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Dia do auxiliar de Perícia Médico-Legal celebra a competência e o profissionalismo na PCES

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Entre os profissionais da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) o Auxiliar de Perícia Médico-Legal (APML) é o responsável por identificar vítimas fatais, a causa da morte, o recolhimento de informações sobre crimes diversos e receber a população. Tarefas extremas, que lidam, principalmente, com o cuidado às vítimas e suas famílias, exigem profissionais preparados. Nesta quarta-feira (16), é celebrada a competência e o profissionalismo desses servidores tão importantes para o funcionamento da nossa PCES.

Ellen Poli, perita na área de antropologia do Departamento de Perícia Médico-Legal (DML) de Vitória, desde 2007, trabalha no atendimento aos familiares que procuram por seus entes que estão desaparecidos há mais de 30 dias e no reconhecimento de cadáveres que exigem exames complementares para serem identificados. “Isso significa que preciso lidar com famílias em luto. Por isso, em muitos casos, o trabalho exige uma atenção especial e precisamos ouvir suas histórias para conseguirmos identificar e localizar essas vítimas. Nosso trabalho exige um olhar extremamente técnico, mas também um agir humanizado”, disse.

Para essas identificações, a perita e seus três colegas na antropologia trabalham em conjunto à Delegacia Especializada de Homicídio – Pessoas Desaparecidas (DEPD), para buscarem elementos que facilitem na localização. “Mesmo com as dificuldades, agimos em conjunto e buscamos todas as provas que temos catalogadas. Lembro-me de dois casos em que as famílias nos procuraram para localizar seus parentes desaparecidos há anos. Em um dos episódios, uma filha, que não via o pai há cinco anos, descobriu que o pai havia falecido, após exames de DNA. Assim, damos um conforto para a família, pois a incerteza, às vezes, dói mais do que a verdade”, afirmou a perita.

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Oberdan de Castro, auxiliar de perícia que trabalha no DML há mais de 13 anos, narra um caso de uma necropsia que fez em uma criança com histórico de queda de escada. “Aconteceu que, durante a perícia, percebemos que ela foi vítima de homicídio por espancamento, além de maus tratos, devido às lesões internas e as condições gerais do corpo da criança. De imediato, ligamos para a Delegacia de Homicídios e o pai, que era o autor do crime, foi preso logo na recepção do departamento. Quando você consegue ajudar a uma pessoa que passa por uma situação como essa, de uma certa forma, se sente realizado. É um sentimento de dever cumprido”, relatou.

Atualmente, o auxiliar de perícia trabalha no atendimento ao público no DML. Segundo ele, para evitar o acúmulo de estresse, ele e os cinco peritos da equipe criam um ambiente leve. “Fora do serviço, cada um tem seu hobby, atividades físicas, intelectuais, viagens, enfim, cada um libera o estresse à sua maneira. Pela própria natureza do trabalho, algumas tarefas trazem estresse e tristezas inevitáveis. Entretanto, realizar um trabalho essencial, para pessoas em um momento muito complicado de suas vidas, nos ajuda a passar por estas situações difíceis no trabalho”, destacou.

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Ainda segundo Ellen Poli e Oberdan de Castro, além dos cuidados que já tinham diariamente, várias adaptações tiveram que ser feitas no ambiente de atendimento à população do DML, por conta da pandemia, para evitar a exposição da população e dos funcionários. “Nosso objetivo é atender a população com segurança, então redobramos os nossos cuidados com máscaras N95, utilização extensiva de álcool e a reorganização da recepção das famílias para evitarmos a propagação do vírus”, destacou o auxiliar de perícia. “Apesar dos medos impostos pela pandemia, nosso serviço não pode parar. Continuamos a prestar o serviço à população, com profissionalismo, ética e competência, para trazermos algum conforto para essas famílias”, ressaltou Ellen Poli.

 

Texto: Fernanda Pontes

 

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Policiais civis de Cachoeiro de Itapemirim concluem inquéritos sobre homicídio e tentativa de latrocínio

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A equipe da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Cachoeiro de Itapemirim, em operação integrada com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município, concluiu inquéritos policiais que apuraram um homicídio e uma tentativa de latrocínio. Um jovem de 19 anos é apontado como autor dos dois crimes e outro, de 18 anos, é suspeito de participação no latrocínio tentado. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (24). 

O crime de latrocínio tentado ocorreu em 17 de março deste ano, em Cachoeiro de Itapemirim. O titular da Deic, delegado Rafael Amaral, explicou que na ocasião três alunas foram abordadas por dois suspeitos armados e um jovem interveio para ajudar as estudantes.

“O jovem estava indo trabalhar e, quando viu a tentativa de roubo, tentou ajudar as estudantes. Nesse momento, um dos suspeitos estava portando uma arma de fogo e efetuou um disparo, que acertou o abdômen dele. Após isso, os investigados acabaram roubando apenas o aparelho celular de uma das vítimas e correram em direção ao bairro Recanto, em Cachoeiro de Itapemirim”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o responsável pelo caso, a equipe da Deic foi ao local assim que teve conhecimento do roubo. “Os policiais conseguiram imagens das câmeras de videomonitoramento da região e realizaram diligências no bairro Recanto. Os dois autores do latrocínio tentado foram identificados e, no mesmo dia do crime, o suspeito de 18 anos foi preso em flagrante. Ele tentou resistir à prisão trancando-se na residência e, por isso, foi necessário que os policiais arrombassem três portas da casa. Em ato contínuo, a equipe foi ao bairro Santo Antônio para efetuar a prisão do segundo envolvido, mas ele não foi encontrado”, disse. 

Rafael Amaral informou também que o suspeito foi conduzido à Delegacia e confessou a autoria do roubo. “Em depoimento, ele disse que estava em uma praça e aceitou o convite do amigo para praticar o roubo. Ele foi autuado, em flagrante, pelo crime de latrocínio na forma tentada. Após os procedimentos de praxe, o detido foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI) e sua prisão foi ratificada pelo juiz de Custódia”, informou o delegado.

As investigações apontaram que o suspeito de 19 anos fugiu para o bairro Irajá, no Rio de Janeiro. “Diligências foram realizadas pelas equipes da Deic e da DHPP. Foi descoberto que o investigado havia voltado para Cachoeiro de Itapemirim. Ele foi encontrado e preso no último dia oito. O trabalho de investigações também mostrou que ele era apontado como o principal autor de um homicídio praticado em cinco de agosto deste ano”, relatou o delegado.

Os inquéritos foram finalizados e encaminhados ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Sobre o homicídio

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O crime aconteceu em cinco de agosto deste ano, próximo ao Museu Ferroviário, região central de Cachoeiro de Itapemirim. Segundo o titular da DHPP, delegado Felipe Vivas Aoni, o suspeito de 19 anos é apontado como o principal autor.

“Na ocasião, a vítima foi assassinada com cinco tiros. Três disparos acertaram a cabeça, um no peito e outro nas costas. A vítima foi socorrida por populares, levada ao hospital, mas não resistiu e veio a óbito. O detido confessou com riquezas de detalhes a autoria do crime”, disse o titular da DHPP.

O delegado acrescentou ainda que a motivação estaria relacionada a uma vingança. “O detido relatou que, após cometer o crime de latrocínio tentado em Cachoeiro, fugiu para o Rio de Janeiro no final de julho, voltou para o município e encontrou a vítima na avenida Linha Vermelha, próxima ao Museu. De posse de um revólver de calibre 32, ele praticou o crime, pois, segundo relata, a vítima teria roubado a sua mãe há cerca de um ano e levado uma bolsa contendo joias e semijoias”, destacou.

O detido, de acordo com Felipe Vivas, já tem outras passagens pela Polícia. “Ele já responde por crimes de posse ilegal de arma de fogo e, quando adolescente, por tentativa de homicídio e tráfico de entorpecentes. Agora, foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado e conduzido ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI), onde permanece à disposição da Justiça.”

 

 

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