Análise Política

Dr. Thiago Peçanha tem carta na manga para a eleição do dia 5 de junho em Itapemirim; nome pode ser novidade

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Nem Luciana Peçanha (Patriotas), sua irmã, e nem o vice-prefeito afastado Niltinho (PSDB).

Para a eleição do dia 5 de junho em Itapemirim, o prefeito afastado Dr. Thiago Peçanha (Republicanos) pode tirar uma carta da manga e surgir com um nome novo.

O passarinho que me contou essa possibilidade (que tem pouso nas palmeiras imperiais da praça Domingos José Martins)  disse que o martelo ainda não está batido, mas o grupo de Thiago analisa, sim, um nome que não seja nem a sua irmã e nem Niltinho.

O passarinho não quis cantar o nome ainda, e por motivos óbvios. Primeiro porque se realmente ele existir, certamente será uma novidade que pode surpreender os adversários, então quanto maior a surpresa melhor.

Outro motivo é que esse nome certamente precisa ainda ser um nome palatável ao grupo do prefeito afastado, e, logo, isso estaria sendo arquitetado com calma para ver a viabilidade.

E, por fim, se o nome não existir, ou não tiver viabilidade, ainda assim o grupo de Thiago confunde os adversários até o último momento. E a surpresa também faz parte da política.

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Mas vai um alerta. Perguntado sobre a real possibilidade desse nome novo surgir, o passarinho, arisco que só, me cantou assim: “são altíssimas”.

Então não cabe duvidar. Ao nível político que chegou Dr. Thiago Peçanha, passando a ser um dos grandes nomes da política itapemirinense em pouco tempo, pode saber que se esse nome realmente surgir como candidato, ele dará trabalho. Thiago já deu provas da sua capacidade política.

Não se pode guerrear duas guerras

Minha memória não é mais a mesma, mas acho que na biografia do Rubem Braga (Um cigano fazendeiro do ar) ele acaba indo para a guerra e cancela o casamento. Perguntado o porquê da decisão, foi claro: não se pode guerrear duas guerras ao mesmo tempo.

A frase vale para o momento atual de Dr. Thiago Peçanha.

Perguntado sobre a situação da irmã do prefeito afastado, que estaria sendo preparada para ser pré-candidata a deputada estadual, o passarinho me cantou que o foco agora é a eleição municipal; a outra se discute depois.

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Claro. Se eleger o sucessor o projeto da eleição estadual pode ser retomado, mas se perder, o grupo de se desorganiza ao ponto de ter esse projeto atingido em cheio também.

A história dirá. E as palmeiras imperiais da praça Domingos José Martins serão testemunhas.

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“De costas voltadas não se vê o futuro / Nem o rumo da bala nem a falha no muro / E alguém me gritavacom voz de profeta / Que o caminho se faz
entre o alvo e a seta” – Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa)

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Análise Política

Guerino sobe o tom, mas erra a letra da música

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Quem não gosta do debate público é quem não gosta da democracia. E os processos eleitorais ajudam a consolidá-la e fortalecê-la.

Nesse sentido, a participação do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PSD), nas eleições desse ano ao governo do Estado deve ser bem vista pelo eleitor por se tratar de alguém com vasta experiência de vida pública e que vai ajudar a enriquecer o debate.

Os demais postulantes, claro, também enriquecem, mas especificamente sobre Guerino pesam 5 mandatos de prefeito em uma importante cidade, além de deputado estadual duas vezes. Dos que estão aí, à exceção do governador Renato Casagrande (PSB), é quem chega com maior bagagem.

E chegou chegando. Nessa semana, sua equipe de marqueting lançou no mercado o primeiro material de apresentação onde o pré-candidato ao Palácio Anchieta tece críticas ao modelo de gestão atual, oferecendo-se como uma alternativa à reeleição de Casagrande.

Sob o título, “O Espírito Santo merece muito mais. Hoje temos um Governo fraco e com equipe ruim”, Guerino, em síntese, diz que quer fazer pelo estado o que fez por Linhares, apresentando números positivos. E se o eleitor quiser saber sobre o que ele não fez por Linhares que procure assistir os debates que vêm por aí.

Chama atenção nessa entrevista a insistência do pré-candidato a uma crítica específica: os convênios que têm sido feitos pelo governo do Estado junto às prefeituras, o que significa nada mais que garantir recursos para investir em obras e em serviços para o povo. Sobre isso, Guerino fala duas vezes, mostrado que trata-se de um movimento governamental que o incomoda.

Outro ponto onde a crítica vem acentuada é na saúde, que é quando Guerino também fala do que fez no período da pandemia, como se as ações em Linhares tivessem sido desassociadas das ações do governo do Estado.

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Sobre esses dois tópicos, especificamente, Guerino subiu o tom, mas errou a letra da música.

Primeiro que criticar um governo porque ele está investindo muito nas cidades é erro crasso. Ofende a Inteligência do cidadão que quer o investimento, independentemente do tempo em que ele está acontecendo.

O pré-candidato tenta passar a imagem de que o governo guardou o dinheiro para usá-lo agora, perto das eleições. Não é verdade.

Até o ano passado o Brasil e o mundo estavam atarefados em cuidar da maior crise de saúde de todos os tempos, portanto não havia clima nem dinheiro para sair por aí fazendo todo tipo de convênio. A incerteza era mundial diante do dia seguinte. Nos últimos dois anos a prioridade não era nenhum outro tipo de investimento que não fosse o de salvar vidas. E isso foi feito com louvor no Espírito Santo.

Na verdade, esses investimentos só são possíveis agora exatamente porque nos dois anos anteriores o Espírito Santo fez, e fez muito bem, seu dever de casa durante a pandemia, tanto cuidando da vida dos capixabas quanto garantindo que nossa economia não saísse destruída no pós-pandemia.

Se Linhares foi bem sucedida durante a pandemia parabéns ao Guerino, mas agradeça principalmente ao governo do Estado que garantiu leitos em toda rede hospitalar, dando suporte aos municípios para que se preocupassem apenas com outras ações em favor dos cidadãos. A saúde estava sendo bem cuidada, permitindo que prefeitos trabalhassem em outras frentes, como a econômica, por exemplo.

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Guerino pode perguntar ao seu amigo Paulo Hartung o que ele fez quando assumiu o Espírito Santo falido pós Zé Ignácio. Paulo parou e  gastou energia nos três primeiro anos apenas para organizar, sendo que no quarto ano, exatamente no ano eleitoral, abriu a mão, investindo maciçamente nos municípios.

Podia ter feito antes? Fez naquele momento exatamente porque antecedia uma eleição? A resposta só tem quem está governando e enfrentando os desafios do momento. Hartung teve os dele e investiu quando achou que era seguro fazê-lo. Não tenho dúvida que Casagrande o faz porque esse é o tempo certo. É o tempo da segurança, com vidas salvas e dinheiro em caixa.

Guerino pode contribuir com o debate, e muito. Mas, como diria seu colega Roberto Valadão (MDB) é preciso jogar na bola. Subir o tom é necessário diante de um governador que vai a passos largos para mais um mandato, porém é preciso não errar a música como começou errando nesse seu primeiro material.

Um outro amigo de Guerino, Camilo Cola, dizia que toda cantiga tem seu lêrê. Então, muita calma nessa hora de botar o bloco na rua para não errar o lêrê da cantiga. Dependendo da crítica, pode ser um tiro no pé.

E criticar investimentos nas cidades, bem como o desempenho do Espírito Santo durante a pandemia, será, sem dúvidas um grande tiro errado.

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“Mais do que cantar para o mundo inteiro / Eu quero cantar primeiro / Só para o seu coração” – Só para o seu coração (Sérgio Sampaio)         

 

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