Agronegócio

Dirigentes das Comissões Técnicas da FAEP tomam posse

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Como ocorre tradicionalmente a cada três anos, nesta quarta-feira (9) o Sistema FAEP/SENAR-PR reuniu os produtores rurais do Estado com objetivo de apresentar os novos integrantes das Comissões Técnicas, espaços onde se debatem as demandas mais importantes do agronegócio estadual e de onde saíram muitas das estratégias primordiais para a trajetória vitoriosa desse segmento nas últimas décadas. Normalmente o evento é realizado de forma presencial, reunindo representantes de todas cadeias e regiões do Estado, para que conheçam quem são os presidentes e vice-presidentes de cada comissão e os técnicos responsáveis por cada uma (confira a lista completa abaixo). Este ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento foi realizado por meio de uma transmissão online.

O evento contou com a participação do presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, da deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, o deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), além do analista da consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. Na ocasião o especialista fez uma palestra sobre as tendências para o setor de grãos na temporada 2021/22.

O evento começou com Meneguette destacando a atuação das Comissões Técnicas da FAEP. “São de suma importância para direção política e uma posterior articulação. Em um primeiro momento os participantes indicam problemas, necessidades e mesmo melhorias. E, em um segundo momento a FAEP traz a estratégia de atuação com a perspectiva de trazer ganhos para o produtor rural”, afirmou. “Para essa gestão tivemos uma ótima surpresa: a indicação de mais de 700 integrantes, número histórico”, comemorou Meneguette, referindo-se à grande adesão de produtores de todos os segmentos do agronegócio paranaense.

Representação política

No comando da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, a deputada Aline Sleutjes fez um breve resumo dos temas importantes que vêm tramitando no legislativo federal. Segundo ela, houve avanços em algumas questões, mas outras dependem de atenção. “Estamos avançando na regularização fundiária, não temos como falar de zelo pelo meio ambiente na propriedade se a propriedade não tiver dono, não tiver CPF. Temos duas matérias tramitando nesse sentido, uma na Câmara em regime de urgência, outra semelhante no Senado. Com a possibilidade de dar o título de posse de terra ao proprietário, ele poderá financiar, equipar, produzir, dar boas condições de vida para sua família”, observou Aline.

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Outra questão abordada pela parlamentar foi a regulamentação de novos agroquímicos. “Nós do agro sabemos da importância de ter moléculas aprimoradas, produtos eficientes, com menor quantidade e maior eficiência. Ninguém usa isso porque quer, usa porque precisa”, destacou.

Também o deputado federal Sérgio Souza elencou questões centrais para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, hoje em discussão na esfera federal. “O ministro [do Supremo Tribunal Federal] Edson Fachin colocou para votar na próxima sexta-feira as condicionantes para demarcação de terras indígenas. (…) Isso pode gerar um caos, porque qualquer cidadão pode se declarar índio e poderá declarar que aquela terra é dele. Imagine a insegurança jurídica”, advertiu.

Em relação aos entendimentos divergentes em relação à aplicação do Código Florestal no bioma Mata Atlântica, Souza parabenizou a FAEP por ter contribuído com a medida impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e pelo Instituto Água e Terra (IAT), que derrubou a liminar que garantia a prevalência dos dispositivos da Lei da Mata Atlântica e não o Código Florestal no Paraná. “Sabemos da competência e da organização dos produtores, mas há uma série de interpretações divergentes da aplicação do Código Florestal no bioma mata atlântica. Esse é um dos maiores problemas que temos no Estado”, ponderou.

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Perspectivas econômicas

Em sua palestra, Molinari, da Safras&Mercado, elencou os pontos fundamentais que devem afetar o ambiente econômico da negociação da safra 2021/22, como a situação da peste suína africana na China, a taxa de câmbio no Brasil, a expectativa da safra norte-americana, o fluxo de exportações do Brasil e o clima nas lavouras dos Estados Unidos.

APRESENTAÇÃO: para fazer download dos slides da palestra, clique aqui.

“Com o provável aumento na taxa de juros americana, o dólar mais forte e a desvalorização cambial no Brasil, temos sugerido a produtores e empresas que têm dívidas em dólar, ou importações a serem quitadas, para aproveitar esse momento para travar suas dívidas numa taxa de câmbio saudável”, orienta.

Confira os presidentes e vice-presidentes das Comissões Técnicas

Aquicultura

EDMILSON JOSÉ ZABOTT (Palotina)

EDIO LUIZ CHAPLA (Marechal Cândido Rondon)

Avicultura

DIENER GONÇALVES DE SANTANA (Cianorte)    

CARLOS SÉRGIO BONFIM DE ANDRADE (Castro)

Bovinocultura de Corte

RODOLPHO LUIZ WERNECK BOTELHO (Guarapuava)  

LIGIA FRANCO DE MEDEIROS BUSO (Santo Antonio da Platina)

Bovinocultura de Leite

RONEI VOLPI (Faep)        

JAN UBEL VAN DER VINNE (Carambeí)

Cafeicultura

WALTER FERREIRA LIMA (Centenário do Sul)         

EDSON DORNELLAS (Londrina)

Cana-de-Açúcar

ANA THEREZA DA COSTA RIBEIRO (Porecatu)       

FRANCISCO CARLOS DO NASCIMENTO (Mandaguaçu)

Cereais, Fibras e Oleaginosas

NELSON NATALINO PALUDO (Toledo)           

JOSE ANTONIO BORGHI (Maringá)

Hortifruticultura

MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA MACHADO (Cornélio Procópio)

PAULO RICARDO DA NOVA (São José dos Pinhais)

Meio Ambiente

NERY JOSÉ THOME (Campo Mourão)

GUSTAVO RIBAS NETTO (Ponta Grossa)

Suinocultura

DEBORAH GERDA DE GEUS (Tibagi) 

WIENFRIED MATTHIAS LEH (Guarapuava e Pinhão)

Mulheres

LISIANE ROCHA CZECH (Teixeira Soares)

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Senar debate ações do projeto FIP Paisagens Rurais em MS

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Projeto atende as cadeias da pecuária de corte e de leite.

Brasília (24/06/2021) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) participou, na quinta (24), da oficina do projeto FIP Paisagens Rurais para apresentar os objetivos e resultados esperados com a implementação do projeto em Mato Grosso do Sul.

O debate foi promovido pela Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), e reuniu entidades parcerias do projeto no estado.

O Paisagens Rurais abrange 14 municípios dentro da bacia prioritária do Mato Grosso do Sul e a meta do Senar é atender 600 propriedades rurais na região até setembro de 2021, explicou Fabiano Pessatti, gestor do projeto no Senar em Mato Grosso do Sul.

“Até o momento já realizamos 736 visitas e atendemos 168 propriedades com assistência técnica e gerencial na cadeia da bovinocultura de corte. Os resultados esperados são aumento de produtividade, geração de renda, além de melhorias na cobertura vegetal da paisagem e no monitoramento das áreas de cerrado”.

Para Rafael Costa, assessor técnico da Diretoria de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, a entidade tem conseguido executar o projeto no estado focando nos resultados.

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“Apesar dos gargalos e desafios encontrados, as propriedades atendidas no estado, devido ao perfil fundiário e ao engajamento dos produtores da pecuária de corte, vão contribuir para os resultados globais do Paisagens Rurais”, disse. “Contamos com os parceiros estaduais para trazer mais produtores para o projeto”, ressaltou.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul (Semagro), Jaime Verruc, destacou a importância do projeto, que segundo ele, “está alinhado à estratégia de desenvolvimento sustentável do estado”.

“É um grande desafio construir esse desenvolvimento sustentável junto com os produtores, por isso é importante o engajamento de todos os parceiros para atingirmos as metas, tratando de forma adequada o uso de solo e fazendo a recuperação ecológica de algumas regiões.”

A coordenadora-geral de Apoio aos Estados da Diretoria de Regularização Ambiental do SFB, Jaine Cubas, afirmou que o projeto é estratégico para a entidade porque trará subsídios para a regularização ambiental e para “melhorar a paisagem dentro de um ecossistema de pastagem e recuperação produtiva”.

Segundo Sidney Medeiros, auditor fiscal do Ministério da Agricultura, o Paisagens Rurais é um projeto inovador que vai proporcionar melhoria de renda para o produtor e contribuir para que ele se adapte às mudanças climáticas e faça as adequações ambientais necessárias na propriedade rural.

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O FIP Paisagens Rurais vai beneficiar quatro mil produtores rurais com ações de ATeG e mais 5,2 mil pessoas por meio de capacitação, estimulando a adoção de práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono em 100 mil hectares e de conservação e recuperação em sete mil hectares de área.

A oficina desta quinta-feira completou a rodada de encontros virtuais com as entidades parceiras do projeto nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins.

FIP Paisagens Rurais – O Projeto Gestão Integrada da Paisagem no Bioma Cerrado (FIP Paisagens Rurais) é financiado com recursos do Programa de Investimento Florestal, através do Banco Mundial. A coordenação é do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com parceria da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), do Senar e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Embrapa.

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Fonte: CNA Brasil

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