A criação da Rota Turística da Pratinha de Ibitirama, na região capixaba do Caparaó, é o que propõe o Projeto de Lei 394/2026, de autoria da deputada estadual Janete de Sá (PSB). Se virar lei, o percurso passará a compor o Anexo I da Lei 12.017/2023, legislação que consolida a criação de rotas turísticas no Espírito Santo.
A iniciativa busca reconhecer oficialmente o potencial turístico da região, fortalecendo o desenvolvimento econômico, social e sustentável no interior do Espírito Santo.
Localizado no entorno do maciço do Caparaó, Ibitirama, onde se localiza geograficamente o Pico da Bandeira, reúne características favoráveis ao ecoturismo, turismo de natureza, de aventura e rural. O município conta com paisagens naturais, cachoeiras, trilhas, mirantes e outros atrativos para ampliar a oferta de experiências a visitantes interessados no contato com a natureza.
De acordo com a justificativa do projeto, a criação da Rota Turística da Pratinha de Ibitirama é importante para divulgar os atrativos locais, estimular o empreendedorismo e fortalecer pequenos negócios ligados ao turismo. A expectativa é que a iniciativa também amplie as oportunidades de geração de emprego e renda para a população local.
Pratinha fica a 20 km da sede de Ibitirama e a 226 km de Vitória, na rodovia que corresponde ao traçado da BR-484, no trecho que liga a ES 387 a Guaçuí. A principal atração turística mais próxima de Pratinha é o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, a apenas cinco quilômetros de distância.
Valorização do Caparaó
Para a autora da proposta, o reconhecimento da rota também representa uma forma de fortalecer a identidade turística do Caparaó capixaba. Segundo Janete, a formalização do roteiro visa favorecer a integração dos atrativos locais e ampliar a visibilidade de Ibitirama como destino turístico, além de contribuir para ações voltadas à conservação ambiental e à valorização do patrimônio natural e paisagístico.
Na justificativa, a parlamentar destaca ainda que a experiência de outras rotas turísticas reconhecidas no estado demonstra que a formalização desses circuitos pode facilitar a articulação de políticas públicas, a implantação de sinalização turística, a promoção institucional dos destinos e a integração dos municípios a programas estaduais de desenvolvimento do turismo.
Identidade própria
O projeto também esclarece uma questão relacionada à denominação da rota. Embora exista uma rota turística com nome semelhante no município de Pancas, a proposta ressalta que se trata de localidades distintas, com características geográficas, ambientais e turísticas próprias.
Segundo a deputada Janete de Sá, a iniciativa está alinhada às diretrizes de desenvolvimento regional sustentável e de valorização das potencialidades do interior capixaba, além de confirmar o turismo como atividade estratégica para a economia do estado.











