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Doria diz que não há “crime configurado” contra Witzel em operação da PF

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doria e witzel
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João Doria ao lado do governador do Rio, Wilson Witzel.

O governador do estado de São Paulo, João Doria, comentou a operação da Polícia Federal que investiga o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ao dizer que não há, ainda, um “crime configurado” e que o trabalho de apuração deve prosseguir. Nesta terça-feira (26), Doria também fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro que parabenizou a PF pela operação , e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que falou da investigação em entrevista para uma rádio.

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“Entendo que a investigação deve acontecer. Deve prosseguir por parte do Ministério Público e também de outros órgãos. Mas também me surpreendeu o fato de uma deputada federal vinculada ao presidente da República, literalmente falando em nome do presidente da República, um dia antes anunciava a existência de ações da Polícia Federal. Isso confronta, evidentemente, com iniciativas da Polícia Federal, onde toda e qualquer medida deve ser decidida e deliberada sob sigilo”, disse.

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Sem citar nomes, Doria fez referência à entrevista de Zambelli para Rádio Gaucha na noite da segunda-feira (25). A parlamentar comentou ao vivo que a Polícia Federal estava prestes a deflagrar uma nova operação com o intuito de investigar as ações irregulares cometidas por governadores durante a pandemia do novo coronavírus.

“Dia 21 de maio saiu um avião da PF daqui (de Brasília) para o Rio de Janeiro. Houve uma operação anterior a essa. Então, era meio óbvio que fossem acontecer outras operações”, disse a deputada.

As críticas também se estenderam ao presidente Jair Bolsonaro , que sorriu e parabenizou a PF pela ação de busca e apreensão contra Witzel . Ao mesmo tempo, Bolsonaro disse: “Tem gente preocupada, querendo botar a culpa em mim, falando do meu filho”.

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Na visão de Doria, a comemoração de Bolsonaro foi fora de hora por não haver, até o momento, uma acusação. “A investigação está em curso, não há crime configurado. O governador do Rio de Janeiro, e eu não sou seu procurador, nem preciso ser, não há transitado em julgado para estabelecer qualquer tipo de juízo. De comemorar ou de condenar. Atitudes como essa indicam o crescimento desse espírito autoritário e uma vinculação política de um órgão que deveria ser absolutamente técnico e independente”, disse Doria.

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Presidente do STJ manda Queiroz para prisão domiciliar

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Mulher de Queiroz, Márcia Aguiar é considerada foragida da Justiça

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, decidiu mandar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-SP), para prisão domiciliar. A decisão foi tomada pelo magistrado nesta quinta-feira (9) e se estende à mulher dele, Márcia Aguiar, que segue foragida da Justiça.


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