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Educação das aves: especialista explica o momento certo para começar

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Canários também podem ser criados sem a necessidade de ficarem presos em uma gaiola o tempo todo
Natalielira/Pixabay

Canários também podem ser criados sem a necessidade de ficarem presos em uma gaiola o tempo todo

Com o crescimento do número de aves como pet é normal que surjam dúvidas sobre a melhor maneira para cria-las e educa-las, de modo que possam ter uma vida saudável e livre de estresse.

Mais do que ensinar truques, o treinamento de uma ave a ajudará a se adaptar ao ambiente da casa, a conviver com os membros da família e até com outros animais de estimação – que também devem se acostumar com a presença da ave antes que ela fique solta, para evitar acidentes.

O melhor momento para começar

Ao Canal do Pet, o especialista em criação de aves Bruno Doimo ressalta que cada espécie tem uma capacidade de aprendizado diferenciada, assim como qualquer outro pet – ou ser humano.

“Cada ave também tem seu tempo de desenvolvimento de forma individualizada que vai depender de algumas variantes e uma delas é o ambiente na qual está inserida” explica.

De maneira geral, segundo Bruno, o que se pode afirmar é que independentemente da idade, quanto mais atividades interativas forem apresentadas aos pets, mais eles irão se permitir aprender. Algo que o especialista considera legal, especialmente porque assim também estarão se divertindo.

“A hora da alimentação geralmente é o momento mais comum para esse incentivo, principalmente porque essa fase da introdução alimentar ocorre desde muito cedo, quando eles estão passando por uma mudança no ciclo de vida, o que ajuda no processo de aprendizado”, diz.

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Adequando o ambiente para a ave

Filhote de papagaio do congo
Criadouro Horizonte

Filhote de papagaio do congo

Ambientes calmos e com o mínimo de interferência são sempre mais indicados para o treinamento dos pets, para as aves não é diferente.

“Os ambientes mais tranquilos e calmos evitam que a ave disperse a atenção para o que está sendo proposto”, explica Bruno. “A maioria das espécies, mesmo aquelas que têm maior ou menor pré-disposição, necessitam de exclusividade e periodicidade”.

Bruno ressalta que é importante lembrar que se está falando do foco no aprendizado, mas que existem inúmeros ambientes que podem variar conforme o objetivo com o pet.

Canário também pode viver fora da gaiola

Cacatua inca
Criadouro Horizonte

Cacatua inca

Os canários são muito apreciados por seu canto, porém, na maioria das vezes, essas aves são condenadas a passar a vida inteira trancadas dentro de uma pequena gaiola. Bruno explica que, assim como as calopsitas, papagaios e periquitos, esses pássaros também podem ser criados como pet sem a necessidade de se manter em uma gaiola o tempo todo, basta que se siga alguns cuidados.

“Antes de deixa-los livres no ambiente, é de extrema importância checar se as janelas estão devidamente protegidas (com telas de proteção) para que a ave não sofra nenhum acidente, ou risco de fuga”, comenta.

“Outro ponto importante é, caso o tutor tenha outras aves de estimação, ou pets de outras espécies, é de extrema importância se certificar de que eles se acostumem uns com os outros por alguns dias, e sempre estar por perto para supervisionar e avaliar o comportamento deles, ao menos nos primeiros dias”.

Seguindo esses cuidados iniciais, ao soltar o canário em casa, o tutor deve sempre observar os locais em que a ave está explorando, mas que ele não fique preso e corra o risco de se machucar.

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Aves têm diferentes personalidades

Cacatua Galerita
Criadouro Horizonte

Cacatua Galerita

Mesmo dentro de uma mesma espécie, cada ave tem sua própria personalidade, além de outras questões psicológicas que podem interferir, ajudando ou atrapalhando no aprendizado.

“Alguns fatores como idade, estresse e ambiente contribuem para que as mesmas fiquem mais ou menos receptivas com tudo o que está ao redor. É natural, que se estiverem estressadas, não terão aptidão para se desenvolver, pelo contrário, ficarão irritadas com qualquer estímulo”, explica.

É indicado ter mais de uma ave?

É natural se pensar que a melhor solução para que um animal de estimação não se sinta só e deprimido quando os tutores não estão em casa é se ter um outro pet como companhia. Talvez essa não seja a melhor solução.

“Nem sempre essa é a primeira indicação, mas é claro que depende de cada situação. O primeiro passo é sempre analisar o básico que é a alimentação, a qualidade dos grãos, o tempo que o tutor tira do dia para brincar ou conversar com o pet”, explica Bruno.

“Deixar à disposição os brinquedos que eles mais gostam, verificar se a temperatura que ele está localizado está ideal, principalmente em estações extremas como inverno e verão, se a água está adequada, se a ave tem umas horas fora da gaiola para explorar um ambiente maior, feito isso, muitas vezes este já é um grande passo para eles se sentirem melhores”, completa.

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Fonte: IG PET

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Homem acampa em frente a abrigo para adotar cachorro

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Homem acampa em frente a abrigo para adotar cachorro
Reprodução/TikTok

Homem acampa em frente a abrigo para adotar cachorro

Brian Eberhart é um ortodontista aposentado que conheceu um doce cachorro assustado enquanto este estava em lar temporário na casa de um vizinho, para se adaptar a vida como pet. O cão, chamado Elliot, é um filhote de border collie que havia sido abandonado e, por isso, não tinha muita confiança quando foi regatado e enviado para o abrigo Palm Springs Animal Shelter na Califórnia, Estados Unidos.

“O vizinho de Eberhart era o cuidador de Elliot, então ele já havia conhecido Elliot enquanto ele estava em processo para entrar em adoção e teve a oportunidade de conhecê-lo e se apaixonar por ele”, contou Anthony Mercurio, gerente de marketing e comunicação do abrigo, ao The Dodo.

Quando Elliot voltou para o abrigo, e ficou disponível para adoção, o futuro tutor garantiu que não perderia a oportunidade e acampou na frente do local das 8h até às 13h. No mesmo dia, outras pessoas também apareceram, mas foram embora logo em seguida.

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Os funcionários ficaram surpresas quando chegaram para trabalhar e o encontraram sentado em uma cadeira, lendo um livro, próximo a porta de entrada. O futuro tutor esperaria todo o tempo do mundo, desde que adotasse Elliot.

Quando chegou a hora de abrir, Eberhart estava lá a espera do novo amigo, e Elliot ficou feliz em ver que ele estava lá o esperando.

Elliot foi para casa com o Eberhart naquele dia, quando passou a se chamar Leo – um acrônimo para “Love Each Other” (Amai-vos uns aos outros). Desde então, o cachorrinho está sempre por perto de sua nova família.

“Ele é um menino inteligente, brincalhão e feliz que deve estar sempre de olho em seus humanos”, disse Mercurio.

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Fonte: IG PET

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