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Deputados parabenizam eleitos no 2º turno

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O resultado do segundo turno das eleições municipais repercutiu na sessão ordinária desta segunda-feira (30). Entre comentários acerca do pleito e cumprimentos aos vencedores, os parlamentares pediram aos novos prefeitos da Região Metropolitana, eleitos no domingo (29), união de esforços para que a gestão das maiores cidades do Espírito Santo seja compartilhada e eficaz.

Os pares parabenizaram especialmente os colegas de plenário, Euclério Sampaio (DEM), que venceu a disputa em Cariacica com 58,69% e deputado Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), eleito novo prefeito de Vitória com 58,5%.

Pazolini recebeu em plenário o apoio dos colegas que exaltaram o desempenho do parlamentar durante o mandato e pediram ao novo gestor que faça um trabalho compartilhado com a sociedade.

“É um orgulho, meu primeiro ex-aluno a se eleger prefeito. Eu tenho certeza da sua capacidade para administrar bem a cidade e administrar para todos, mas com certeza com olhar mais especial para aqueles que mais precisam, porque ainda existe uma parcela da população muito relegada ainda na nossa cidade. Gostei muito de ouvir suas palavras tanto ontem quanto hoje. Dessa serenidade para oferecer o diálogo, abertura para ouvir a todos.

Mais do que nunca, isso é fundamental, tendo em vista o processo de radicalização que o Brasil vem sofrendo”, disse Sergio Majeski (PSB).

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Para Theodorico Ferraço (DEM), o diálogo será a principal ferramenta para uma boa administração. “As eleições acabaram. Não há vencidos nem vencedores. Devemos unir nossos esforços e Pazolini demonstrou humildade ao vencer; deixou para trás o que passou e chamou todos para o diálogo, para ajudá-lo a governar Vitória. Está na hora de unir as lideranças e olhar mais pelo Espírito Santo”, afirmou.

O prefeito eleito de Vitória observou que é necessário ter humildade para promover a construção coletiva e serenidade para enfrentar o trabalho. Segundo ele, a democracia precisa ser preservada e as instituições, protegidas. Pazolini ainda pediu apoio aos colegas parlamentares para “criar um ambiente positivo, favorável, trazendo emendas para Vitória, trazendo projetos, criando um cenário contemplador às necessidades da população”, disse.

“Este é o momento de se colocar à disposição das pessoas, da cidade e das lideranças políticas para dialogar. Temos um cenário desafiador que precisa da união de esforços, principalmente nessa fase de pós-pandemia. Na democracia não há perdedores, todos apresentaram os seus ideais, os seus projetos e combateram o bom combate, o que torna todos vencedores”, completou Pazolini.

Democracia

De acordo com Emilio Mameri (PSDB), o processo eleitoral deste ano trouxe vários ensinamentos. Para o parlamentar, este é o momento de unir forças e olhar de maneira diferenciada para a população.

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“Tivemos nessas eleições uma aula de democracia. Onde as pessoas puderam expor suas ideias. Aos eleitos, eu peço um olhar diferenciado para quem mais precisa. São as pessoas que necessitam de emprego, renda e educação. O poder público municipal tem capacidade para atender a essas pessoas”, disse.

Participação feminina

A deputada Iriny Lopes (PT) parabenizou as mulheres pelo crescimento da participação feminina no pleito de 2020. “Fico feliz com esse crescimento. Muitas participaram e muitas foram eleitas. A gente ainda não tem um quadro final, mas sabemos que cresceu”, afirmou. A deputada ainda comentou sobre a articulação dos partidos da esquerda e do campo democrático popular nas eleições municipais, além da disputa nos municípios de Vitória e Cariacica, que contaram com candidatos petistas no segundo turno. 

Abstenções

Janete de Sá (PMN) criticou o grande número de abstenções no 2° turno das Eleições Municipais. Segundo ela, em muitos lugares o quantitativo de eleitores faltantes neste domingo (29) foi maior do que o número de votos recebidos pelo candidato que ficou em segundo lugar. “Isso é muito ruim, porque demonstra uma falta de preocupação da população devido à falta de credibilidade que ainda existe na política”, avaliou a parlamentar. 
 

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Política

Janeiro Branco alerta para a saúde mental

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A importância de um olhar apurado para a saúde mental na sociedade é o objetivo do Janeiro Branco, mês dedicado a discussões e lutas por políticas voltadas para a prevenção e tratamento de psicopatologias. Lançado em 2014 por um grupo de psicólogos mineiros, o movimento também se dedica a tornar públicos dados e informações sobre a saúde mental dos brasileiros.

Considerados por especialistas como “a nova pandemia”, quadros como ansiedade, estresse, pânico e depressão afetam também a saúde física, além da vida pessoal e profissional do indivíduo. Segundo os profissionais que lidam com a questão, fatores como medo, luto, isolamento, perda de renda e alteração no estilo de vida das pessoas têm relação com o desenvolvimento de problemas psíquicos ou agravamento dos quadros existentes.

Na Assembleia Legislativa (Ales), a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e a Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial debatem o tema.

Pandemia e saúde mental

O afastamento social imposto pelo novo coronavírus e a incerteza em relação ao futuro após este longo período de mudanças aumentam, a cada dia, a necessidade do enfrentamento coletivo de doenças de caráter mental e emocional.

Embora os efeitos da crise sanitária estejam aumentando a demanda por atendimento desses quadros, a necessidade da quarentena afetou a oferta dos serviços prestados à pessoas com transtornos mentais e dependentes químicos em quase todo o mundo.

Números

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 93% dos países houve prejuízos nos serviços da área de saúde mental em decorrência da pandemia.

Pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que 47,3% dos trabalhadores dos chamados serviços essenciais – saúde, educação, segurança, transporte, telecomunicações, abastecimento e geração de energia – disseram apresentar sintomas de ansiedade ou depressão e mais da metade do grupo é afetada pelas duas patologias ao mesmo tempo.

Os dados foram coletados entre abril e maio de 2020 com entrevistados no Brasil e na Espanha. Além disso, aumentaram os relatos de alterações no sono e o abuso de substâncias como álcool, drogas e remédios controlados. Entre os entrevistados, 30,9% foram diagnosticados ou se trataram de doenças mentais no ano anterior. A pesquisa também apontou que as mulheres com idade média de 39 anos somam 72,2% desse grupo, sendo que 56,5% delas têm curso superior e 28,5% possuem mestrado ou doutorado.

De acordo com a médica psiquiatra e professora doutora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Tânia Prates, a pandemia agravou sintomas que já estavam presentes ao longo do processo do desenvolvimento em adolescentes, adultos e idosos. Além disso, pacientes que apresentavam melhora regrediram.

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“No meu consultório tenho observado muitas pessoas sofrendo com transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno depressivo, fobias, transtorno obsessivo compulsivo e hipocondria. Houve agravo de sintomas que já estavam em regressão”, afirmou.

Depressão e ansiedade

Mais comuns entre as patologias psíquicas, a ansiedade e a depressão podem se apresentar juntas ou separadamente. Tânia explica que o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado por preocupações excessivas com diversos eventos ou atividades, seja no âmbito pessoal, escolar, profissional ou social. O indivíduo acha difícil controlar a preocupação. A ansiedade pode vir acompanhada de inquietação, sensação de estar com os nervos à flor da pele, fadiga, dificuldade de concentração ou sensação de “branco na mente”, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.

Já a depressão é um transtorno mental que apresenta como características o humor deprimido, a perda de interesse e de prazer, que resulta em sensação de cansaço, dificuldade de concentração, ruminação ou sentimento de culpa, alterações do apetite, diminuição ou aumento da atividade motora, distúrbios do sono e ideação suicida.

Alteração na rotina

Profissionais de saúde apontam que as alterações nos hábitos de vida são responsáveis pela maior parte do aumento de casos durante a pandemia. O difícil gerenciamento do estresse causado pelo confinamento desequilibrou a alimentação, prejudicou a prática de atividades físicas e a qualidade do sono.

“Em grandes centros, principalmente, a saúde da população foi altamente impactada pelo sedentarismo e solidão, e modificar esses comportamentos representa um grande desafio tanto para os indivíduos quanto para a saúde pública”, analisa a terapeuta Maria Tereza Samora.

Preconceito e tabu

Segundo Tânia Prates, as doenças mentais estão cercadas de preconceitos. Ela explica que as pessoas rotulam aqueles que sofrem de algum desses males. “Transtorno depressivo é preguiça, transtorno ansioso é frescura, transtorno por uso de substância é falta de caráter, síndrome do pânico é bobagem ou fraqueza. As pessoas têm medo do que não conhecem e, principalmente, têm medo de adoecer e perder a razão”. A questão foi abordada na redação do Enem deste ano, que teve o tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.

Tânia coordena o Programa de Extensão da Ufes “Cada doido com sua mania”, que oferta serviços a pacientes do Hospital Estadual de Atenção Clínica (antigo Adauto Botelho). “Nos primeiros encontros estavam todos ressabiados. Depois foram se conhecendo melhor e passaram a trabalhar normalmente, aprendendo uns com os outros. Os alunos da Ufes comentaram que puderam rever o preconceito que tinham para com pacientes psiquiátricos”, relata.

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Prevenção

Profissionais da saúde esclarecem que há várias formas de prevenir esses males, afinal, é muito mais fácil e barato adotar medidas que evitem qualquer tipo de doença que despender tempo e dinheiro em tratamentos.

Algumas atitudes simples, como exercitar o corpo diariamente, mesmo que por pouco tempo, pensamentos positivos, manter-se ocupado, priorizar alimentação saudável e evitar álcool e tabaco podem ajudar na prevenção dos quadros relacionados à saúde mental.

Tânia Prates explica que é possível, ainda, atuar preventivamente contra transtornos psicológicos e psiquiátricos ainda na infância. “As crianças precisam de adultos que as cuidem e dêem a elas vontade de viver neste mundo. Criança precisa de afeto, cuidados e limites. Uma infância cuidada e vivida cercada de adultos responsáveis, afetuosos e cuidadosos diminui muito a chance de se ter problemas mentais no futuro”, observa.

Saúde mental no SUS

Em 2020, o Ministério da Saúde anunciou os preparativos para a revogação de serviços ofertados a pacientes com transtornos psíquicos ou dependência de álcool e/ou drogas no Sistema Único de Saúde (SUS), como Consultório de Rua, Serviço Residencial Terapêutico e Unidade de Acolhimento.

No final do ano passado a pasta apresentou aos conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) a proposta de revogação de cerca de 100 portarias sobre saúde mental criadas entre 1991 e 2014. Entidades que atuam na luta antimanicomial avaliam que a política proposta pelo atual governo propõe o retorno do modelo de hospitalização de pacientes em instituições psiquiátricas, mais conhecidas como manicômios.

A psiquiatra avalia que a medida prejudicaria pessoas que necessitam de acompanhamento, já que o SUS amplia as possibilidades de tratamento na esfera mental para todas as classes sociais, além de ser um direito assegurado aos cidadãos, dever constitucional do Estado, com impactos para a sociedade.

“O SUS possui uma abrangência que possibilita o rastreio de doenças mentais desde o seu início, como autismo, transtornos na fala e na aprendizagem; transtornos de conduta, esquizofrenia e tantas outras que, quanto mais cedo forem tratadas, melhor será o desfecho clínico. Minha geração e outras anteriores lutaram muito para a construção do SUS e por um tratamento adequado para as doenças mentais que necessitam de uma rede de apoio envolvendo uma complexidade de serviços e terapias. A complexidade da doença amplia a do atendimento. Algumas são de tratamento ambulatorial. Outras envolvem cuidados por toda a vida”, enfatiza Prates. 

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