelo tempo que achar necessário. Faça uma oração aos anjos da guarda e reforce o seu pedido sempre que lembrar.

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Simpatia para o par ser só seu

Escreva a seguinte oração em um pedaço de papel: “São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, rogai por mim que estou desolada e precisando da sua ajuda neste momento. Imploro que me ajude a conquistar o coração de (fale o nome da pessoa amada). Amém”. Faça um saquinho vermelho, coloque o papel dentro dele, feche com linha da mesma cor e carregue o patuá pendurado, com um alfinete de segurança, em sua roupa íntima. Quando conseguir o que deseja, guarde em uma gaveta onde ninguém mexa.

Simpatia não afastar a traição

Para afastar a traição, numa noite de Lua Cheia, escreva o seu nome, o nome da pessoa amada e o Pai-Nosso em um pedaço de papel branco. Dobre e coloque sob a luz do luar. No dia seguinte, embrulhe o papel branco com um pedaço de papel cor-de-rosa e diga: “finalmente se rendeu aos meus pés. Se um dia me traiu, não me trairá mais. Se um dia pensou em me trair, esse desejo acabou de morrer em seu coração”. Coloque o pacote dentro de um saquinho de pano e, com cuidado para não se queimar, acenda uma vela sobre um pires para o seu guardião. Amarre o saquinho com uma fita de cetim azul e deixe dentro do seu travesseiro por 21 dias. Depois disso, jogue fora. Os restos da vela devem ser jogados no lixo e o pires, lavado e reutilizado normalmente.

Simpatia para conquistar alguém difícil

Em um dia de Lua Crescente, coloque as pétalas de sete rosas brancas na água quente e espere amornar. Depois, despeje-a do pescoço para baixo e deixe secar naturalmente. Recolha as pétalas do chão e coloque-as em uma vasilha junto com um papelzinho com o nome da pessoa que deseja conquistar. Acenda uma vela branca sobre um prato e deixe-a queimar até o fim. Depois, jogue as pétalas, o papel e os restos da vela em uma lixeira. Lave o prato e volte a usar como de costume.

Simpatia para reatar romance

Na primeira noite de Lua Crescente, pegue uma caixa de presente pequena e coloque duas pedras quartzo rosa dentro dela. Feito isso, embrulhe com papel de presente e amarre com uma fita branca com seu primeiro nome e o nome do seu amor escritos. Guarde o embrulho em um lugar que ninguém veja até mudar a fase da Lua. Depois, carregue as pedras com você na bolsa, carteira ou bolso pelo tempo que achar necessário. A caixa, o papel e a fita podem ser jogados no lixo. Quando você não sentir mais necessidade de andar com as pedras, deixe-as em um vaso ou jardim florido.

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Simpatia para encontrar um bom serviço

Em uma noite de Lua Crescente, monte em sua casa um altarzinho com uma imagem de papel de São José, protetor dos trabalhadores, uma vela branca, um incenso de mirra e três galhos de arruda. Acenda a vela e o incenso, em local apropriado. Deixe queimar e junte as sobras à arruda. Embrulhe tudo em um tecido roxo e deposite em um vaso com terra. Lave bem as mãos enquanto faz o seu pedido. Reze uma Salve-Rainha e um Pai-Nosso a São José. Carregue sempre a imagem do santo na sua bolsa ou carteira.

Simpatia para arrumar emprego

No primeiro dia de Lua Crescente, usando caneta azul, anote em papel branco sem linhas, o seu nome completo e a seguinte frase: “Já arrumei o emprego que tanto desejava”. Dobre bem o papel, coloque embaixo de um pires com um punhado de arroz cru. Guarde tudo onde ninguém mexa e, assim que conseguir o emprego, enterre o papel e o arroz em um vaso ou no jardim da sua casa. Lave e utilize o pires novamente.

Simpatia de proteção contra inveja

Em uma madrugada de Lua Crescente, escreva em um pedaço de papel vermelho a frase: “Como a Lua nunca perde sua força, tenho total fé de que também me protegerá de todo mal que quiserem jogar contra mim”. Em seguida, enrole o papel e amarre-o com uma fita de cetim verde. Reze um Pai-Nosso e guarde o papel em uma gaveta onde ninguém mexa durante sete dias. Após esse período, enterre o papel em um vaso com plantas.

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Fonte: IG Mulher

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