Análise Política

Dr, Antônio e Dagata voltam de Vitória como pré-candidatos à prefeitura de Itapemirim

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Foto: arquivo Facebook (imagem da campanha de 2020)

Na última terça-feira (5) apareceu lá em Vitória uma dupla muito conhecida em Itapemirim. Era o Dr. Antônio (PP) e Fábio Dagata (PSB).

Eles tiveram 12.393 votos nas eleições de 2020 e perderam para Dr. Thiago Peçanha (Republicanos) que obteve 13.934 votos.

Com quem estiveram não digo, mas o assunto, claro, foi a eleição que acontece ainda este ano em Itapemirim. Com o afastamento de Thiago e Niltinho, o TSE já indicou duas datas ainda a serem definidas para a eleição:  5 de junho ou em novembro.

O resultado da prosa? Dr. Antonio e Dagata saíram de lá já definidos como pré-candidatos à prefeitura novamente.

Em cima o martelo tá batido. Aqui em baixo, cabe a ambos reunirem os cacos da última derrota e reconstruírem o grupo que quase venceu Dr. Thiago no último pleito.

Quem avisa…

Da última vez, a terceira via em Itapemirim era uma tal Monica Quinha, do PT, uma candidata café com leite, sem nenhuma chance. Então o páreo ficou franco entre Dr. Antonio e Thiago. Um duelo de titãs e só.

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Mas dessa vez, o terceiro elemento que pode entrar no páreo é o próprio prefeito Zé Lima (PDT), que realiza esse mandato tampão. Não se trata, portanto, de uma força a ser desconsiderada porque terá em mãos toda a máquina administrativa deixada pelo prefeito afastado.

Faço esse senão para alertar à pretensa dupla de pré-candidatos (Antonio e Dagata) que eleição não se ganha de cima para baixo. Construir em cima é importante, mas o voto mesmo está na base… nas ruas… em baixo… e para chegar nele só mesmo com diálogo.

Nesse contexto, a dupla precisa de uma tarefa árdua que é reunir em torno de si o mesmo grupo novamente, para aí sim fortalecê-lo com novas forças. A missão maior é afagar os aliados de outrora para ver o tamanho que podem começar a disputa de agora.

Cada eleição é uma eleição. Diferente. Com suas peculiaridades. Ter sido bem votado em uma não significa novamente ser bem votado em outra. É preciso a humildade, marca rara entre aqueles que se acham donos do voto.

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Dr. Thiago, apesar de fora do poder, é um nome de força. Fez uma administração de muitas entregas em Itapemirim e tem seu carisma com o povo. Terá agora a  sua capacidade de transferência de votos testada.

Por isso, tanto Thiago (que ainda não escolheu seu candidato ou candidata) quanto a dupla Antonio e Dagata precisam considerar o terceiro elemento Zé Lima. Ele, com o poder nas mãos, não pode ser um fator desconsiderado nesse novo processo.

 

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Análise Política

Guerino sobe o tom, mas erra a letra da música

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Quem não gosta do debate público é quem não gosta da democracia. E os processos eleitorais ajudam a consolidá-la e fortalecê-la.

Nesse sentido, a participação do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PSD), nas eleições desse ano ao governo do Estado deve ser bem vista pelo eleitor por se tratar de alguém com vasta experiência de vida pública e que vai ajudar a enriquecer o debate.

Os demais postulantes, claro, também enriquecem, mas especificamente sobre Guerino pesam 5 mandatos de prefeito em uma importante cidade, além de deputado estadual duas vezes. Dos que estão aí, à exceção do governador Renato Casagrande (PSB), é quem chega com maior bagagem.

E chegou chegando. Nessa semana, sua equipe de marqueting lançou no mercado o primeiro material de apresentação onde o pré-candidato ao Palácio Anchieta tece críticas ao modelo de gestão atual, oferecendo-se como uma alternativa à reeleição de Casagrande.

Sob o título, “O Espírito Santo merece muito mais. Hoje temos um Governo fraco e com equipe ruim”, Guerino, em síntese, diz que quer fazer pelo estado o que fez por Linhares, apresentando números positivos. E se o eleitor quiser saber sobre o que ele não fez por Linhares que procure assistir os debates que vêm por aí.

Chama atenção nessa entrevista a insistência do pré-candidato a uma crítica específica: os convênios que têm sido feitos pelo governo do Estado junto às prefeituras, o que significa nada mais que garantir recursos para investir em obras e em serviços para o povo. Sobre isso, Guerino fala duas vezes, mostrado que trata-se de um movimento governamental que o incomoda.

Outro ponto onde a crítica vem acentuada é na saúde, que é quando Guerino também fala do que fez no período da pandemia, como se as ações em Linhares tivessem sido desassociadas das ações do governo do Estado.

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Sobre esses dois tópicos, especificamente, Guerino subiu o tom, mas errou a letra da música.

Primeiro que criticar um governo porque ele está investindo muito nas cidades é erro crasso. Ofende a Inteligência do cidadão que quer o investimento, independentemente do tempo em que ele está acontecendo.

O pré-candidato tenta passar a imagem de que o governo guardou o dinheiro para usá-lo agora, perto das eleições. Não é verdade.

Até o ano passado o Brasil e o mundo estavam atarefados em cuidar da maior crise de saúde de todos os tempos, portanto não havia clima nem dinheiro para sair por aí fazendo todo tipo de convênio. A incerteza era mundial diante do dia seguinte. Nos últimos dois anos a prioridade não era nenhum outro tipo de investimento que não fosse o de salvar vidas. E isso foi feito com louvor no Espírito Santo.

Na verdade, esses investimentos só são possíveis agora exatamente porque nos dois anos anteriores o Espírito Santo fez, e fez muito bem, seu dever de casa durante a pandemia, tanto cuidando da vida dos capixabas quanto garantindo que nossa economia não saísse destruída no pós-pandemia.

Se Linhares foi bem sucedida durante a pandemia parabéns ao Guerino, mas agradeça principalmente ao governo do Estado que garantiu leitos em toda rede hospitalar, dando suporte aos municípios para que se preocupassem apenas com outras ações em favor dos cidadãos. A saúde estava sendo bem cuidada, permitindo que prefeitos trabalhassem em outras frentes, como a econômica, por exemplo.

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Guerino pode perguntar ao seu amigo Paulo Hartung o que ele fez quando assumiu o Espírito Santo falido pós Zé Ignácio. Paulo parou e  gastou energia nos três primeiro anos apenas para organizar, sendo que no quarto ano, exatamente no ano eleitoral, abriu a mão, investindo maciçamente nos municípios.

Podia ter feito antes? Fez naquele momento exatamente porque antecedia uma eleição? A resposta só tem quem está governando e enfrentando os desafios do momento. Hartung teve os dele e investiu quando achou que era seguro fazê-lo. Não tenho dúvida que Casagrande o faz porque esse é o tempo certo. É o tempo da segurança, com vidas salvas e dinheiro em caixa.

Guerino pode contribuir com o debate, e muito. Mas, como diria seu colega Roberto Valadão (MDB) é preciso jogar na bola. Subir o tom é necessário diante de um governador que vai a passos largos para mais um mandato, porém é preciso não errar a música como começou errando nesse seu primeiro material.

Um outro amigo de Guerino, Camilo Cola, dizia que toda cantiga tem seu lêrê. Então, muita calma nessa hora de botar o bloco na rua para não errar o lêrê da cantiga. Dependendo da crítica, pode ser um tiro no pé.

E criticar investimentos nas cidades, bem como o desempenho do Espírito Santo durante a pandemia, será, sem dúvidas um grande tiro errado.

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“Mais do que cantar para o mundo inteiro / Eu quero cantar primeiro / Só para o seu coração” – Só para o seu coração (Sérgio Sampaio)         

 

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