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Diálogo familiar é aliado no trato com jovens

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As formas de identificar e ajudar crianças e adolescentes que passam por momentos emocionalmente complicados foram abordadas durante mesa-redonda virtual promovida na tarde desta quinta-feira (24) pela Assembleia Legislativa (Ales). O evento faz parte da campanha “É Preciso Conversar”, coordenada pela Secretaria de Comunicação Social (SCS) da Casa e realizada em virtude da campanha Setembro Amarelo, voltada para a prevenção ao suicídio.

Mediado pela jornalista Zelita Viana, o encontro teve como um dos convidados o doutor em Educação, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e escritor Hugo Ferreira. Ele é autor do livro “A Geração do Quarto: Quando Crianças e Adolescentes Nos Ensinam a Amar” e contou um pouco da pesquisa que o ajudou na elaboração da obra.

O professor disse que entre 2014 e 2016 ouviu muitos pais e mães sobre o comportamento dos filhos e acabou por identificar que muitos deles realizavam uma espécie de “isolamento” dentro da própria casa, ficando por horas dentro do quarto e tendo mais contato com outras pessoas por redes sociais do que fisicamente, inclusive, membros da própria família.

Em seguida Ferreira fez uma pesquisa distribuindo um formulário para adolescentes de várias capitais brasileiras por meio das redes sociais para buscar compreender o que estava acontecendo. “Obtive 3.115 respostas. Essa geração mora dentro do quarto e passa mais de seis horas dentro dele. Eles se comunicam com o mundo pelas redes sociais, mas não se comunicam em casa”, explicou.

A partir do grupo principal ele manteve contato com 138 desses jovens, que tinham de 11 a 18 anos, eram filhos das classes média e alta, já haviam sofrido bullying e cyberbullying, tinham se automutilado e tentado suicídio por mais de uma vez.

Isolamento

Segundo o professor o “fenômeno do quarto”, do isolamento, não é específico das crianças e adolescentes das cidades pesquisadas, mas se repete em diversos países. “É um fenômeno forjado no modelo econômico e social que a gente construiu, a partir das relações que a gente construiu”, ressaltou. Para ele, a falta de diálogo e compreensão dentro de casa e a ausência dos pais fazem os jovens buscarem respostas no mundo virtual, que muitas vezes é permeado de problemas.

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Quem também participou do debate foi Heloísa Mannato, diretora de atendimento a pais e alunos de uma instituição de ensino particular do estado. Ela compartilhou algumas de suas experiências no trato direto com pais e alunos.

“A família precisa entender que a casa dela tem que ser um refúgio para esse menino. Um lugar de descanso, acolhimento, carinho e amor. Trabalhei com algumas famílias que em casa o pai é agressivo e a mãe também, saía dali as pessoas eram educadas, alegres, mas as pessoas que importavam mesmo, da família, não recebiam carinho e atenção. Já atendi aluno que dizia que tirar 10 ou 0 dava no mesmo. Essa indiferença mata os alunos”, ressaltou.

De acordo com Mannato muitas vezes os pais colocam o aluno na frente do filho e isso gera uma série de consequências no ambiente familiar. “O excesso de cobranças também gera uma autocobrança. O mais importante é o relacionamento, os alunos que têm vínculo social, que recebem carinho, não têm essa tendência ao suicídio”, enfatizou.

Outro participante foi o mestre em Psicologia Clínica e professor universitário Raphael Vaz. Ele também já atuou em instituições de ressocialização para menores em conflito com a lei e compartilhou uma experiência que teve em 2011, trabalhando com o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).

“Muitos adolescentes tentaram suicídio em uma das unidades e fizemos um trabalho em que observamos que, devido à rigidez no tratamento com os adolescentes, eles começaram a se sentir desamparados, até diante da família. Não tinham a oportunidade de estar com as famílias mais aos domingos, foram retiradas até as fotos das famílias. Eles vivenciaram esse desamparo que a gente fala no suicídio”, frisou.

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Para ele, o trabalho da psicoterapia é fundamental para ajudar no tratamento de crianças e adolescentes que estão passando por um processo de dor e angústia. “Na clínica junguiana elas podem expressar o que está no seu inconsciente por meio de palavras, argila, pintura. Para Jung, complexo é uma forte carga emocional contida. Então, ela pode expressar através do lúdico essa dor. Eu acho que esse processo do enfrentamento dentro da terapia por meio lúdico ajuda ela a dar um novo significa para essa experiência”, disse em referência à terapia baseada nas ideias de Carl G. Jung.

Soluções

Para os profissionais, conversar com os jovens sobre o que está ocorrendo e escutar seus problemas são parte do caminho para auxiliar crianças e adolescente que passam por problemas emocionais. Conforme Ferreira, é preciso fazer os jovens terem uma “causa” na vida, incentivá-los a participar de trabalhos voluntários. Ele citou como exemplos positivos a ativista paquistanesa Malala Yousafzai e a sueca Greta Thunberg.

“Temos que dar razões para viver, ajudar esses meninos a encontrarem significado no que eles fazem. Quantos pais perderam filhos e conseguiram voltar a viver defendendo causas para evitar que o mesmo ocorresse com outras crianças? O voluntariado é fantástico”, reforçou Heloísa Mannato.

Já o professor Raphael destacou que o tema suicídio é um assunto complexo e multifatorial. “Temos que fazer as pessoas entenderem que é uma temática que a gente precisa refletir que a única forma de tratamento nossos problemas e que as pessoas precisam verbalizar sua dor para reorganizar o seu pensamento”, concluiu. 
 

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Deputados parabenizam servidores públicos

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O Dia dos Servidores públicos é comemorado nesta terça-feira (28), mas na sessão desta terça-feira (27), alguns parlamentares já se anteciparam e parabenizaram os funcionários pela dedicação no dia a dia à sociedade.

Confira mais imagens da sessão híbrida

O deputado Coronel Alexandre Quintino (PSL) lembrou que os servidores são fundamentais para o bom funcionamento da administração pública. “São eles que tornam a gestão pública mais eficiente, por isso temos que valorizá-los”, reconheceu.

O parlamentar destacou que foi policial militar por mais de 30 anos e, além dos policiais, destacou a função nobre dos professores e médicos. “A todos os funcionários públicos, nossa gratidão, pois vocês são essenciais para uma contínua e melhor sociedade”, agradeceu.

Dr. Emílio Mameri (PSDB) também ressaltou que é preciso valorizar os servidores, que são capazes e comprometidos. Ele citou os professores como os mais importantes, pois todos nós passamos por eles. Também citou os profissionais de saúde e destacou as visitas que fez a instituições de saúde dos municípios de Castelo e Atílio Vivácqua.

Economia e pandemia

O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) destacou que a economia vem reagindo, finalmente, e que o comércio neste final do ano deve melhorar. “Graças ao cidadão capixaba, que entendeu que é necessário manter alguns serviços para o desenvolvimento do Estado e reagiu”, ressaltou.

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Por outro lado, o deputado Dr. Rafael Favatto (Patri) se mostrou preocupado com o aumento da ocupação de leitos de UTI devido à Covid-19. “É o maior índice em mais de dois meses. Ainda é preciso se conscientizar do uso da máscara, do álcool em gel e de lavar bem as mãos”, sugeriu.

Maus-tratos a animais

A agressão a mais um cachorro, ferido a faca, em São Mateus, veio à tona na fala da deputada Janete de Sá (PMN), que preside a CPI dos Maus-Tratos contra os Animais. Segundo ela, foi uma ONG da região que denunciou e o agressor está preso. “Agradeço e peço ajuda a toda a população, para denunciar os casos. As pessoas precisam saber que há legislação e que vão ser presas”, advertiu. O mesmo tema foi proferido pelo deputado Doutor Hércules (MDB), que citou algumas leis que protegem os animais, inclusive de autoria dele.

Expediente

Começou a tramitar na sessão desta terça (27) o Projeto de Lei (PL) 542/2020, de Luciano Machado (PV), que cria o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos para a população em situação de rua. A matéria deve ser analisada pelas comissões de Justiça, Cidadania, Saúde e Finanças.

No Expediente Sujeito à Deliberação os deputados aprovaram a prorrogação do prazo de funcionamento até o final da 19ª Legislatura e a transposição para a próxima sessão legislativa dos trabalhos da Comissão Especial em Defesa, Inovação e Melhoria da Segurança Pública no Município da Serra.

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Já na Ordem do Dia os três projetos que constavam na pauta – todos do Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos) – permaneceram em prazo regimental:

1. PL 933/2019, que regulamenta o §1º do artigo 32 da Constituição Estadual acerca dos atos da Administração Pública Direta e indireta, no âmbito do Estado, onde deverão conter, de forma clara, o nome do órgão público e o valor total pago pela publicidade e sua veiculação. Prazo em Justiça;

2. PL 425/2019, que dispõe sobre a garantia do direito de remarcação do curso de formação obrigatório para a posse em cargo público, decorrente de concurso público no âmbito do Espírito Santo, para às grávidas e lactantes, independente de previsão expressa no edital ou do momento da gravidez. Prazo em Saúde;

3. PL 146/2019, que dispõe sobre a obrigatoriedade do aviso aos pais ou responsáveis das ausências dos seus filhos nas escolas da rede pública de ensino do Estado. Prazo em Justiça.

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