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Dólar se aproxima de R$ 5,80 com risco de lockdown na Europa e tensão no Brasil

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Arquivo/Agência Brasil

Dólar opera em forte alta e se aproxima de R$ 5,80 nesta quarta-feira (28)

O aumento exponencial de casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2), especialmente nos Estados Unidos e na Europa, e a volta de atritos políticos no Brasil, fizeram o dólar comercial disparar nesta quarta-feira (28). Por volta das 10h00, a moeda americana era negociada com alta de 1,18%, valendo R$ 5,753. Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir R$ 5,79. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, a B3, cai com força. Às 10h45, a queda é de 2,42%, a 97.194 pontos.

Nas últimas 24 horas, os EUA registraram 73,2 mil pessoas infectadas com o novo coronavírus, de acordo com levantamento da universidade Johns Hopkins. Dois dias antes, foram 60 mil pessoas diagnosticadas com a doença. O país com o maior número de casos e mortes dá sinais de que, assim como a Europa, viverá novas restrições e terá mais casos.

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Por enquanto, o cenário europeu é mais agravante. A França, país onde os números de contaminação não param de subir, cogita a possibilidade de decretar novo lockdown (confinamento total). Informações preliminares apontam que o governo Macron estuda ampliar a duração do toque de recolher e implementar o confinamento aos fins de semana.

“A agressiva segunda onda de coronavírus na Europa e a piora do quadro nos EUA adicionam forte incerteza a um ambiente que já conta com forte volatilidade em função da proximidade com as eleições americanas”, escreveram os analistas da Guide Investimentos.

Internamente, o cenário também não ajuda. Na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo maia (DEM-RJ), criticou a obstrução na votação de pautas importantes na Casa pela base do governo. Ele acrescentou que a votação do Orçamento de 2021 pode ficar só para depois de março, e ainda disse que o dólar poderia chegar a R$ 7 no ano que vem .

“Além de atrasar a aprovação do Orçamento de 2021, o impasse acaba impedindo que todos os projetos de interesse do governo, incluindo várias medidas provisórias com data de expiração, sejam analisadas”, complementaram os analistas da Guide.

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Nesta quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. A projeção do mercado é que ela seja mantida nos atuais 2%, mas os investidores aguardam a ata da reunião para saber os próximos passos da autoridade monetária.

A incerteza global também penaliza o petróleo. A cotação do barril do tipo Brent (referência internacional) opera com queda de 3,88%, valendo US$ 39,60. Diante do aumento de casos de Covid-19, teme-se que a demanda por matéria-prima seja reduzida.

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Fórum discute alternativas econômicas para o Semiárido

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Agência Brasil

Fórum do Desenvolvimento do Semiárido 2020
Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca

Fórum do Desenvolvimento do Semiárido 2020

A Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido abriu, na tarde desta quinta-feira (3), em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o Fórum de Desenvolvimento do Semiárido . O evento discute a criação de um plano de desenvolvimento da região, considerando o aproveitando das potencialidades econômicas e a fixação de metas socioeconômicas, hídricas e ambientais.

Na abertura do fórum, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão , afirmou que criar facilidades e soluções para que tudo que for discutido e planejado seja efetivamente implementado é “a grande tarefa do governo Bolsonaro “.

Mourão disse que tem expectativa de que o Semiárido se torne um celeiro produtivo, que a população tenha mais qualidade de vida e que haja uma reversão das políticas regionais.

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“Em muitos casos, ainda hoje, as únicas políticas oficiais destinadas à região são aquelas que combatem a seca , voltadas a grandes obras, normalmente destinadas aos mais ricos e vinculadas ao assistencialismo aos mais pobres, com doações, distribuição de víveres e o interminável desfile de carros-pipa “, destacou o vice-presidente.

Mourão descreveu o Semiárido como “um espaço com grande concentração de terra, água e outros meios singularmente ricos, que estando centralizados em mãos de poucos constitui um indesejável sistema de privilégios “.

Ele ressaltou que tal situação tem gerado níveis expressivos de exclusão social e até mesmo de degradação ambiental, transformando-se em fator determinante das crises socioambiental e econômica vividas em diferentes épocas nessa região.

O Semiárido, formado pela Caatinga e pelo Cerrado , corresponde a 20% do território nacional e mais da metade da Região Nordeste . A região tem população de 25 milhões de pessoas, residentes em 1.200 municípios.

O Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, que está sendo realizado na Universidade Federal Rural do Semiárido , vai discutir, até a tarde de sábado (5) propostas para o meio ambiente e recursos hídricos, agronegócio e mercados, energia e recursos minerais, entre outros temas.

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