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Dois anos após tragédia de Brumadinho, manifestantes exigem reparação

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O crime ambiental, que aconteceu em Março de 2019, segue sem julgamento ou respostas afirmativas
Foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press

O crime ambiental, que aconteceu em Março de 2019, segue sem julgamento ou respostas afirmativas

Familiares das vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), realizaram protestos em várias regiões de Minas Gerais nesta segunda-feira (25) para marcar a data em que a tragédia completa dois anos.

Em Belo Horizonte, um grupo se reuniu na porta do TJMG ( Tribunal de Justiça de Minas Gerais ). Com apitos, cartazes e balões pretos, os manifestantes pediram a punição dos responsáveis pelo rompimento. Até o momento, ninguém foi preso.

Integrantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem) fecharam trechos da rodovia MG-155, que liga Betim a Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O grupo estendeu cartazes denunciando a falta de reparação às vítimas da tragédia.

rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão resultou em 270 mortes e 11 corpos seguem desaparecidos. A barragem tinha 86 metros de altura e 720 metros de comprimento.

A lama e os rejeitos de minério de ferro soterram as instalações da Vale, uma pousada e atingiu casas e plantações ao longo do ribeirão Ferro-Carvão e do Rio Paraopeba, onde chegou até a Usina Hidrelétrica (UHE) de Retiro Baixo, entre os municípios de Curvelo e Pompéu, ambos em Minas Gerais.

Em janeiro de 2020 o Ministério Público de Minas Gerais denunciou, na esfera criminal, 16 pessoas, entre funcionários e executivos da Vale e da consultoria TüvSüd, por homicídio doloso duplamente qualificado (270 vezes) e crimes ambientais.

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Entre os denunciados estão o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman, 11 funcionários da mineradora e cinco da consultoria Tüv Süd, que atestou a estabilidade da barragem. As duas empresas também foram denunciadas. O caso tramita na 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

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Foram ouvidas até hoje, segundo o Ministério Público, 183 pessoas, entre investigados, sobreviventes e testemunhas. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e 94 aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores, foram periciados. Ninguém foi julgado até agora.

Onda de protestos

Um ato parecido aconteceu em São Joaquim de Bicas. Moradores da cidade alegam que estão sem abastecimento de água por conta das operações da mineradora Vale. 

Dois anos após o rompimento da barragem, pelo menos 1.200 famílias de 20 municípios ao longo do Rio Paraopeba , atingidas pelos rejeitos de mineração, relatam problemas com abastecimento de água, seja falta ou distribuição irregular para consumo humano ou higiene e limpeza doméstica. 

A decisão da juíza Perla Saliba Brito, da comarca de Brumadinho, de maio de 2019, obrigava a Vale a fornecer água a qualquer família atingida pelo tragédia. A companhia, entretanto,  passou a adotar outros critérios, como fornecer água apenas para quem captava água diretamente do Rio Paraopeba ou de poços artesianos localizados a no máximo 100 metros da calha do rio, limitando a quantidade de beneficiários.

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Um relatório feito pela empresa Acquaveras Análise de Águas, com água coletada em 12 de dezembro passado no ponto de captação que abastece o bairro do Tejuco, conhecido como Água Serrinha, indicou presença de alumínio, ferro e manganês acima dos limites permitidos pelo Ministério da Saúde. O relatório afirma que a quantidade de ferro presente na água alcança quase cinco vezes o limite máximo. O alumínio, duas vezes mais.

Antes da tragédia, a Bacia do Rio Paraopeba era responsável pelo abastecimento público de água de cerca de 53% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Vale ficou responsável por instalar um novo ponto de captação de água no Paraopeba, acima da área do desmoronamento. O término das obras, que deveriam ser concluídas em setembro do ano passado, foi adiado para o mês que vem.

Sem respostas

Outro grupo se reuniu na entrada de Brumadinho e jogou 11 rosas vermelhas no rio Paraopeba. As flores representam as 11 vítimas que ainda não foram localizadas.

Em nota, a Vale informou que não mede esforços para garantir o abastecimento das pessoas impactadas pela interrupção da captação de água no rio Paraopeba.

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Polícia Militar encontra R$ 300 mil em azeites e vinhos no interior do Paraná

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De acordo com investigadores, produtos valem R$ 300 mil
Divulgação/Polícia Militar Paraná

De acordo com investigadores, produtos valem R$ 300 mil

A Polícia Militar do Paraná apreendeu, na última terça-feira (23), diversas caixas com vinhos e azeites em Marmeleiro, no interior do estado. De acordo com os investigadores, a soma dos valores dos produtos pode chegar a R$ 300 mil.

Há algumas semanas, os investigadores estavam fiscalizando uma quadrilha que supostamente era especializada em armazenamento de drogas. Ao verem que um carro havia saído do depósito sem produtos, os policiais aproveitaram para invadir o local.

A Polícia informou que os produtos vieram da Argentina e investiga a participação de estrangeiros na organização criminosa.

Os produtos foram encaminhados à Receita Federal , que irá dar sequência as investigações. A Polícia Civil do Paraná também deve participar do grupo de investigação e tenta identificar os suspeitos de armazenarem os produtos. Até o momento, ninguém foi preso. 

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