Economia

Economista diz que Sul do Espírito Santo demorou acordar para problemas econômicos

Publicado em

Por | 00.00.

Para o economista Orlando Caliman, a dinâmica da economia do Sul do Estado demorou para acordar em relação aos problemas que a economia atravessava. Como era forte no mercado das rochas, com mais de US$ 260 bilhões de exportações do produto, segundo seus números, enfrentou o esvaziamento econômico com certa parcimônia. “Devia ter havido uma diversificação da economia e não ficar em um mercado que acabou também migrando, em parte, para o Norte”.

Soma-se à isso as benesses econômicas que as cidades do Norte capixaba têm com a Sudene. Para Caliman, tais condições pegaram todo o Sul do Estado, que enfrenta, ainda outros problemas, como a crise econômica no Norte Fluminense e a baixa produtividade da agroindústria, causada basicamente pela crise hídrica.

“Isso tudo faz com que o Sul não se desenvolva. A crise do petróleo e do gás pegou direto a região Sul do Espírito Santo”, disse Caliman. No caso, há mais um agravante: Cachoeiro, por ser a cidade polo da região, foi a primeira a sentir essas crises. “Ficou-se esperando muito por obras que não aconteceram e deixaram o Sul em uma espécie de apagão. A crise desnorteou um pouco a Região Sul”, explicou.

Leia Também:  "No ano que vem, teremos um novo presidente", diz bilionário

Pelo que Caliman disse, enquanto o Sul não se recuperar, Cachoeiro vai sentir mais fortemente os efeitos da redução da atividade econômica, por ser uma cidade polo. É como se o pai de uma família – no caso Cachoeiro – tivesse três filhos morando com ele e trabalhando. Se estes filhos param de produzir, o pai é o que mais vai sentir a crise.

fonte http://www.aquinoticias.com/

COMENTE ABAIXO:

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Justiça do Rio reconhece vínculo empregatício entre entregador e iFood

Published

on

Entregador disse que realizou serviços de forma subordinada
Roberto Parizotti/Fotos Públicas

Entregador disse que realizou serviços de forma subordinada

A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício de um entregador da Baixada Fluminense com a empresa Ifood. No entendimento do juiz do Trabalho Paulo Guilherme Santos Périssé, titular da 2ª Vara do Trabalho de São João de Meriti, foi configurada a existência dos critérios que ensejam o vínculo, que são: subordinação, pessoalidade, onerosidade e não eventualidade.

Segundo o magistrado, a empresa criou obrigações no âmbito da liberdade contratual e conferiu contornos próprios ao contrato de trabalho pactuado com o autor.

O motociclista pleiteou o reconhecimento do vínculo empregatício com a empresa Ifood, alegando que prestou os serviços de forma subordinada. Além disso, alegou que estava submetido a controles contínuos e rígidos por parte da empresa.

Em sua defesa, o iFood argumentou que o entregador não prestou serviços a ela, atuando de forma autônoma como “parceiro de entrega”. Disse estarem ausentes os requisitos que caracterizam o vínculo de emprego. Ainda cabe recurso.

Dados do usuário

O magistrado disse, em sua sentença, que a relação trabalhista em questão partiu da existência de um novo modelo de negócios, no qual a empresa utiliza a tecnologia para, além de produzir bens e serviços, extrair dados dos usuários.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

“O contrato de trabalho nos moldes ajustados pela reclamada contém obrigações que estão muito além do escopo tradicional da relação jurídico laboral, cominando não apenas a prestação de serviços como a extração de dados”, frisou ele.

Além disso, o juiz não acolheu a argumentação da empresa de que ela apenas intermediava a relação entre o usuário e os entregadores.

“Vale ressaltar que a mera intermediação de mão de obra, fora das hipóteses admitidas em lei, é prática refutada pela jurisprudência”.

A subordinação foi caracterizada pelo “controle por meio do aplicativo e das obrigações impostas ao autor, como através da fixação do valor percebido por entrega (…), as rotas e o seu rastreio”.

Leia Também:  Oi, Samsung e outras empresas têm 300 vagas abertas em tecnologia

De acordo com o magistrado, a prestação de serviços não se dava de forma gratuita; a pessoalidade, já que o cadastro do entregador na plataforma era requisito indispensável para o início do vínculo entre as partes; e a não eventualidade da prestação de serviços, devido à natureza da atividade econômica desenvolvida pela empresa.

O iFood não comentou a decisão.

Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA