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‘Efeito cascata’: Ação que favorece Bolsonaro pode frear processos anticorrupção

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Ação que favorece Bolsonaro pode frear processos anticorrupção
Reprodução: iG Minas Gerais

Ação que favorece Bolsonaro pode frear processos anticorrupção

A decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça em anular a quebra de siligos bancário e fiscal do então deputado estadual, e agora senador, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pode ‘ respingar ‘ em outros processos de desvios de recursos na Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ).

Isso porque existem outros recursos judiciais de acusados ou suspeitos de peculato – desvio de dinheiro público – envolvendo parlamentares estaduais. Como é o exemplo dos alvos das operações ‘ Furna da Onça ‘ e ‘ Cadeia Velha ‘, da Policia Federal .

As ações aconteceram em 2017 e 2018 e prenderam a cúpula do legislativo carioca. A organização praticava um esquema de corrupção chamado de “ mensalinho ” durante os governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão .


Na próxima terça-feira, dia 02 de março, a Quinta Turma do STJ julgará outras dois recursos da equipe de defesa de Flávio Bolsonaro .

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Com demissão de Ernesto Araújo, Ricardo Salles pode ser o próximo na berlinda

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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
Foto: Alan Santos/PR

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

Após a demissão de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores, Ricardo Salles  pode ser a bola da vez na Esplanada. O atual ministro do Meio Ambiente é criticado desde o início de sua gestão pela política ambiental.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento temporário de Ricardo Salles, sob acusação de “ingerência indevida” após a Polícia Federal ter dito que ele atuou em favor de madeireiros alvos de uma operação que realizou uma apreensão recorde de madeira ilegal em dezembro passado. Para o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado, a atuação de Salles merece a devida atenção do TCU. “A atuação do ministro do Meio Ambiente, na sequência dos acontecimentos, revela um total descolamento das atribuições do cargo que exerce, que deveria se pautar pela defesa do meio ambiente e pela fiscalização de atividades ilegais que resultam em dano ao patrimônio ambiental brasileiro”, disse.

Salles é alvo de duas ações no Supremo que serão relatadas pela ministra Cármen Lúcia  – uma apresentada pelo PDT e outra pelo próprio superintendente da corporação no estado, Alexandre Saraiva. O episódio resultou na queda de Saraiva esta semana e aumentou a contrariedade dos parlamentares com relação ao ministro.

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A saída de Salles tem o apoio do primeiro-vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que chama Salles de “antiministro” e de ser aliado de criminosos. Lideranças do Centrão, grupo de partidos de centro-direita e direita que apoiam Bolsonaro, também têm pedido a cabeça do ministro, que ainda conta com um grupo de apoiadores entre os integrantes da bancada ruralista.

“Ricardo Salles tem muito a explicar para o Congresso. Além de todo o desmonte da política de proteção ambiental construída no Brasil ao longo de décadas, agora precisa também explicar suas ações que levaram o superintendente da Polícia Federal no Amazonas a denunciá-lo pela prática de diversos crimes. Queremos que ele venha ao Congresso para podermos inquiri-lo a esse respeito”, justifica o pedido de convocação o líder da oposição na Câmara.

A pressão contra Salles também vem de fora do Brasil. Isso em carta a Joe Biden, 15 senadores democratas pediram ontem ao presidente dos Estados Unidos que condicione qualquer parceria com o Brasil na Amazônia a uma mudança real na política ambiental para a redução do desmatamento na região.

Fonte: Congresso em Foco

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